Loucos de Deus: O Inimigo Público nr. 1 dos Extremistas Islâmicos


o padre cristão copta Zakaria Boutros

o padre cristão copta Zakaria Boutros

Não. Não foi George W. Bush nem é Barak Obama. Apesar de ser pouco conhecido no ocidente, o padre cristão copta Zakaria Boutros – chamado de “Inimigo Público nr. 1” pelo jornal árabe al-Insan al-Jadid – está agitando o mundo islâmico. Junto com seus colegas missionários cristãos – a maioria são muçulmanos convertidos ao cristianismo – ele aparece frequentemente no canal de televisão árabe al-Hayat (TV Vida) para seu programa de debates que dura 90 minutos, o “Falando a Verdade”.

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Nesse programa, ele aborda assuntos teológicos polêmicos, livre da censura imposta pelas autoridades muçulmanas ou auto-imposta pelo medo das multidões violentas que fulminam todos os que democraticamente desejam discutir as bases do Islã. As análises de Boutros sobre aspectos pouco conhecidos da lei muçulmana Sharia se tornaram uma pedra no sapato dos líderes islâmicos em todo o mundo.

O padre Boutros é uma figura chamativa, quando está na tela da TV: com sua batina e uma grande cruz pendurada em seu pescoço, ele está sentado com o Alcorão e a Bíblia ao alcance de sua mão. Os cristãos coptas do Egito – membros da mais antiga comunidade cristã no mundo ainda existente (a igreja foi fundada no ano 100DC e tem entre 3 a 8 milhões de fiéis a Cristo) – acabou por ser um representante da degradante instituição muçulmana da “dhimmitude” ou num neologismo do idioma português “dimitude”. “Dhimi” ou Dimi, é todo aquele cidadão não muçulmano que vive em países islâmicos onde vigora a lei Sharia (e são perseguidos por não serem muçulmanos). Mas Boutros não se submete e não mede suas palavras.

O resultado? Conversões em massa para o cristianismo – mesmo se clandestinas. A conversão pública do jornalista italiano Magdi Allam é apenas a ponta do iceberg. Segundo o clérigo muçulmano Ahmad al-Qatani em entrevista na al-Jazeera TV algum tempo atrás, cerca de seis milhões de muçulmanos se convertem ao cristianismo anualmente, muitos deles convencidos pelo ministério do padre Boutros. Mais recentemente, a TV al-Jazeera informou sobre o “ataque evangélico sem precedentes” no mundo muçulmano. Vários fatores explicam o fenômeno chamado padre Boutros.

Primeiro, as novas mídias – especialmente a TV por satélite e a Internet (os principais canais de divulgação da TV Vida de Boutros) – possibilitam um debate democrático questionando o Islã de modo público e sem medo de represálias. É algo totalmente inovador escutar muçulmanos de todo o mundo – e mesmo de países onde Bíblias importadas são confiscadas e queimadas – participarem do show para discutir com o padre Boutros e seus colegas e às vezes, aceitar Cristo.

Segundo, as transmissões de Boutros são em árabe – o idioma de cerca de 200 milhões de pessoas, a maioria deles muçulmanos. Embora vários escritores ocidentais tenham publicado críticas convincentes sobre o Islã, seus argumentos passam desapercebidos no mundo muçulmano. O domínio de Boutros no idioma árabe clássico não apenas permite a ele atingir uma grande audiência, permite que ele analise profundamente nas produtivas e extensas publicações árabes sobre o assunto – muitas delas desconhecidas dos escritores ocidentais que dependem de traduções – e assim mostrar ao cidadão muçulmano do povo as discrepâncias em relação ao senso moral comum encontrado neste assunto.

Uma terceira razão para o sucesso de Boutros é que sua técnica polêmica tem se mostrado invencível. Cada um de seus programas tem um tema, muitas vezes definido por uma pergunta (por exemplo, “A jihad é uma obrigação para todos os muçulmanos?”, “O islã considera as mulheres inferiores aos homens?”, “Maomé disse que as mulheres adúlteras devem ser apedrejadas?”. Para responder a essas questões, Boutros cita em detalhes – sempre tendo o cuidado de informar as fontes e referências – baseando-se em textos islâmicos respeitados sobre o assunto, começando pelo estudo do Alcorão e depois verificando as declarações canônicas do profeta Maomé – os hadith; e finalmente estudando as palavras de proeminentes teólogos muçulmanos do presente e do passado – os respeitados ulemás.

Normalmente, as argumentações do padre Boutros sobre os textos islâmicos são muito detalhadas. Mas, mesmo que suas provas sejam convincentes, Boutros não conclui imediatamente que, por exemplo, a jihad universal ou a inferioridade das mulheres são dogmas do islã. Ele considera o assunto como aberto – e humildemente convida os ulemás, que são os reverenciados intérpretes da lei Sharia, para responder e mostrar os erros de sua argumentação. Ele apenas pede, contudo, que sua resposta seja baseada no “al-dalil we al-burhan”, ou seja “evidência e prova” e não em gritarias ou em argumentos sem lógica.

Com frequência, a resposta do ulemá é um silêncio total – o que torna Boutros e sua Life TV ainda mais interessante para seus espectadores muçulmanos. Os ulemás que debateram publicamente as conclusões de Boutros se encontram forçados a concordar com ele – o que levou a alguns momentos divertidos (e embaraçosos) na TV Vida de Boutros.

Por exemplo, Boutros passou três anos chamando a atenção para um hadith (palavras de Maomé que foram incorporadas dentro da lei muçulmana Sharia) autêntico e existente que declara que as mulheres devem “amamentar” aos homens forasteiros com quem elas devem passar algum tempo. Um respeitado acadêmico muçulmano estudioso dos hadiths, Abd al-Muhdi, foi confrontado com este assunto no show ao vivo da popular apresentadora árabe Hala Sirhan.

a apresentadora de TV  Harla Sirhan

a apresentadora de TV Harla Sirhan

Hala Sirhan é também vice-presidente da rede de TV a cabo Dream TV do Egito. Optando por dizer a verdade, al-Muhdi confirmou que ao amamentar homens adultos, de acordo com a Sharia, é uma maneira legítima de tornar mulheres casadas “proibidas” aos homens com quem elas são forçadas a estar em contato – a lógica sendo que ao serem amamentados, os homens se tornam como “filhos” para as mulheres e portanto não podem mais ter desejo sexual por elas.

Para complicar o assunto, o sr. Ezzat Atiyya, chefe do departamento de Hadiths da Universidade al-Azhar (uma das maiores autoridades muçulmanas sunitas) emitiu uma fatwa (decreto religioso) tornando legítima a amamentação de adultos (Rida’al-Kibir), o que causou grande reação contrária da comunidade muçulmana moderada que forçou a revogação dessa fatwa.

O padre Boutros teve uma participação principal na exposição desse aspecto obscuro e embaraçador e forçando os ulemás a responderem sobre isso. Ou outro convidado do show da apresentadora Hala Sirhan, o sr. Abd al-Fatah, espertamente indicou que toda a controvérsia fora provocada por Boutros: “Eu seu que todos (os colegas participantes deste show) veem aquele canal (de TV) e aquele padre e ninguém de vocês (apontando para Abd al-Muhdi) nunca pode responder para ele, por que ele sempre documenta suas fontes!”

Incapazes de mostrar o erro nas argumentações de Boutros, a única estratégia que sobra para os ulemás é ignorá-lo. Existem rumores de que existe uma recompensa de US$5 milhões pela cabeça do padre Boutros (ou dizem até US$60 milhões, maior que a oferecida pelo governo americano por Osama bin Laden – US$20 milhões). Quando o nome de Boutros é citado num debate, os ulemás logo o chamam de mentiroso problemático que é apoiado pelo – quem mais poderia ser? – judaísmo internacional. Eles, os ulemás, poderiam facilmente refutar as argumentações de Boutros mas eles não se rebaixarão a isso, dizem eles. Essa estratégia pode satisfazer alguns muçulmanos, mas outros estão exigindo respostas diretas dos ulemás.

O exemplo mais dramático disso aconteceu durante outro famoso show de televisão no canal internacional árabe Iqra. A apresentadora, sra. Basma, é uma muçulmana conservadora que veste o hijab (véu muçulmano) completo. Ela perguntou a dois respeitados ulmás, um deles o Sheikh Gamal Qutb que foi o grande mufti da Universidade al-Azhar, para explicar a legalidade do verso do Alcorão (4:24) que permite aos homens ter sexo livremente com mulheres prisioneiras (cativas, escravas). Ela perguntou repetidamente: “De acordo com a lei muçulmana Sharia, o sexo escravo é ainda aplicável?”. Os dois ulemás não davam respostas claras – evitando aqui, saindo pela tangente ali. A sra. Basma continuou firme: A juventude muçulmana está confusa e precisa de uma resposta, desde que “existe um certo canal (de TV) e um certo homem (Boutros) que discutiu este assunto mais de vinte vezes e não recebeu resposta de vocês (os ulemás).”

O aturdido Sheikh Qutb rugiu: “pessoas de baixo nível como essa devem ser totalmente ignoradas!” e saiu do estúdio. Ele voltou mais tarde, mas se recusou a admitir que o islã permite escravos sexuais, em vez disso mudando de assunto e passando seu tempo a atacar o padre Boutros. Quando a apresentadora sra. Basma disse “Noventa por cento dos muçulmanos, inclusive eu, não compreendem o aspecto da concubinagem no islã e estão tendo dificuldade de engolir isso”, o Sheikh Qtub respondeou, “Você não tem que compreender”. Ponto final. E para os muçulmanos que veem e são influenciados por Boutros, ele gritou “Pior para eles! Se meu filho está doente e decide visitar um mecânico e não um médico – isso é problema dele!”

Mas a razão fundamental para o sucesso do padre Boutros é que – ao contrário daqueles que criticam o islã a partir de um ponto de vista político – seu interesse principal é salvar almas. Ele frequentemente começa e conclui seus programas declarando que ele ama todos os muçulmanos como irmãos e deseja retirá-los a falsidade e trazê-los para a Verdade. Para isso, ele não apenas expõe os aspectos preocupantes do islã. Antes de concluir cada programa de TV, ele cita os versículos da Bíblia que se referem ao assunto discutido e convida seus espectadores a vir para Cristo.

O motivo de Boutros não é incitar o ocidente contra o Islã, ou promover os “interesses de Israel”, ou “demonizar os muçulmanos”, mas tirar os muçulmanos para fora do legalismo morto da lei Sharia e para dentro do espiritualismo da fé Cristã. Muitos críticos ocidentais falham em notar que para enfraquecer o islamismo radical, uma opção espiritual deve ser oferecida em seu lugar. Não adianta oferecer democracia, capitalismo, materialismo, feminismo, não dará resultado. Tem que ser algo espiritual. As verdades de uma religião só podem ser desafiadas e suplantadas pelas Verdades de outra religião. E assim, o padre Zakaria Boutros está combatendo o fogo com fé.

Como escreveu alguém num fórum de debates argelino: “Finalmente, nós temos alguém que fala do islã de modo diferente. É interessante escutar, analisar e verificar as propostas do padre Boutros. Boutros não espalha o ódio. Ao contrário, ele compartilha sua fé com aqueles que desejam lhe escutar. Ele não impõe nada e pede a todos para perguntar ao Criador sobre qual é a Verdade e o caminho que devemos seguir. Devemos esquecer o mensageiro e ler a mensagem com um espírito aberto. Deus não é amor? Mensagem ausente no islã, sobre a qual Boutros insiste em falar. Além disso, ele não pede a ninguém de se converter ao cristianismo, mas de reencontrar a pessoa do Cristo salvador”.

Por Raymond Ibrahim

Copyright: Este artigo foi traduzido para o português com exclusividade pelo Time de Cristo, mediante autorização de seu autor. Qualquer menção, cópia ou reprodução total ou parcial deve possuir um link para este artigo.

Programa de TV do padre Zakaria Boutros
Muçulmano Aceita Jesus: “discutir a religião muçulmana significa a morte. Eu sei que se me tornar cristão perderei minha família, meus amigos e mesmo meu emprego. É uma decisão difícil. Sim eu quero!”
Padre Zakaria Boutros:
“Jesus é a Vida. É o momento de levar a palavra de Deus para todos. Existe uma recompensa pela minha morte. Mas eu amo Jesus mais do que minha vida e darei minha vida pelo meu amado Jesus Cristo.”
O Espírito Santo leva à Verdade” – imãs e mulás convertidos ao cristianismo criam grupos de discipulamento cristão.

Artigo original de Raymond Ibrahim

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