A Parábola do Bom Samaritano


leia mas não pratique

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Em meados de 1970, John Darley e C. Daniel Batson – dois psicólogos da Universidade de Princeton nos EUA – promoveram uma pesquisa sobre o comportamento da compaixão humana. Para isso utilizaram a Parábola do Bom Samaritano. Leia os resultados na continuação deste artigo.

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Os psicólogos formaram um grupo de 40 pessoas, todos estudantes de teologia da mesma universidade. Disseram para esses estudantes que teriam que preparar um seminário. Para metade desse grupo, o tema dado foi A Parábola do Bom Samaritano. Para a outra metade, foram dados vários temas gerais extraídos da Bíblia. Antes de prosseguir neste artigo, relembremos quem eram os samaritanos:

“Veio uma mulher de Samaria tirar água. Disse-lhe Jesus: Dá-me de beber. Porque os seus discípulos tinham ido à cidade comprar comida. Disse-lhe, pois, a mulher samaritana: Como, sendo tu judeu, me pedes de beber a mim, que sou mulher samaritana? (porque os judeus não se comunicam com os samaritanos).” João 4:7-9

Ao falar com essa samaritana, Jesus agia de modo libertador para todos nós. Primeiro, fala com uma mulher – os fariseus evitavam qualquer contato com mulheres não aparentadas. Segundo, teve contato com uma samaritana – na opinião dos rabinos da época todos os samaritanos eram ritualmente impuros. Terceiro, ensinou a mulher – os fariseus opinavam que seria melhor queimar a Torá (a Lei de Deus) do que entregá-la a uma mulher. Então, vemos que na época parte dos judeus considerava os samaritanos como pessoas desprezíveis, inferiores, pessoas que não era bom nem de se andar junto. Cristo não estava nem aí para esses preconceitos e considerou a samaritana como um ser humano digno de se estar junto. Agora, lembremos A Parábola do Bom Samaritano:

“Ele (um doutor da lei que debatia com Jesus), porém, querendo justificar-se a si mesmo, disse a Jesus: E quem é o meu próximo?
E, respondendo Jesus, disse: Descia um homem de Jerusalém para Jericó, e caiu nas mãos dos salteadores, os quais o despojaram, e espancando-o, se retiraram, deixando-o meio morto.
E, ocasionalmente descia pelo mesmo caminho certo sacerdote; e, vendo-o, passou de largo.
E de igual modo também um levita, chegando àquele lugar, e, vendo-o, passou de largo.
Mas um samaritano, que ia de viagem, chegou ao pé dele e, vendo-o, moveu-se de íntima compaixão;
E, aproximando-se, atou-lhe as feridas, deitando-lhes azeite e vinho; e, pondo-o sobre a sua cavalgadura, levou-o para uma estalagem, e cuidou dele;
E, partindo no outro dia, tirou dois dinheiros, e deu-os ao hospedeiro, e disse-lhe: Cuida dele; e tudo o que de mais gastares eu to pagarei quando voltar.
Qual, pois, destes três te parece que foi o próximo daquele que caiu nas mãos dos salteadores?
E ele disse: O que usou de misericórdia para com ele. Disse, pois, Jesus: Vai, e faze da mesma maneira.”
Lucas 10:29-37

Jesus mostra a importância da compaixão por nossos irmãos. O samaritano desviou-se de seu caminho, gastou seu dinheiro, preocupou-se com seu próximo que fora assaltado e ferido na estrada. O sacerdote judeu, supostamente aquele que deveria praticar a compaixão de Deus ensinada nas escrituras, passou sem ajudar ao homem ferido.

Voltando à pesquisa da Universidade de Princeton:

Os dois grupos de estudantes de teologia tiveram poucas horas para escrever o texto do seu seminário. Os estudantes não sabiam um dos outros, para cada um deles foi dito que a palestra era individual e não em grupo.

De repente, metade desses 40 estudantes foi informada que houve uma antecipação no horário do seminário e que deveriam ir urgente ao auditório da universidade, para apresentarem suas palestras. A outra metade, não foi apressada para se apresentar. Teve mais tempo.

Para chegar no auditório, todos os estudantes tinham que passar por um corredor. Nesse corredor, havia um homem. Esse homem fora contratado pelos pesquisadores e era um ator. Ele estava jogado no chão, mal vestido, imóvel e de olhos fechados. Exatamente como estava o homem que fora atacado na estrada conforme contado por Jesus na parábola. Quando um estudante se aproximava para entrar na sala onde daria sua palestra, o homem tossia duas vezes e fazia alguns ruídos.

A pergunta era: Cada um dos estudantes pararia para ajudar esse homem em sofrimento? Os estudantes iriam agir como Cristo ensina na Parábola do Bom Samaritano? Os estudantes acabaram de escrever uma palestra sobre essa mesma parábola. Tinham estudado o assunto, tinham pesquisado. A palavra de Cristo importava para eles no seu dia a dia? Ou era apenas um assunto a ser estudado e não praticado?

Resultados da pesquisa

Estudantes atrasados para a palestra:

  • 60% passaram pelo homem caído sem lhe oferecer ajuda. Em vários casos, na pressa o estudante de teologia chegou a tropeçar ou mesmo pisar sem querer em cima do homem que atrapalhava seu caminho para o auditório. E tinham acabado de ler e estudar sobre a compaixão na Parábola do Bom Samaritano!!
  • 10% ofereceram ajuda.

Estudantes que não foram apressados para a palestra:

  • 63% ofereceram ajuda ao homem caído.

A conclusão dos psicólogos foi: “a única coisa que afeta a compaixão humana é o nível de pressa em nossas vidas”. E conforme a velocidade de nossas vidas diárias aumenta, a ética humanitária e a compaixão acaba se tornando algo escasso e que não é praticado no dia a dia.

O que você tem a ver com isso?

Pois é. Essa pesquisa realmente deve fazer você parar para pensar. Eu disse “parar”. Parar de correr de um lado para outro, parar de se impor uma agenda exaustiva todo dia. Parar de jogar sua vida fora com dezenas de atividades suas, talvez nem todas tão importantes assim para que você esteja de bem com Cristo e com você mesmo e sua família. Pare e reflita.

Sobre você, sua família, seus filhos, parentes, amigos. Sobre seu trabalho. Sobre as pessoas que poderia ter ajudado. Com um conselho, um telefonema de dois minutos, uma visita de solidariedade. Um email de amizade, compaixão. Um presente mesmo econômico mas que levanta a moral de seu amigo. Um email com fotos suas para tua mãe se alegrar revendo o filho distante. Mas não o fez porque “tem uma vida corrida”. Mas… está correndo para onde meu irmão?

Pare e pense a respeito: para onde você está indo, meu irmão? Para lugar nenhum? Atrás do “nada”? Ignorando quem precisa de um apoio, tropeçando por cima de outro irmão que está caído como os da pesquisa aqui em cima? Como você acha que Cristo julga tua correria? É essa a vida que espera ter até que Deus decida que terminou seu estágio temporário aqui na terra? Se você é cristão, como então lê a Bíblia mas não pratica? Estuda, mas não faz conforme manda Cristo. Quantas pessoas a teus pés você evitou, esbarrou nas mãos estendidas mas recusou ajuda? Quantas vezes, teu filho te procurou para conversar e você não teve tempo? É isso que você quer para sua vida? Ou você é como alguns desses estudantes da pesquisa que após estudarem profundamente o assunto sobre A Parábola do Bom Samaritano, simplesmente não entenderam nada. Não captaram a mensagem de Cristo para todos nós.

Pense a respeito, mude de vida. Mude para melhor a sua vida, a vida da sua família que convive com você e a vida do teu irmão que precisa do teu apoio.

Leia mais atualidades cristãs aqui.

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