Fathima Rifqa Bary e a Sharia ilegal praticada em Ohio nos Estados Unidos


OHIO, 27 de outubro de 2009 (ICC) – Como a imprensa está tratando do caso de Fathima Rifqa Bary? É curioso como a mídia dos Estados Unidos está divulgando a trágica história de Rifqa Bary. Ela é uma adolescente de 17 anos (foto) que fugiu da casa dos pais muçulmanos em Ohio para a Flórida, depois que se converteu para o cristianismo. Ela estava preocupada que os pais poderiam matá-la. A última vez que a notícia foi publicada na CNN, Rifqa foi chamada de “menina muçulmana” mesmo que o ponto fundamental desta história seja que ela tenha decidido livremente NÃO ser mais muçulmana.

Na lei islâmica (Sharia), o consenso entre seus adeptos é que um homem apóstata (que deixou de ser muçulmano) deve ser executado a menos que sofra de problemas mentais ou tenha sido convertido à força, por exemplo, devido ao perigo iminente de ser morto. Uma mulher apóstata pode ser executada, de acordo com as escolas de pensamento jurídico sunita islâmico Shafi’i, Maliki e Hanbali, ou presa até que ela decida se reconverter ao Islã. Uma minoria de juristas medievais islâmicos propõem que a apostasia não deve ter punição…as propostas dessa minoria não são aceitas amplamente entre a maioria dos juristas islâmicos.

Clique no link abaixo para ver e ler a entrevista de Rifqa Bary.

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Fonte: Atlas Shrugs (EUA)

O testemunho desta jovem mulher é um pedido ao mundo livre para que lute por seus próprios valores e princípios. Quanto já nos rebaixamos, se uma jovem mulher se vê obrigada a pedir liberdade na terra das pessoas livres.

(Pessoa para a repórter: pergunte com calma, ela está assustada…)

Fathima Rifqa Bary (RB): Bem, eu sou cristã e meus pais são muçulmanos. Eles são extremamente devotos. E eles não podem saber sobre minha fé – bem na verdade agora eles sabem. Mas eles ameaçaram me matar. Eu não sei se você sabe sobre o assassinato em nome da honra…vocês não entendem. O Islã é muito diferente do que vocês pensam. Eles têm que me matar. Meu sangue agora é halal (impuro), o que significa que por que eu sou agora uma cristã e tendo sido antes muçulmana, agora é uma questão de honra. Se eles (meus pais) amam Deus mais do que a mim, eles têm que fazer isso (me matar). E eu estou lutando pela minha vida,  vocês não entendem. Vocês não entendem.

Pergunta (P): o que seu pai disse para você?
Fathima Rifqa Bary:
Ele disse que me mataria. Ou que ele me enviaria de volta ao Sri Lanka onde me poriam num asilo (de loucos)…eu fugi de casa. Eu escrevi para meus pais, eu disse que eu me recuso a renegar Jesus e que Ele é meu Senhor e Salvador e eu oro que vocês encontrem Seu perdão e misericórdia e que eu os amava muito. Eu escrevi isso, mas eles nunca mostraram isso (minha carta) à policia. Eles me querem de volta em casa, eu não posso voltar para Ohio, vocês não entendem. Aquela comunidade (muçulmana em Ohio), eles são como – eu morrerei em uma semana. Minha vida está em jogo. Meu pai me ameaçou. Eu estava pronto para morrer, esses eram meus pensamentos, se eu serei um mártir por Cristo, que seja! Mas o Senhor me trouxe até aqui de algum modo através de Sua graça. Eu viajei num ônibus durante 27 a 30 horas para chegar aqui. E sim, Deus me protegeu durante todo o tempo. Mas eu estou lutando por minha vida, então (suas) orações são bem-vindas. Eu não sei o que…hoje é meu aniversário, meu aniversário de dezessete anos e eu poderia estar morta, eu não sei o que vai acontecer com minha vida.

P: Você pode me dizer por que fugiu?
Fathima Rifqa Bary: Eu fui ameaçada pelo meu pai. Quando meu pai descobriu – eu estou no Facebook, foi assim que ele descobriu – e os telefonemas da comunidade muçulmana começaram a chegar e emails que me desrespeitavam. E eu tinha um notebook e ele pegou aquele notebook e me ameaçou bater com ele, e ele disse: “Se você tem esse Jesus no seu coração, você está morta para mim. Você não é minha filha.” E eu me recusei a falar, mas ele me disse: “Eu vou matar você. Diga-me a verdade.” Nesses termos, maledicência e maldições. Então eu sabia que tinha que escapar. Poucas semanas mais tarde, eu disse ao meu pai que eu seguir…- que eu começaria a aprender mais sobre o Islã, por que eu estava com medo. E eu disse aquilo porque quando eu conheci o Senhor, eu larguei tudo relacionado ao Islã. Quer dizer, eu tive que esconder minha Bíblia por anos, eu tinha que ir fora (de casa) para orar. Quando meu pai estava dormindo eu aproveitava para sair e orar. Eu evitei ir em cultos por receio de perder a vida (por que os muçulmanos me identificariam). E finalmente o dia chegou, quando eu fui enfrentada pelo meu pai. Depois que eu disse ao meu pai que eu seguiria – eu não seguiria o Islã mas eu aprenderia mais sobre ele, meu pai me colocou numas aulas, uma atrás da outra, pensando que eu mudaria de ideia. Mas claro que não, eu sou uma seguidora de Deus, Jesus, o verdadeiro Jesus vivo! Algumas semanas depois, minha mãe encontrou um livro cristão e eu sabia que era o fim para mim. Eu tinha que fugir.

P: Como você acabou vindo aqui para a Flórida?
Fathima Rifqa Bary: Aqui? O que aconteceu é que eu tinha que fugir aquela noite. Então eu saí sábado à noite, foi no sábado? Sim, foi sábado à noite. De manhã (no sábado de manhã) eu fui para a casa de uma amiga. Eu pedia ela, eu implorei que ela me levasse para uma igreja. Eu precisava ir a uma igreja. Eu precisava orar, eu precisava buscar no Senhor o que fazer. E então eu orei o dia inteiro, das sete da manhã até tarde da noite. Eu orei, orei, orei e finalmente eu consegui uma carona de volta para a casa da minha amiga. Eu fiquei ali durante o sábado até o domingo à noite por que meu pai estava voltando de viagem nessa noite e então eu fiquei ali aquela noite e depois eu saí. Eu fui a pé até um terminal de ônibus e comprei uma passagem para a Flórida, por que eu tinha conhecido um ministro cristão no Facebook. E era também o mais longe possível de Ohio – você não entende, se eu tivesse ficado em Ohio, eu não estaria viva. E então eu tinha que fazer aquilo. Eu os chamei (meus pais) do ônibus. No ônibus havia pessoas legais e que me deixaram usar o celular delas.

P: Já aconteceram assassinatos em nome da honra em sua família? Você já viu acontecer isso?
Fathima Rifqa Bary: Não tenho certeza, mas em 150 gerações da minha família ninguém conheceu Jesus. Eu fui a primeira. Imagine a honra que seria me matar. Existe grande honra nisso (para um muçulmano). Por que se eles amam Allah mais do que eu, então eles têm que fazê-lo. Está escrito no Alcorão. E você pode, por exemplo, deixar eles saberem disso (gestos para alguém ao lado, que diz algo ininteligível). Ele realmente vai explicar e detalhar. Eles têm que fazer isso. Eles têm que fazer. Ou eles fazem isso ou me enviam de volta ao Sri Lanka. Existe um asilo lá onde eles prendem gente como eu, como se eu estivesse louca.

P: Você realmente pensa que isso é verdade (a ameaça de morte) ou você pensa que foi apenas uma ameaça?
Fathima Rifqa Bary: Na verdade existem centenas de casos como o meu. Amina e Sarah, elas foram forçadas a ir para casa. Elas foram mortas pelos pais delas! O caso delas não foi apenas uma ameaça! É a realidade! É a realidade! Quantos casos mais você quer? Existem um atrás do outro. Existem centenas. Eu sou um. Eu sou um caso entre centenas. Eles têm que fazer. Vocês não entendem. Eles têm que fazer. Eu não sei mais o que dizer, mas eles têm que fazer. Se vocês querem provas, existem centenas de casos que podem comprovar minha história. Mesmo meus amigos e pessoas lá de casa, eles sabem o que pode acontecer comigo. Meu próprio irmão sabe sobre minha fé (cristã) e ele não contou ao meu pai. O que significa isso? Meu irmão sabe as consequências! Ele sabe!

P: Neste momento, o que você deseja?
Fathima Rifqa Bary: Eu quero estar com eles (os amigos cristãos). Eu quero estar livre dos meus pais. Eu quero ser livre. Eu quero louvar a Jesus. Eu quero ir na igreja aos domingos e ler minha Bíblia e ver Jesus vivo quando eu quiser. Você fala sobre liberdade de religião? NÂO! Eu não tenho isso. Eu quero estar aqui. Eu quero ter a liberdade de louvar a Jesus. Eu não quero morrer.
•••
Embora a polícia de Ohio informe não ter encontrado provas de abuso dos pais contra Fathima Rifqa Bary, existem informações de pessoas próximas à família Bary que Fathima sofria frequentes agressões.
“Em várias ocasiões os amigos de Fathima a levaram para o diretor da escola por causa de marcas de surras em suas pernas, braços e mãos causadas por seu pai e seu irmão. A escola, cometendo um grave crime de omissão, não relatou essas surras ao serviço de proteção de menores. As surras eram ao acaso, violentas e sem provocação. Por exemplo, quando Fathima e seu pai Mohammad estavam andando de carro. Ele sempre a forçava a usar o hijab (manto que cobre o cabelo e a parte superior do peito, deixando o rosto de fora), coisa que ela odiava. Então ela não colocava direito o hijab pois ficava envergonhada (se usá-lo) e seu pai brecava o carro subitamente e dava um tapa na cara dela para que ela nunca esquecesse de usar corretamente o hijab. As surras eram regulares e parte do ambiente da vida de Fathima, que ela até havia se acostumado com elas, tal como Amina, Sarah e Aqsa e todas as vítimas de “crimes pela honra”.

No dia 27 de outubro de 2009, a justiça da Flórida determinou que Rifqa Bary deve voltar para Ohio e ficar sob a custódia do estado num abrigo para menores. O governo americano vai decidir sobre a situação de Fathima e de seus pais, pois todos estão ilegais nos Estados Unidos.

Artigo relacionado:
Como vai indo, Fatima Rifqa Bary?

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