Chefe Nacional de Inteligência turco demitido por envolvimento em assasinato de cristãos


MALATYA, Turquia, 22 de outubro de 2009 (CDN) – o Chefe do Departamento Nacional de Inteligência da polícia turca, Sr. Ramazan Akyurek, foi demitido na sexta-feira 16 de outubro em meio a alegações de que ele cometeu erros que levaram ao assassinato do editor cristão de um jornal semanário armênio, Sr. Hrank Dink, bem como os homicídios de outros três cristãos nesta cidade do sudoeste da Turquia. Ramazan Akyurek é também acusado de ocultar evidências nesses casos e cometer erros na investigação de um padre católico em 2006.

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Depois de uma audiência de tribunal na cidade de Malatya na sexta-feira, os advodados de acusaão neste caso pediram a demissão de Akyurek por negligência, mas esse pedido veio tarde. Akyurek havia sido promovido para outro cargo na sede central de polícia de Ankara. Antes do assassinato do editor Hrant Dink do semanário armênio Argos, Ayurek havia recebido um relatório sobre o plano para o crime. Isso implica claramente que ele foi um dos organizadores do crime, de acordo com Erdal Dogan que é um dos advogados de acusação neste caso.

Enquanto chefiava as investigações sobre o assassinato de Dink, Aykurek não só ocultou evidências mas também tentou influir no resultado do julgamento, declarando no seu relatório sobre a investigação de que um grupo de “amigos” planejou matar Dink porque ele ofendeu a Turquia. “Isso é um desastre”, disse o advogado de acusação Dogan. “O mesmo aconteceu com o massacre de Malatya. Nós sabemos que o Chefe de Polícia Aykurek tinha informações sobre todos os detalhes mas ele não agiu para evitar. Ele tentou encobrir. Nós sabemos agora que eles estavam seguindo os movimentos dos assassinos.”

O massacre de Malatya: os cristãos turcos Necati Aydin e Ugur Yuksel e o cristão alemão Christian Tilmann Geske tiveram seus pés e mãos amarrados, foram torturados e depois degolados com facas nos escritórios da editora Zirve Publishing Co. em abril de 2007. O advogado de acusação Dogan disse que se os membros da equipe da editora Zirve não houvessem suspeitado de que algo estava errado e houvessem chamado a polícia, os cinco jovens que foram presos na cena do crime jamais teriam sido localizados.

“É difícil saber até onde o chefe de polícia Akyurek deturpou as investigações naquele tempo”, disse Dogan. “Isso porque ele havia sido promovido para uma posição muito importante, a de Chefe do Departamento Nacional de Inteligência, mas eles o removeram desse posto muito tarde, ele foi demitido tarde demais.”

Promoção de um incompetente para um alto cargo

Akyurek era chefe de polícia na cidade de Trabzon em 2006 quando o padre católico Andrea Santoro foi assassinado. Foi por orientação de Ayurek que um jovem foi preso e acusado do assassinato sem a devida investigação de quem estava por trás do crime, de acordo com Dogan. No mesmo ano, Akyurek foi promovido para chefe nacional da unidade de inteligência da Turquia. “Mesmo sendo incompetente como chefe de polícia e encobrindo crimes, Akyurek tornou-se chefe nacional da inteligência policial com acesso a todos os dados importantes e secretos,” disse Dogan.

Embora a Constituição turca permita a liberdade de religião, e as atividades missionárias sejam legais, um relatório da Comissão da União Europeia informa que os missionários são amplamente vistos como uma ameaça à integridade da Turquia e do Islã. O relatório também informa que o Ministério da Justiça da Turquia permitiu julgamentos sob o artigo 301 do Código Criminal – que determina que “insultar a nacionalidade turca é crime” – no caso dos cristãos turcos Hakan Tastajn e Turan Topal que compartilhavam sua fé cristã com outros.

De volta ao caso Dink em Malatya, “Está finalmente claro que existe uma conexão entre as mortes de Santoro, Dink, Aydin, Yuksel e o cristão alemão Tilmann”, disse o advogado de acusação Dogan. “Agora é óbvio que esses crimes foram organizados pelas mesmas pessoas”.

A próxima audiência do julgamento em Malatya está marcada para 13 de novembro.

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