Confisco de 15.000 Bíblias na Malásia Surpreende Cristãos


É contra a Constituição, mas, veja bem...

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KUALA LUMPUR, Malásia, 6 de novembro de 2009 (CDN) – as autoridades portuárias e da alfândega confiscaram pelo menos 15.000 Bíblias nos últimos meses por que a palavra “Alá”, com o sentido de Deus, aparece nelas. Dez mil Bíblias no idioma malaio “bahasa”, que foram impressas na Indonésia, estão retidas em Kuching, capital do estado de Sarawak na Malásia do oeste e outras 5.000 Bíblias estão confiscadas na cidade de Kelang, perto da capital da Malásia, Kuala Lumpur.

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A Federação Cristã da Malásia (Christian Federation of Malaysia – CFM) pediu na quarta-feira passada dia 4 de novembro de 2009 que as Bíblias confiscadas sejam liberadas imediatamente.

Ao mesmo tempo o sr. Tan Kong Beng – secretário executivo da Federação Cristã da Malásia – disse que a federação está buscando relações amigáveis com as autoridades governamentais. “Nós estamos abertos e desejosos de conversar com as autoridades para que esse problema seja resolvido”, disse ele. Em 2005, o governo da Malásia concordou por escrito com a utilização da palavra “Alá” em livros não muçulmanos, inclusive nas Bíblias. A única condiçao é que as Bíblias devem portar nas suas capas a frase “Uma publicação cristã” e o símbolo da cruz.

Com exceção da suspensão temporária da publicação do jornal cristão católico “Herald” em 2007 e a corrente batalha judicial sobre a utilização da palavra “Alá” por esse jornal, a fé cristã não encontrava grandes problemas para sua propagação na Malásia. Contudo, em março de 2009, as autoridade subitamente começaram a confiscar CDs, materiais de culto cristão, Bíblias contendo a palavra “Alá”.

Os líderes cristãos de todas as denominações ficaram surpresos que ninguém os havia avisado dessa mudança de postura das autoridades. Negociações sigilosas falharam em resolver a situação e várias ações judiciais começaram a ser iniciadas por cristãos através do sistema judiciário malaio. Essas ações contestam o direito do Ministério do Interior malaio de restringir o uso da palavra “Alá” e limitar a liberdade religiosa no país.

“Confiscar as Bíblias infringe o Artigo 11 da Constituição Federal da Malásia, que dá a cada malaio o direito de escolher e praticar livremente sua religião”, de acordo com a Federação Cristã da Malásia.

As autoridades malaias tem se recusado a comentar o assunto até o momento. Oficialmente, o governo diz que o uso da palavra “Alá” por não muçulmanos pode criar “confusão” entre muçulmanos. A Corte Judicial Suprema de Kuala Lumpur havia decidido julgar a legalidade do uso da palavra “Alá” em livros não islâmicos no dia 7 de julho mas adiou a decisão. O jornal cristão católico “Herald” tinha permissão de continuar utilizando a palavra até que a Corte Suprema decida sobre o assunto, mas no dia 30 de maio de 2009 essa mesma Corte retirou a permissão.

O reverendo Lawrence Andrew, editor do jornal Herald, citou exemplos em dicionários do idioma malaio datando do século 17 provando o uso da palavra “Alá” como tradução para “Deus”.

Ele também ressaltou que “Alá” é uma palavra árabe derivada das mesmas raízes que a palavra hebraica “Elohim” e que a palavra era usada milhares de anos antes que Maomé criasse o islamismo, portanto não deve ser considerada de uso exclusivo dos muçulmanos.

O Herald tem uma circulação de 13.000 exemplares e estima-se que tenha 50.000 leitores. O jornal é vendido nas igrejas católicas e não está disponível em bancas de jornais. Enquanto a disputa está na justiça, muitas pessoas esperam que uma solução harmoniosa seja encontrada.

Tanto a Indonésia como a Malásia usam variações do idioma malaio como seus idiomas nacionais e todas as traduções da Bíblia em ambos os países usam “Alá” como tradução para a palavra “Deus” até que as autoridades malaias decidiram nos últimos anos que o termo “Alá” é muçulmano e só pode ser usado por muçulmanos. Todos os outros praticantes de outras religiões são proibidos de usar o termo “Alá”.

Para nós, tão distantes da realidade de nossos irmãos cristãos malaios, parece que a disputa pela utilização de uma simples palavra não significa nada. Que deixem os muçulmanos utilizarem exclusivamente a palavra “Alá”. Mas nós temos que entender que ao proibir o uso da palavra “Alá” com o sentido de “Deus”, a Malásia praticamente conseguiu bloquear a importação de literatura cristã da Indonésia. O travalho de evangelização em Cristo está interrompido e os muçulmanos sabem disso.

Trata-se novamente da imposição dos direitos religiosos de uma maioria muçulmana sobre a minoria cristã.

Esse é o primeiro passo. Depois, com a implantação as lei muçulmana Sharia começará a perseguição daqueles que não se convertem ao islamismo, num padrão histórico que se repete desde há 1.400 anos atrás quando foi criada a religião muçulmana.

Em todos os países onde o Islã conseguiu penetrar por meio de guerras, conquistas ou pacificamente pela tolerância da população local desses países, quando os muçulmanos se tornaram maioria forçaram à ponta de espada o resto da população a se converter ao islamismo. Os que se recusam são mortos e suas esposas e filhos menores são convertidos à força, como aconteceu recentemente na criação do Paquistão em 1947 com centenas de milhares de hindus.

A população da Malásia é de 60% muçulmanos (17 milhões), 19% budistas (5 milhões) e 9% cristãos (3 milhões).

A Federação Cristã da Malásia é composta do Conselho de Igrejas da Malásia (anglicanos, luteranos, luteranos evangélicos, cristãos orientais ortodoxos, metodistas), da Irmandade Nacional dos Cristãos Evangélicos (evangélicos) e a Conferência Católica dos Bispos da Malásia. Fundada em 1985, é uma voz cristã unificada do cristianismo para fazer valer seus direitos perante o governo de maioria muçulmana naquele país.

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