Violência em nome da honra atinge mulheres muçulmanas na Finlândia


HELSINKI, Finlândia, 20 de outubro de 2009 (www.yle.fi – ) – Mulheres imigrantes na Finlândia sofrem cada vez mais crimes de honra. Em Helsinki, dobrou o número de imigrantes muçulmanas que procuraram proteção da violência, em relação aos anos passados. Nassima Razmyar, que veio para a Finlândia como refugiada do Afeganistão, está acolhendo um número crescente de mulheres e meninas imigrantes no seu abrigo Monika House no bairro de Sörnäinen em Helsinki. Algumas dessas mulheres foram forçadas a se casar, outras foram surradas por desobediência ou mesmo ameaçadas de morte.

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Nos últimos seis meses deste ano, mais de 30 mulheres procuraram refúgio de crimes em nome da honra nas instalações da Sra. Razmyar. Esse número é igual a todas as refugiadas do ano passado. Como coordenadora da Monika House, Nasima Razmyar tem a impressão de que essa alta pode ser explicada pelo número crescente de mulheres em idade de casamento. “A segunda geração de imigrantes está na idade, com cerca de vinte anos e consideradas disponíveis para casamento e por isso a situação começa a se deteriorar”, diz Razmyar. A violência em nome da honra envolve a submissão de uma mulher dentro de grupos muçulmanos, feita com objetivo de controlar seu comportamento sexual. Correm rumores na Monika House sobre dois assassinatos em nome da honra na Finlândia, atos nos quais a família decidiu matar uma filha desobediente que, por exemplo, recusou um casamento arranjado pelos pais.

A polícia ainda não confirmou os rumores, mas de acordo com o Inspetor Chefe Veli Hukkanen da Polícia de Helsinki, esses comportamentos ameaçadores estão mesmo em alta. O problema é que a polícia não mantém estatísticas sobre a violência em nome da honra. “As estatísticas não estão disponíveis por muitas razões, algumas delas táticas. Para manter a segurança de uma mulher, não é interessante fazer um boletim de ocorrência”, explica Hukkanen. Contudo, a polícia acredita que apenas uma pequena parte de todos os incidentes de crimes em nome da honra são divulgados, algo em torno de 5%. A seriedade desses crimes não é bem compreendida, mesmo pelos policiais que tratam desses casos.

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