Série Aniversário 1 ano Ecclesia Reformanda: A Soberania Divina


Por Filipe L. C. Machado

A vida do ser humano foi sempre marcada por situações, sejam elas quais forem e por quanto tempo durem. Em nossa vida cotidiana nos deparamos com diferentes situações que nos pedem uma resposta. Assim também não era diferente com os discípulos de Jesus. Em Mt 8.18-28 encontramos a história de Jesus acalmando a tempestade e de seus discípulos tendo sua fé posta a prova. O fato que ali ocorreu muitas vezes é lido apenas como um livramento da parte do Senhor Jesus para com seus discípulos. Mas longe de ser apenas um livramento, o texto quer nos ensinar a confiarmos em Deus e em sua soberania.

Podemos nessa história destacar 5 pontos de extrema importância para nossa vida.

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1. Mt 8.18 “E Jesus, vendo em torno de si uma grande multidão, ordenou que passassem para o outro lado;” É interessante notar que nesta passagem Jesus não pergunta se os discípulos estão ou não dispostos a ir para o outro lado (algumas versões falam de mar ou lago). Também não questiona se o dia está bom para a navegação, ou se o sol está brilhando. Não foi um simples pescador ou navegador que lhes disse para atravessarem, mas foi o seu Senhor, aquele o qual eles seguiam e se dedicavam (comentário feito por Hernandes Dias Lopes, em se programa semanal da RedeTv).
Assim como os discípulos, nós cristãos devemos simplesmente obedecer a Cristo e fazer a sua vontade em nossas vidas. Amados, se Cristo ordena alguma coisa para nós, Ele certamente cumprirá sua promessa! Deus não falha, não erra e não deixa nada pela metade!
Parece-me que muitas vezes temos receio sobre aquilo que Deus nos pedirá ou tememos que Ele nos coloque em situações com as quais não estamos preparados para enfrentar. Nosso dever é obedecer a Cristo e não ficar duvidando e/ou questionando.

2. Mt 8.21-23 “E outro de seus discípulos lhe disse: Senhor, permite-me que primeiramente vá sepultar meu pai. Jesus, porém, disse-lhe: Segue-me, e deixa os mortos sepultar os seus mortos. E, entrando ele no barco, seus discípulos o seguiram.” Na época de Jesus, o sepultamento dos pais era algo muito importante e solene. O sepultar dos pais de forma honrosa era também uma obrigação severa do judaísmo. O sepultamento deveria reverenciar os pais e lhes dedicar a importância que era devida (Nota de rodapé da Bíblia de Estudo de Genebra).
Muitas vezes esse texto é usado como pretexto para dizer que temos que abandonar tudo e todos e aí sim seguirmos Jesus. Longe de ser essa a conotação que Jesus quis nos passar, Ele nos ensina que embora nossos afazeres terrenos sejam de fato importantes para nós, eles não devem sobrepujar as ordenanças e princípios do reino.
Jesus tinha ciência do quão importante era para o discípulo sepultar seu pai, mas quis ensinar que embora fosse um ritual importante para ele, a obra que Ele tinha para sua vida era muito maior. Jesus ensinou que o reino de Deus é mais importante que a lealdade a padrões ou pensamentos humanos.

3. Mt 8.24,25 “E eis que no mar se levantou uma tempestade, tão grande que o barco era coberto pelas ondas; ele, porém, estava dormindo. E os seus discípulos, aproximando-se, o despertaram, dizendo: Senhor, salva-nos! Que perecemos.” Imaginemos por um instante o completo desespero que é estar em um barco sendo tomado por ondas que o inundam e ventos que vem contra ele. A situação deveria ser crítica e estava à beira de uma catástrofe. Assim como nos é relatado, os discípulos tiveram muito medo de morrer, pois enquanto a tempestade afligia o barco, Jesus dormia.
Esse texto serve de grande alerta para nós: por mais próximos que possamos estar de Cristo, isso não nos dá garantia alguma de que seremos libertos de todas as ciladas e de todos os perigos desta vida. Com isso em mente, podemos combater todo pensamento que afirma que aqueles que estão em Cristo estão livres de todo mal, pois a própria narrativa nos ensina que coisas ruins acontecem até mesmo para aqueles que estão ao lado de Jesus.

4. Mt 8.26,27 “E ele disse-lhes: Por que temeis, homens de pouca fé? Então, levantando-se, repreendeu os ventos e o mar, e seguiu-se uma grande bonança. E aqueles homens se maravilharam, dizendo: Que homem é este, que até os ventos e o mar lhe obedecem?” Os homens que seguiam Jesus estavam abalados e haviam se esquecido da confiança em Cristo Jesus. O horror havia tomado o lugar da fé e da esperança que tinham no messias.
Todos nós sabemos o quanto a fé é importante e quem sem ela ninguém pode relacionar-se com Deus e fazer a Sua vontade. Quando Jesus questiona a fé de seus discípulos, não estava querendo dizer que se eles tivessem muita fé à tempestade não teria vindo ou por si só cessaria. Jesus aqui nos ensina que a fé deve estar somente em quem Ele é, e não naquilo que nossa fé pode por si mesma pode realizar. A fé deve estar enraizada na pessoa de Cristo e em Sua soberania divina. Fé não é crer que podemos mudar a vontade de Deus, mas é confiarmos em sua provisão e em Seu poder.

5. Mt 8.28 “E, tendo chegado ao outro lado…” Finalmente após a grande tormenta, a morte que batera a porta e a fé vacilante, os discípulos e Jesus chegam ao outro lado. Essa história nos relata que quando Jesus ordenou para que atravessassem, Ele já tinha a certeza de que chegariam ao outro lado. Antes de dar a ordem ele não diz as seus discípulos o que aconteceria durante a viajem, apenas lhes diz para entrarem no barco e seguirem para a margem. Não havia possibilidade para morte naquele barco, pois Cristo havia predito que eles iriam passar para a outra margem. Sempre que Cristo ordena alguma coisa ela acontece. Portanto o dever dos discípulos era crer na palavra do mestre e ter a certeza de que chegariam ao destino pré-determinado.

Podemos aprender que Deus sempre cumpre a sua promessa e que seus planos jamais falham. É certo que tempestades virão, que nossas vidas serão assoladas por dificuldades e que passaremos por momentos de angústia e falta de esperança. Mas se Cristo nos confiou as boas novas da salvação e nos ordenou para que o seguíssemos, certamente Sua vontade em nós não falhará.

Que possamos viver uma vida de confiança plena em Deus, na certeza de que Ele é fiel e justo para cumprir em nós o seu chamado. “Estou convencido de que aquele que começou boa obra em vocês, vai completá-la até o dia de Cristo Jesus.” Filipenses 1.6

Filipe L C Machado – Formando em Teologia no Setesc. Diácono da Comunidade Gólgota de Blumenau. Casado com Angela. Analista, crítico e amante da vida cristã. Administra dois blogs: 2Timóteo 3.16 e Gólgota Blumenau.

Fonte: Ecclesia Reformanda

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