Irã Liberta as Cristãs Maryam Rostampour e Marzieh Amirizadeh


Marzieh Amirizadeh e Maryam Rostampoor

Marzieh Amirizadeh e Maryam Rostampoor

TEERÃ, Irã, 18 de novembro de 2009 (CDN) – Duas mulheres cristãs, Maryam Rostampour de 27 anos e Marzieh Amirizadeh Esmaeilabad de 30 anos, foram libertadas esta tarde da prisão de Evin em Teerã sem imposição de fiança, em meio a uma campanha internacional que pedia sua liberdade desde que foram presas no dia 5 de março deste ano.

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As duas mulheres, cuja saúde se deteriorou muito durante a detenção na sinistra prisão de Evin em Teerã, estão em suas casas agora se recuperando de seu sofrimento de 9 meses, disse a fonte iraniana. Elas ainda podem enfrentar acusações de evangelização da fé cristã e apostasia do Islã (deixaram de ser muçulmanas e isso é punido com a pena de morte em certos países muçulmanos).

As duas foram libertadas às 15:30 de hoje. “As palavras não são suficientes para expressas nossa gratidão ao Senhor e à Sua igreja, que orou e trabalhou por nossa libertação”, disseram as duas mulheres numa declaração feita ao Ministério Elam que é baseado na Inglaterra.

O advogado de Maryam e Marzieh estava trabalhando para conseguir sua libertação e embora fosse esperado que isso acontecesse ontem, a fiança estabelecida pelo juiz era muito alta e impediu a libertação. A fonte disse que não sabia como o advogado conseguiu eliminar a exigência de fiança hoje, um fato raro para os cristãos que são libertados da prisão no Irã.

“Creio que foi a pressão internacional e também porque o governo não podia continuar tratando disso”, disse a fonte. “A própria detenção das duas foi ilegal. Ao mesmo tempo, o governo ao estava pronto para processá-las por apostasia. Eles já têm muitos problemas. Eles não podem administrar tudo isso ao mesmo tempo.”

A fonte disse que suspeitava que Maryam e Marzieh serão mantidas sob observação muito próxima e não terão total liberdade de movimento, limitando seu contato com outras pessoas.

“É muito cedo para saber todos os detalhes”, ele disse. Maryam Rostampour e Marzieh Amirizadeh Esmaeilabad foram presas em março de 2009 e mantidas em detenção sob a acusação da Corte Revolucionárioa do Irã de “agir contra a segurança do Estado”, “tomar parte em reuniões ilegais (os cultos cristãos)” e apostasia (conversão ao cristianismo).

No dia 9 de agosto de 2009, as duas mulheres compareceram perante o juis que as pressionou a renegar Cristo e retornar à fé muçulmana ou passar mais tempo na prisão. As duas recusaram. Mês passado, no dia 7 de outubro, elas foram inocentadas da acusaão de “atividades contra o Estado” e seu caso foi transferido para a justiça civil.

As acusações de evangelização e apostasia do islã continuam, mas não são julgadas pela Corte Revolucionária. Embora a evangelização e a apostasia não sejam crimes especificados no atual Código Penal iraniano, exige-se que os juízes usem seu conhecimento da lei muçulmana Sharia nos casos onde a lei civil não estipula a punição.

Havia um projeto de lei do Código Penal que incluia a pena de morte para aqueles iranianos que deixam o Islã e se convertem para outras religiões. O Artigo que determinava a pena de morte foi retirado do projeto, especialistas dizem que quem decide sobre a morte dos apóstatas do islã é o Conselho dos Guardiães e o Líder Supremo do Irã.

Especialistas no assunto receiam que a situação pode piorar para os muitos que deixaram de ser muçulmanos.

O Ministério Elam informou que as duas estão “indo bem dentro do possível, e estão se alegrando na fidelidade do Senhor para com elas”. As mulheres perderam muito peso durante sua prisão. Marzieh está sofrendo de fortes dores nas costas, um dente infeccionado e intensas dores de cabeça e Maryam passou por uma intoxicação alimentar muito severa no mês passado.

O Ministério Elam pediu a continuidade das nossas orações por Maryam Rostampour e Marzieh Amirizadeh, pois elas continuam ainda sob o risco das acusações de apostasia e evangelização. Não foram ainda marcadas as novas audiências na justiça contra elas. Nossa campanha continua: escreva agora para o líder do Irã pedindo que a liberdade religiosa seja respeitada segundo a Constituição Iraniana e que Maryam e Marzieh não sejam processadas por apostasia. Existe um projeto de lei no parlamento iraniano que se aprovado implantará a lei muçulmana Sharia sobre apostasia e a pena é de morte para aqueles que deixam de ser muçulmanos. As irmãs continuam sob risco de vida. Escreva agora, bastam dois cliques, instruções aqui. Deus te abençoe por esses dois cliques e cinco minutos de seu tempo.

“Maryam e Marzieh nos inspiraram muito a todos nós”, disse o Diretor do Ministério Elam Sr. Sam Yeghnazar numa declaração à imprensa. “Seu amor pelo Senhor Jesus e sua fidelidade a Deus foram um testemunho incrível”.

“A Open Doors (Portas Abertas) está agradecida pela libertação dessas duas mulheres e nós louvamos a Deus que permitiu que ela estejam segurasm em suas casas agora”, disse um trabalhador da Portas Abertas que está na linha de frente junto aos cristãos no Irã e pediu para não ser identificado. “Mas nós continuamos a orar por elas, para que recuperem sua saúde física e mental. A Portas Abertas também agradece à família cristã mundial por suas orações por elas, mas solicitamos aos nossos irmãos e irmãs que não parem de orar. Elas ainda têm um caminho pela frente”.

A CDN também soube que no dia 13 de outubro de 2009 o líder de uma grande rede de igrejas cristãs na cidade de Rasht, no norte do Irã, foi preso e ainda continua detido. O pastor Yousef Nadarkhani conseguiu contatar a família e está sendo pressionado a renegar Cristo e voltar a ser muçulmano. O pastor Nadarkhani é casado e tem dois filhos com menos de 10 anos de idade.

Outra fonte confirmou que dos 24 cristãos que foram presos numa blitz da polícia no dia 31 de julho de 2009 na área de Fashan – norte de Teerã – seis foram libertados , mas um cristão chamado Shaheen continua preso pois não tem dinheiro para pagar sua fiança. Oremos por eles.

Leiam as palavras vivas de fé em Cristo pronunciadas por Maryam e Marzieh diante do juiz na última audiência, aqui nos parágrafos finais deste artigo.

Leia mais atualidades cristãs aqui.

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7 Respostas

  1. Graças ao nosso misericordioso Deus!
    Glória!
    “A luta não é nossa é do Senhor”
    Aleluia!
    Obrigado Senhor por ter nos ouvido!
    Somos testemunhas do seu mover!

  2. Aleluia! As filhas de Sara intercederam por essas irmãs. Obrigada, Senhor, pelos feitos maravilhosos, sempre, entre nós, o seu povo!
    A Ele todaa glória e toda a honra!

    • Irmã Denise, obrigado pelo seu comentário. Vamos continuar orando, pois ainda há ameaça de vida contra nossas irmãs Marzieh e Maryam. Elas continuam sob risco de acusações de apostasia (terem deixado de ser muçulmanas para se converter ao cristianismo) e de evangelizar (propagar outra fé diferente da muçulmana é tratado como crime em muitos países islâmicos). No parlamento iraniano, existe um projeto de lei que quer incorporar no Código Penal iraniano um dos princípios da lei muçulmana Sharia: pena de morte para os apóstatas, aqueles que se converteram a outras religiões. Pedimos a todos que lêem este artigo então que continuem a orar e também enviem a carta ao líder do Irã Khamenei, para que essa lei não seja aprovada pois causará grande perseguição aos cristãos no Irã, por parte de fanáticos extremistas muçulmanos. Vamos continuar orando para que Deus faça prevalecer a tolerância nas mentes dos governantes iranianos.

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