Cristã do Sudão Foge de sua Família Muçulmana


CARTUM, Sudão, 10 de dezembro de 2009 (CDN) – uma mulher sudanesa que fugiu para o Egito depois de sua conversão à fé cristã, está vivendo escondida e isolada enquanto raivosos membros de sua família tentam localizá-la.

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O irmão e o ex-marido muçulmano da Sra. Howida Ali começou a procurar por ela no Cairo no começo deste ano, depois que um parente que vive naquela cidade informou onde ela morava. O irmão e o ex-marido tentaram sequestrar o filho dela de dez anos de idade, que estava na escola.

“Eu tenho medo que meu irmão nos ache” , disse a Sra. Ali de 38 anos, que mudou-se para outra área. “Eles querem nos levar de volta para o Sudão, e ali eles nos forçarão a voltar para o islamismo ou nos sentenciarão à morte de acordo com a lei islâmica Sharia”.

Em 2001 a Sra. Ali se divorciou de seu marido, o Sr. Esam El Deen Ali, por que ele era viciado em drogas e antes que ela se convertesse ao cristianismo. Ela estava vivendo com seus parentes em Cartum (capital do Sudão) e começou a ter visões de Cristo, disse ela.

“ Em 2004 e comecei a ter visões de Cristo falando comigo”, ela disse. “Quando eu contei ISS com minha amiga, que é muçulmana, ela disse que ela costumava escutar essas coisas que eram contadas por cristãos”

Esse comentário de sua amiga a estimulou a contatar um amigo cristão do sul do Sudão, que lhe contou sobre Jesus Cristo e começou a orar junto com ela. “Depois disso, eu comecei a ter mais visões de Cristo me dizendo: Ele é o Cristo, o Bom Pastor”, disse ela.

Com medo que os parentes descobrissem que ela se tornara cristã, em 2007 ela escapou com seu filho que tinha 8 anos de idade na época. Antes disso, a família tinha tentado impedir que ela viajasse dizendo que ela não podia viajar sem estar escoltada por um parente do sexo masculino (imposição da lei Sharia muçulmana contra a liberdade das mulheres) e por que os parentes desaprovavam o divórcio.

“Eles destruíram meu passaporte, mas com a ajuda de um amigo cristão eu consegui um novo passaporte e fugi secretamente” ela realta por e-mail.

Sua paz no Egito durou pouco: no começo deste ano, enquanto a Sra. Ali ia secretamente à igreja cristã enquanto morava com um parente na cidade do Cairo, esse parente descobriu a respeito de sua conversão à fé de Cristo e avisou seu irmão e ex-marido no Sudão.

Eles chegaram ao Cairo em julho. Ela fugiu e encontrou abrigo na Catedral de Todos os Santos, uma igreja episcopal no Cairo que tem um ministério de ajuda aos cristãos perseguidos, mas logo ficou claro que seu irmão e seu ex-marido continuavam buscando por ela. Os membros do ministério a mudaram junto com seu filho para um apartamento.

A Sra. Ali disse que seu irmão e seu ex-marido estão tentando matá-la por apostasia, por ter deixado de ser muçulmana – com o apoio dos parentes que ficaram no Sudão e outros na comunidade muçulmana, membros da tribo Shaingia que pratica uma forma extremista do islã.

“A vida se tornou muito difícil para mim”, disse ela. O reverendo Emmanuel S. Bennsion da Catedral de Todos os Santos confirmou que o ex-marido e o irmão da Sra. Ali receberam uma denúncia de um dos parentes da Sra. Ali e vieram procurar por ela na cidade do Cairo. Eles foram à escola de seu filho para levá-lo de volta ao Sudão. Felizmente, era uma escola cristã e o diretor se recusou a entregar o menino para eles, disse Bennsion.

“Desde que isso aconteceu, ela começou a se esconder e está com medo”, disse Bennsion.

A Sra. Ali vinha recebendo apoio financeiro de sua família no Sudão através desse parente que a hospedava, mas desde que ele avisou seu ex-marido e seu irmão ela não recebe mais nenhum dinheiro para sua manutenção.

Com medo de ser repatriada à força para o Sudão, a Sra. Ali tentou ir para Israel, mas as autoridades egípcias a prenderam na fronteira e ela passou dois meses na cadeia. Durante esse tempo, disse ela, seu filho foi colocado num orfanato muçulmano. Uma família muçulmana chegou a adotar o garoto, mas ela conseguiu ganhar a custódia de volta depois de sair da cadeia em outubro de 2009.

“Nós não saímos mais do apartamento e nem podemos mais ir à igreja”, disse ela. “Meu filho não pode mais ir à escola todos os dias como antes. Nós não podemos viver nossas vidas como antes. E não posso participar mais dos estudos da Bíblia junto com a congregação – estou dependendo agora apenas de mim mesma para crescer espiritualmente, para as orações e o estudo da Bíblia”.

Ela disse que sua única esperança de viver sua fé livremente numa comunidade cristã era conseguir asilo em outro país que garanta a liberdade de religião.

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