Cristã de 13 anos raptada, casada e convertida à força


DHAKA, Bangladesh, 3 de novembro de 2009 (CDN) – uma ordem judicial em Bangladesh impediu que a polícia local resgate uma jovem cristão de 13 anos de idade que foi raptada e forçada a se converter ao islamismo e casar com um de seus raptores, informa a polícia local. Quatro homens muçulmanos raptaram a estudante da oitava série Silvia Merry Sarker no dia 30 de julho de 2009 quando ela voltava da escola para sua casa na cidade de Sujankathi.

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Essa cidade está sob a jurisdição da polícia da cidade de Agoiljhara, do distrito de Barisal no sul de Bangladesh, de acordo com o pai da menina Julian Sarker. Baseando-se na Lei de Proteção das Mulheres e Crianças, o pai entrou com uma ação judicial contra Al-Amin Faria, 24 anos, Shamim faria, 22 anos, Sahadat Faria, 20 anos e Sattar Faria, 50 anos. O pai acusa esses homens de terem raptado sua filha, primeiro para “satisfazer o desejo vil de Al-Amin Faria”. Depois a menina de 13 anos de idade foi forçada a se converter ao islã e casar com Al-Amin Faria, o que o pai alega ser um golpe para ficar com suas terras e propriedades.

O inspetor de polícia local, sr. Ashok Nandi, disse que a policia estava fazendo todos os esforços para prender os sequestradores mas não os tinha encontrado ainda e que a ordem judicial impedindo a prisão veio mais rápido do que o normal e está bloqueando seus esforços. “Existem quatro nomes como principais suspeitos no caso”, disse Nandi. “Nós prendemos três deles, mas a justiça mandou libertar. Se a justiça tivesse mantido eles presos, nós poderíamos talvez ter encontrado a menina ou pelo menos conseguir muito mais informações para resgatá-la”.

O inspetor Nandi disse que normalmente as pessoas presas por terem infringido a Lei de Proteção às Mulheres e Crianças não são libertadas tão logo assim. “Nós não sabemos porque eles foram libertados sob fiança” ele disse. “Essas pessoas agora estão se movimentando livremente na cidade. Nós não podemos prendê-las de novo sem uma ordem judicial”.

O advogado Rabindra Ghosh, presidente do Observatório das Minorias de Bangladesh e um ativista da organização de direitos humanos holandesa Global Human Rights Defense, disse que a fiança e libertação dos suspeitos também coloca a família da vítima sob risco de vida. “Agora eles estão ameaçando a família da vítima para que retirem as acusações”, disse Ghosh. Ghosh também confirmou que uma pessoa presa sob essa lei normalmente não é libertada tão cedo, mesmo sob fiança.

Documento falso

Alguns dias depois do sequestro, disse o pai da menina, os sequestradores entregaram a meu vizinho o sr. Nimchandra Bepari, uma declaração juramentada dizendo que a minha filha tinha 19 anos de idade. Meu vizinho deu essa declaração ao inspetor de polícia. Os sequestradores também contataram o superintendente de polícia Mortuza Khan.

-“Minha filha Silvia Merry Sarker tem 13 anos de idade, mas os sequestradores escreveram uma declaração afirmando que ela tem 19 anos”, disse Julian Sarker.

O diretor da escola para meninas Agoiljhara Shrimoti Matrimangal Girls School, onde a menina estudava, emitiu um certificado confirmando que Silvia Merry Sarker tem até menos do que 13 anos – nascida em 24 de dezembro de 1997 – o que significa que ela nem tem 12 anos de idade.

A declaração juramentada falsa fornecida pelos sequestradores, informa que ela aceitou se tornar muçulmana e se casou, disse Julien Sarker. “Estou chocado como é que pode uma menina menor de idade ser indicada como maior nessa declaração” disse o advogado Ghosh. “É ilegal, e as autoridades devem fazer algo contra esse tipo de atividade ilegal”.

Um dos sequestradores, Al-Amin Faria de 20 anos, havia tentado se casar com as duas irmãs mais velhas de Silvia Merry Sarker. “Mas elas se casaram cedo e isso as livrou das garras desse predador muçulmano” disse Sarker. “Eu casei minhas duas filhas mais velhas logo que saíram da escola”, disse Sarker, para as proteger. Antes que elas se casassem, Sarker não conseguia evitar o assédio de Ali-Amin Faria.

“Eu não podia tomar nenhuma ação legal contra eles, pois somos a única família cristã aqui na região”, disse ele. “Eu tinha que tolerar e nem podia informar o assédio à polícia porque eles ficariam furiosos. A relação entre nós cristãos e esses vizinhos muçulmanos é de ‘predador e presa’. Eu consegui salvar minhas outras filhas desses pervertidos, mas eu não pude salvar minha filha mais jovem”.

Sarker disse que se sentia só e desamparado como um cristão, mas que ele não podia entender como todo o sistema judicial também não conseguia resolver nada. “Porque e como pode ser que a justiça, as agências da lei e da ordem, a polícia, a administração publica, a sociedade e o país não consigam fazer nada?” disse ele.
O sr. Dilip Gabriel Bepari, um ativista que trabalha para a Minority Watch, disse que seu grupo tinha informado as autoridades nacionais e internacionais para que ajudem a achar a menina. “Nós informamos esse sequestro a vários ministros, líderes políticos e altos oficiais da polícia”, Bepari disse. “Nós também informamos ao embaixador do Vaticano em Bangladesh. Infelizmente, não se acha a garota”.

O arcebispo de Bangladesh Paulinus Costa disse que a igreja católica fez um apelo urgente ao governo de Bangladesh para que resgate a menina logo e prenda os sequestradores à disposição da justiça. “É uma desgraça que a menina não tenha sido resgatada em três meses”, disse Costa. “Deve existir negligência e indiferença contra os cristãos, da parte do governo, de outro modo ela já teria sido encontrada”.

O rapto de meninas menores para casamento e conversão forçada ao islã é hábito comum e frequente em países como o Egito, Bangladesh e outros. Nesses países, os cristãos são considerados como cidadãos de segunda categoria por motivos de discriminação religiosa e a conversão para o islã à força e sob ameaças é tolerada pelas autoridades, embora contrárias ao texto de suas Constituições. No Egito é comum que quando os cristãos vão tentar fazer um boletim de ocorrência do sequestro, a polícia prende os cristãos e deixa os sequestradores em liberdade.

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