Muçulmanos da Algéria Bloqueiam Culto


TIZI-OUZOU, Algéria, 31 de dezembro de 2009 (CDN) – enquanto os convertidos cristãos se reuniam para seu culto semanal e celebração do Natal naquela manhã, eles foram confrontados por 50 muçulmanos que barravam a entrada para o prédio da igreja. A igreja Tafat está localizada na ciade de Tizi-Ouzou, a 100 quilômetros a oeste da capital argelina, Argel.

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Criada há cinco anos atrás, a igreja pertence à Église Protestante d’Algérie (Igreja Protestante da Algéria – EPA). Até pouco tempo atrás, a congregação se encontrava num pequeno imóvel alugado. Em novembro de 2009, ela inaugurou seu novo local de culto para acomodar as crescentes necessidades de seus quase 350 fiéis em Cristo.

Os residentes locais que protestavam estavam irritados em descobrir que uma igreja com muitos visitantes de fora da área, tinha sido inaugurada, de acordo com a reportagem do jornal El Watan no domingo 27 de dezembro de 2009. O jornal diário destacou que os residentes tinham medo de que seus jovens seriam atraídos para a igreja com promessas de dinheiro ou telefones celulares.

“Esta terra é a terra do islã! Vão orar em outro lugar,” alguns dos muçulmanos diziam, de acordo com o El Watan. Os muçulmanos também ameaçaram matar o pastor da igreja. Eles ficaram na frente da igreja até a segunda-feira, 28 de dezembro de 2009, e naquela noite alguns deles invadiram o novo prédio e roubaram os microfones e o sistema de som da igreja, de acordo com o pastor reverendo Mustafa Krirech. Até ontem (30 de dezembro de 2009) a eletricidade da igreja continuava cortada.

Um dos líderes cristãos da Algéria, sr. Youssef Ourahmane, disse que não se lembrava de que tivesse havido antes outra demonstração de raiva dos algerianos contra os cristãos.

“Foi chocante e foi a primeira vez, pelo que sei, que isso aconteceu”, disse o cristão Ouhramane. “E eles não eram apenas algumas poucas pessoas, mas 50 muçulmanos. Para a cidade, é um grande número…o que aconteceu no sábado foi anormal para a Algéria e para os crentes em Jesus também.”

“A tolerância muçulmana”

Algumas semanas antes do incidente de sábado, os residentes muçulmanos locais assinaram uma petição dizendo que eles não queriam que a igreja cristã funcionasse perto de suas casas e queriam que ela fosse fechada. As autoridades locais apresentaram a petição para a igreja, mas Ourahmane disse que a associação (a igreja é uma associação legal), que está legalmente autorizada a existir em nome da Igreja Protestante da Algéria (EPA), não pensava em responder à petição.

No sábado, os líderes da igreja chamaram a polícia, que chegou no local e pediu aos cristãos para irem embora para que pudessem falar com os muçulmanos que bloqueavam o prédio, mas que no final não foram evacuados das instalações da igreja pela polícia, de acordo com o website de notícias local http://www.Kabyles.net . A estória publicada pelo Kabyles.net no domingo era intitulada “Tolerância Muçulmana em Ação em Tizi-Ouzou”.

O sucesso cristão provoca reações

“Naquela área onde a igreja está situada, estou certo que as pessoas notaram algo acontecendo”, disse o líder cristão Ourahmane. “Tendo centenas de cristãos vindo para se reunir e atividades diferentes na semana, isso é muito difícil para os muçulmanos verem acontecendo ao lado, e especialmente tendo todos esses muçulmanos convertidos ao cristianismo. Este é o problema”.

Um muçulmano da vizinhança explicou que os residentes protestaram contra a construção de uma igreja numa área residencial, de acordo com o jornal El Watan. Mas a razão do protesto não foi essa, conforme se pode notar na declaração desse morador vizinho:

“O que está acontecendo lá é uma vergonha e uma ofensa para os muçulmanos”, disse o vizinho ao El Watan. “Nós vimos uma velha mulher beijando uma cruz…eles podem oferecer dinheiro ou telefones celulares para os estudantes para ganhar suas simpatias e convertê-los. Nós não deixaremos que eles pratique a fé cristã mesmo que tenham uma autorização legal para isso. Existe uma mesquita para aqueles que desejam orar para Allah. Esta é a terra do islã.”

Por baixo dos panos

O líder cristão Ouharmane acredita que os radicais muçulmanos e talvez mesmo o governo estejam por trás dos protestos. “Talvez essa seja uma nova tática que estão tentando para evitar a construção de igrejas”, disse ele. “Em vez de vir e fechar a igreja na força, a polícia local usa os radicais muçulmanos para fazer isso. Esta é minha opinião.”

Em fevereiro de 2008, o governo da Algéria criou novas leis para controlar melhor os grupos religiosos não muçulmanos, através do Decreto 06-03. As autoridades argelinas determinaram o fechamento de 26 igrejas na região de Kabylie, dizendo que não estavam registradas de acordo com o novo Decreto.

Os líderes cristãos têm feito muitos esforços para ficar em conformidade com a nova lei, mas muitos grupos cristãos indicaram que estavam bloqueados pela falta de informação, processo burocráticos ou resistência contra a aprovação de seus pedidos de construção de igrejas, de acordo com o Relatório Internacional de Liberdade Religiosa do Departamento de Estado dos EUA.

O crescimento recente da igreja cristã na Algéria é algo muito difícil para os muçulmanos aceitarem, de acordo com o líder cristão Ourahmane, embora haja um bonito discurso publico entre os intelectuais do país que defendem a liberdade religiosa, na verdade existe preconceito e agressões contra os cristãos.

Estatísticas não oficiais estimam que os cristãos e judeus juntos somam entre 12.000 a 40.000 de acordo com o Relatório do Departamento de Estado dos EUA. Líderes locais acreditam que o número de cristãos pode chegar a 65.000 pois muitos deles não podem afirmar sua fé em Cristo publicamente com medo de represálias dos muçulmanos.

Esse aumento do número de muçulmanos que se convertem ao cristianismo é como uma facada nas costas da majoritária comunidade muçulmana da Argélia, disse Ourahmane. “É difícil para eles aceitar que centenas de cristãos se reúnam para orar toda semana”, disse ele. “Não é fácil. Não existem palavras para explicar isso. É como uma faca e você vê alguém sangrando… eles veem a igreja como uma ameaça à cultura do país”.

Mas a cultura algeriana existia mesmo de Maomé e da conquista muçulmana do norte da África, por volta do ano 700 depois de Cristo.

O governo da Algéria tem a responsabilidade de enfrentar os desafios de seu país e garantir aos cristãos a liberdade de reunião e culto, disse Ourahmane. “As autoridades locais e especialmente o governo central da Algéria precisam ser desafiados nisso todo o tempo”, disse ele. “Eles têm que ser desafiados: ‘Vocês não reconhecem a situação aqui?’ Quer dizer, nós estamos falando de dezenas de milhares de cristãos, não de alguns poucos”.

Existem 64 igrejas cristãs na região de Kabylie, onde vive a maioria dos cristãos da Algéria, de acordo com o líder Ourahmane. “Existem muitas curas e libertações, e as pessoas estão experimentando novas coisas em suas vidas”, disse Ourahmane sobre as igrejas na Algéria. “Quem se converte à fé cristã está encontrando esperança em Cristo quenunca experimentaram antes”.

Existem meia dúzia de ações judiciais contra as igrejas e os cristãos, nenhuma dessas ações foram resolvidas, estão engavetadas no sistema judicial da Algéria.

Oremos para que a comunidade cristã da Algéria continue a ser abençoada por Deus e que os olhos dos muçulmanos sejam abertos para a bondade de Cristo e dos cristãos. Oremos para que Deus continue guiando a mão dos pastores cristãos na Algéria, inclusive o reverendo Mustafa Krirech e o líder cristão Youssef Ourahmane. Que Deus continue lhes fortalecendo na fé e coragem para enfrentar as agressões e ameaças sofridas.

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