Polícia do Paquistão Tortura Cristãos Presos depois de Ataque Islâmico


LAHORE, Paquistão, 23 de outubro de 2009 (CDN) por Brian Sharma –Dois irmãos presos depois de proteger 300 cristãos de um ataque incendiário islâmico em Gojra.

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Dois cristãos da cidade de Gojra, Paquistão, que teriam disparado tiros de advertência contra uma multidão de islâmicos que queimaram sete cristãos até a morte no dia 1 de agosto de 2009, afirmaram que foram torturados depois que a polícia os prendeu. Apenas um das centenas de assaltantes muçulmanos responsáveis por queimar pelo menos 50 casas está preso, por ter atacado a cidade cristã de Gojra. Mas fontes informam que os islâmicos forneceram um pretexto à polícia par prender os dois irmãos cristãos que deram abrigo a 300 pessoas atacadas. Naveed Masih, 32 anos, também conhecido como Fauji (“O Soldado”) e seu irmão de 25 anos Nauman Masih foram presos no dia 2 e 7 de setembro de 2009 respectivamente, por “promover tumultos com armas letais e espalhar o terror com disparos”, embora Nauman tenha sido libertado sob fiança. De sua cela na prisão, Naveed Masih nos informou que ele e seu irmão foram levados ao Centro de Treinamento da Polícia em Choong, onde foram mantindos em prisão ilegal por 18 dias. A polícia não os alimentou durante dias e quando pediam comida os oficiais diziam para que confessassem que tinham utilizado armas de fogo. Naveed Masih também informou que a polícia os torturou para forçá-los a dizer que tinham ligações com organizações terroristas que forneciam armas e munições. “Às vezes nós éramos pendurados num poço escuro enquanto nossas faces estavam cobertas com um tecido,”, disse Naveed Masih. “Eles me batiam com barras de bambu nas costas das minhas mãos e às vezes me penduravam de ponta cabeça e depois me batiam brutalmente.”

Naveed Maish disse que eram impedidos de dormir e eram acordados sempre que caíam no sono. Durante 18 dias de tortura, disse ele, os dois irmãos foram mantidos separados mas se viam quando levados perante o juiz. “Nós nos abraçávamos e chorávamos, vendo os ferimentos um do outro”, ele disse.

Naveed Masih disse que a polícia os torturou porque deram abrigo a mais de 300 mulheres, crianças e velhos no dia do ataque no qual os atacantes – agindo baseados num rumor sem base de “blasfêmia” do Alcorão e estimulados numa histeria pelos clérigos muçulmanos locais e grupos terroristas ilegais – também saquearam mais de 100 casas e queimaram 50 delas. Pelo menos 19 pessoas foram feridas pelos assaltantes muçulmanos.

Apesar do ataque contra a região cristã de Gojra ter sido promovido por centenas de extremistas islâmicos, em vez disso a polícia registrou queixas dos atacantes muçulmanos contra 129 cristãos. Fontes informam que essas várias acusações foram registradas apenas para pressionar a comunidade cristã. Até o momento a polícia prendeu apenas Naveed Masih e Nauman Masih – cujos casos foram submetidos a uma Corte Contra o Terrorismo para dificultar que sejam libertados mediante fiança, de acordo com seu advogado – mas o Centro de Ajuda Jurídica, Assistência e Acordos (Centre for Legal Aid, Assistance and Settlement – CLAAS, uma organização cristã ) pôde obter a liberdade de Nauman Masih, o irmão mais jovem.

Nauman Masish disse à Compass que dos 17 muçulmanos indicados no primeiro boletim de ocorrência de 1 de agosto de 2009 apenas um, Abdul Khalid Kashmiri, estava na prisão. Kashmiri ofereceu 1 milhão de rúpias (US$12.500,00) se os cristãos retirassem a queixa, informou Nauman Masih. O resto dos atacantes muçulmanos ainda está livre e fontes dizem que a polícia não tem intenção de prendê-los.

Além disso, três cheques de 100.000 rúpias cada (US$1.200,00) emitidos por Rana Sanaullah, Ministro regional da Justiça do Punjab como compensação às vitimas, foram cancelados, disse Nauman Masih, provavelmente porque os favorecidos estão entre os 129 cristãos implicados nas acusações falsas. Nauman Masih disse que quando sua mãe chegou à Delegacia de Polícia da cidade cristã de Gojra na noite em que seu irmão foi preso, os oficiais disseram que ela poderia vê-lo na manhã seguinte. Mas quando ela e outra amiga chegaram na manhã seguinte a polícia disse que não tinham preso seu irmão.

A Iniciativa de Desenvolvimento da Comunidade (Community Developmento Initiative – CDI), um grupo de advogados que trabalha com ajuda do Centro Americano pela Lei e Justiça, está oferecendo ajuda legal aos irmãos. O advogado do CDI, Haroon Suleman Khokhar, disse que eles foram acusados falsamente num crime sério, por terem protegido a si mesmos e muitos outros cristãos inocentes. Ele disse que a polícia não tem justificativas para levar adiante os casos dos dois irmãos perante a Corte Anti-Terrorismo de Faisabad. O advogado Khokhar disse que Naveed Masih é uma testemunha principal no boletim de ocorrência registrado na polícia no dia 1 de agosto de 2009 e que os dois irmãos foram acusados nos casos apenas para forçar Naveed Masih a retirar seu testemunho contra os atacantes muçulmanos.

Para protestar contra o registro das acusações contra os 129 cristãos, que incluem o Bispo de Gojra John Samuel, Naveed masih e Nauman Masih, no dia 2 de outubro de 2009 os cristãos de Gojra se recusaram a receber mantimentos enviados pela Embaixada dos EUA no Paquistão. Eles declaram que preferem JUSTIÇA em vez de mantimentos.

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