Passando Fome por Cristo


LAHORE, Paquistão, 27 de novembro de 2009 (CDN) – em fevereiro de 2009, o jovem cristão Jehanzaib Asher de 22 anos estava trabalhando na barbearia de sua família junto com seu primo, na cidade de Wana, Waziristão do Sul – uma região controlada pelo Taliban no noroeste do Paquistão – quando dois militantes muçulmanos apareceram e tentaram convertê-lo para o islã.

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Não era a primeira vez que o sr. Noor Hassan, to Taliban, tinha feito sermões estridentes para ele e seus parentes e desta vez Asher decidiu não ficar calado. Ele defendeu a fé cristã ao citar versos da Bíblia e Hassan e o outro militante muçulmano surraram-no violentamente, quegrando sua perna esquerda e algumas costelas e inutilizando sua mão esquerda.

O cristão Jehanzaib Asher contou à reportagem que ele apenas defendeu a fé cristã e não fez nenhum comentário ou crítica à religião muçulmana.

“Podemos suportar a morte de nossos pais e mães, mas como podemos continuar a escutar insultos contra nossa religião (cristã)?” disse Asher.

Os vizinhos muçulmanos ajudaram Asher e seus dois primos a escapar do ataque. Logo os militantes do Taliban começaram a espalhar a mentira na região de que Asher e seu primo Christopher Masih tinham blasfemado contra Maomé, o profeta da religião muçulmana.

Segundo a lei muçulmana Sharia, blasfemar contra o profeta Maomé resulta em pena de morte. Leia mais sobre a lei muçulmana Sharia nas paginas do menu superior deste website.

Antes da ofensiva militar recente do exército paquistanês contra os talibãs no Waziristão do Sul, disse Asher, sua foto foi colocada em postos de controle dos extremistas muçulmanos numa tentativa de ajudar o Talibã e outros muçulmanos a identificá-lo e matá-lo.

Outro primo de Asher, o sr. Zaib Masih, conseguiu colocar Asher e Christopher Masis (irmão de Zaib) num carro e eles fugiram da área comercial onde suas duas barbearias estavam localizadas. Por serem barbeiros, eles eram perseguidos e atacados pelos muçulmanos radicais devido à oposição do Talibã contra a retirada de barba das faces, disse Ahser.

Zaib Masih disse que seu irmão Christopher Masih (primo de Ahser) também foi ferido no ataque, embora sem a mesma seriedade de Asher. Eles levaram Asher para um hospital do exército paquistanês, a salvo do Talibã. Mas quando os médicos militares perguntaram como Asher havia sido atacado tão violentamente, ele disse que foi devido a “uma briga de família” para não causar a ira de algum soldado muçulmano que pudesse atacá-los por causa das alegações de blasfêmia.

Durante meses Asher permaneceu em casa; mesmo seus vizinhos não sabiam que ele ainda continuava na cidade de Wana, disse Zaib Masih.
“Nós morávamos no quartel militar, mas mesmo assim tínhamos medo de que o Talibã pudesse nos indicar para alguém lá dentro, e nós poderíamos ser atacados sob as alegações de blasfêmia”, disse ele.

Zaib nasceu e cresceu na cidade de Wana e conhecia muitos membros do Talibã e com a ajuda deles ele contatou um grande mufti (religioso muçulmano) para tentar obter um decreto religioso de que seu primo Asher era inocente. “Eu levei um cordeiro comigo para presentear o grande mufti para pacificar sua raiva, mas ele não escutou nada do que eu pedia e apenas queria saber onde Asher estava”, disse Zaib Masih.

Enquanto isso, Asher ainda andava mancando devido à sua perna quebrada e o Talibã continuava determinado a matá-lo, continua Zahib Masih. A família de Zahib e de Asher têm uma casa na cidade de Sialkot e Zaib Masih planejava levar Asher e Christopher Masih para lá.

No começo do mês de novembro de 2009, disse Asher, ele se disfarçou de muçulmano com uma longa barba e fugiu da cidade de Wana.

Inicialmente ele foi para a cidade de Sialkot, na província do Punjab paquistanês. Logo ele soube que haviam descoberto sua fuga e havia um rumor de que o Talibã tinha ido para Sialkot para matá-lo. Entristecido, ele fugiu para outra cidade que não podemos mencionar para protegê-lo. O jovem cristão Asher disse que ele se recuperou de todos seus ferimentos exceto o de seu joelho, que continua inchado. Ele disse que estava recebendo tratamento num hospital.

“Só Deus poderia ter me salvado dessa calamidade”, disse ele. “De outro modo, ninguém conseguiria escapar das mãos desses muçulmanos radicais”

As duas barbearias dos primos foram fechadas depois do ataque do Talibã. Zaib Masih disse que dois parentes são empregados do governo paquistanês trabalhando como porteiros, e as duas famílias estão sobrevivendo com esses salários, que são muito baixos. Desde o fechamento das duas barbearias, disse Zaib Masih, as famílias estão vivendo da mão para a boca, nem sempre podendo comer duas refeições por dia.

O Waziristão do Sul é o quartel general do Tehreek-e-Taliban Pakistan, a filial do Talibã que luta contra o governo paquistanês. É um centro de treinamento de militantes muçulmanos árabes e uzbeques. Em meados de outubro de 2009, o governo do Paquistão lançou uma ofensiva militar contra o Talibã, depois que este último atacou o quartel general do exército paquistanês na cidade de Rawalpindi.

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