Libertados Cristãos acusados de Profanar o Alcorão


LAHORE, Paquistão, 16 de dezembro de 2009 (CDN) – um cristão morador do distrito de Faisalabad e sua filha de 20 anos de idade foram libertados na segunda-feira 14 de dezembro de 2009 depois de 14 horríveis meses na prisão, por falsa acusação de blasfêmia contra o Alcorão.

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O dr. Khalil Tahir, advogado do cristão Gulsher Masih e sua filha Ashyana Gulsher (também conhecida pelo nome de Sandal), disse que o caso foi típico do modo como as leis contra a blasfêmia podem ser usadas para perseguir cristãos inocentes.

“Os cristãos são alvos fáceis e a maioria das pessoas implicadas nessas leis desumanas são cristãos”, disse o dr. Tahir. “Nós cristãos estamos lutando pelo mesmo e nobre objetivo – fornecer justiça para as vítimas das leis contra a blasfêmia”.

Se você quiser saber mais sobre as lei muçulmana contra a blasfêmia e a lei muçulmana Sharia e como elas são usadas para perseguir cristãos, leia no menu de páginas deste website, logo acima. Leia também sobre a Resolução islâmica 62/154 da ONU e como ela pode internacionalizar a lei muçulmana Sharia para países em todo o mundo, inclusive o Brasil.

O cristão Masih disse que os presos o surraram pelo menos cinco vezes depois que foi preso no dia 23 de outubro de 2008. Sua filha foi presa duas semanas antes, no dia 20 de outubro de 2008.

“Esses longos 14 meses pareciam anos”, disse o sr. Masih. “Havia um presidiário chamado Ghulam Fareed, um homem rico, que sempre me perseguia tentando me forçar a converter para a fé muçulmana e dizendo que ele me faria rico e me enviaria para o exterior”.

O muçulmano Fareed, que também prometia educação de alta qualidade para os filhos do cristão Masih, se juntou com radicais muçulmanos presos por atos terroristas para surrar Masih e forçá-lo a “entrar no meio muçulmano”, disse Masih. Enquanto estava preso, disse ele, sua esposa lhe contou que sua filha também tinha sido surrada várias vezes pelo superintendente de polícia.

O sr. Masih e sua filha foram acusados pela seção 295-B do Código Penal do Paquistão por blasfêmia contra o Alcorão, o livro sagrado dos muçulmanos. Antes que as acusações fossem propostas em outubro de 2008, Masih disse que houve um incidente ocorrido em 25 de agosto do mesmo ano quando sua filha Ashyana Gulsher encontrou algumas páginas queimadas do Alcorão num depósito de lixo fora da comunidade de Chak 57, Chak Jhumra no distrito de Faisalabad.

O sr. Masih entregou as páginas queimadas para uma mulher, sra. Lubana Taj, dizendo “Estas são as páginas sagradas do seu Alcorão e eu as encontrei no lixo, então fique com elas”.

Ainda sobraram algumas páginas daquele livro que sua filha deu para uma vizinha, sra. Khalida Rafiq, que as queimou, disse Masih. “Ela tinha emprestado trigo de nós algumas semanas antes e quando minha esposa pediu o trigo de volta, a sra. Khalida Rafiq disse que nós tínhamos queimado as pátinas do Alcorão e agora ela nos acusava de ter roubado o trigo”, disse Masih. “Outras mulhers da vila também acusaram minhas crianças de fazer aviões de papel com as páginas do Alcorão”.

O conflito foi desarmado com a ajuda de outros vizinhos que sabiam da verdade, disse Masih e o religioso muçulmano local sr. Amam Hafiz Muhammad Ali também interveio, dizendo que a filha de Masih tinha feito uma boa ação e perguntando por que a vizinha sra. Khalida Rafiq estava pagando a boa ação com maldade.

“Nós pensamos que o assunto estava resolvido, mas ele voltou de novo no dia 7 de outubro de 2008”, disse Masih. Naquele dia, o muçulmano Muhammad Qasim de 20 anos de idade andou pela vila inteira de bicicleta gritando que os cristãos tinham queimado ao Alcorão, disse Masih. Ao ouvir isso, o proprietário das terras sr. Rana Sarwar chamou o cristão Masih e disse que ele e suas crianças tinham queimado o Alcorão e usado as páginas para fazer aviões de papel.

“Eu disse para eles que eu estava trabalhando na Colônia Cristã de Asghar e nunca soube desse incidente e que o filho que tinha sido acusado da blasfêmia estava na verdade na escola” disse Masih.

Seus acusadores não se comoveram.

“À noite, quando eu estava voltando para casa, escutei anúncios pelos alto-falantes dos minaretes das mesquitas que os cristãos tinham queimado o Alcorão” disse Masih. “Depois de escutar esses anúncios, as pessoas começaram a se juntar. Esses anúncios falsos foram feitos por Tariq, filho de Hafeez e por Maqbool filho de Hafeez e Maulana Tawaseel Bajwa”.

Quando o cristão Masih chamou a polícia, ele foi preso e o enviaram para a delegacia de polícia de Jhumra. Isso acontece com muita frequência, a vitima vai presa por ser cristã.

“A polícia me perguntou onde estavam meus filhos e quando eu lhes disse que estavam na vila, eles voltaram lá para prendê-los”, disse Masih. “Os srs. Rana Sarwar, Wajid Khan e Rana Naeem Khan vieram na delegacia e acusaram minhas crianças de blasfêmia, então por que a polícia estava me surrando? Eu disse a Rana Sarwar na frente da polícia que se meus filhos fizeram isso, então eu estava pronto a sofrer as consequências.”

A polícia disse aos cristãos presos que a multidão lá fora queria enforcá-los. O sr. Masih disse que que no dia seguinte, o Vice-Superintendente de Polícia (DSP) sr. Yousuf Zai, veio e perguntou a ele porque ele tinha cometida a blasfêmia.

“O sr. Rana Sarwar então contou ao vice-superintendente que tudo não passava de uma trama política, que eu tinha sido acusado por blasfêmia mas na verdade queriam me atingir por que eu tinha votado no partido político de oposição”, disse Masih. “Se naquele dia aqueles membros cristãos do Parlamento paquistanês tivessem elevado suas vozes, então a queixa não teria sido registrada contra mim”.

Masih disse que o oficial de polícia sabia que ele era inocente mas estava de mãos atadas devido à falta de apoio da comunidade muçulmana. No dia seguinte, continua Masih, dia 8 de outubro de 2008 algumas testemunhas muçulmanas deram depoimentos contra ele.

“Uma testemunha disse que me viu queimando as páginas do Alcorão às 10 da manhã. Outra disse que me viu queimando as páginas ao meio dia. E a terceira disse que eu fiz isso às duas da tarde. “ disse Masih. “Quando eu fui enviado para a cadeia, o investigador de polícia jurou para mim que eu era inocente!”.

O defensor do sr. Masih, o advogado Tahir, disse ainda que os queixosos acusaram Masih de cortar as páginas do Alcorão e jogá-las para o alto, e não de telas queimado, o que contradiz frontalmente a primeira acusação de queima.

Os acusadores no caso eram Mohammad Farooq Alam e duas testemunhas: Mohammad Maqbool Ahmad e Mohammad Akber, segundo o advogado Tahir.

Masih disse que o primeiro juiz a analisar o caso foi o dr. Zulfikar Lon, mas quando ele pediu pelas testemunhas era transferido. Cada juiz novo que vinha, quando pedia as testemunhas era transferido.

“Deste modo, oito meses se passaram até que finalmente veio o juiz Raja Mohammad Ghanzafar” que recusou ser transferido, disse Masih. Depois de examinar o depoimento das testemunhas, o juiz Ghanzafar cancelou o processo e ordenou a libertação do cristão Masih.

“Durante os exames dos depoimentos das testemunhas, eu provei que todo o caso estava armado, falso e que as acusações contra o irmão cristão acusado eram sem motivo”, disse o dr. Tahir.

O dr. Tahir disse que ele apenas forneceu assistência lega às vítimas cristãs. O sr. Johnson Michael, presidente do Truste Bispo Joseph Shaheed forneceu assistência paralegal. O advogado dr. Tahir é político do parlamento estadual do Pundjab, secretário dos Negócios de Direitos Humanos e Minorias e também atua como diretor executivo do grupo de advocacia “Ação Contra a Discriminação Legal no Paquistão”.

Oremos a Cristo por essa bênção para o irmão cristão Masih e sua filha e que Deus continue dando forças e meios para o dr. Tahir continuar sua defesa dos cristãos no Paquistão.

Se você quiser saber mais sobre as lei muçulmana contra a blasfêmia e a lei muçulmana Sharia e como elas são usadas para perseguir cristãos, leia no menu de páginas deste website, logo acima. Leia também sobre a Resolução islâmica 62/154 ONU e como ela pode internacionalizar a lei muçulmana Sharia para países em todo o mundo, inclusive o Brasil. A lei contra a blasfêmia, que vigora em vários países muçulmanos, levou um inocente cristão e sua filha a passarem 14 meses na cadeia sofrendo surras, tudo porque uma vizinha achou ruim de ter que devolver o trigo que havia emprestado do cristão.

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Uma resposta

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