Pastor Sentenciado a 15 anos de Cadeia


KASHGAR, Xinjiang, China, 8 de dezembro de 2009 (CDN) – Sem publicidade e silenciosamente, as autoridades chinesas da província de Xinjiang condenaram o pastor cristão da etnia uigur rev. Alimjan Yimit (em chinês Alimujian Yimiti) a 15 anos de prisão sob acusações aparentemente sem fundamento de “fornecer segredos de estado a organizações estrangeiras”, segundo informa a China Aid Association (CAA).

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A acusação contra o líder cristão de 36 anos de idade, preso há mais de dois anos no Centro de Detenção de Kashgar, na capital da problemática província chinesa de Xinjiang, foi aparentemente baseada em entrevistas que o nosso irmão deu para órgãos de imprensa fora da China, de acordo com seu advogado, dr. Li Dunyong.

“A sentença de 15 anos de prisão é muito mais severa do que nós esperávamos”, disse o dr. Li numa declaração da China Aid Association emitida ontem. “É a penalidade máxima para esta acusação de divulgar ‘segredos de estado’. Esta acusação exige que as ações de meu cliente sejam definidas como tendo ‘causado dano irrecuperável e grave contra o país’ “.

A sentença foi a mais severa contra um líder cristão na China em mais de dez anos.

“O mundo inteiro deve se indignar contra essa injustiça lançada contra o líder cristão Alimujiang”, disse o presidente da China Aid Association sr. Bob Fu. “Nós alertamos as Nações Unidas e as pessoas de consciência em todo o mundo para protestar fortemente contra o governo chinês por este grave caso de perseguição religiosa”.

O advogado do pastor Alimujiang está recorrendo da sentença. Fontes locais dizem que o pastor Alimujiang ama sua pátria a China e apoia o governo chinês.

“Sendo um cidadão chinês leal e um homem de negócios, o pastor Alimujiang sempre manteve altos padrões cristãos em seus negócios, pagando seus impostos fielmente e evitando cometer o costume local de pagar propinas em troca de favores nos negócios”, disse o presidente da China Aid Association sr. Bob Fu. “Ele também fez o melhor para se assimilar à cultura chinesa, tomando a decisão muito rara de enviar seus filhos para uma escola chinesa numa área de cultura predominante da etnia uigur muçulmana”.

Amigos do pastor cristão Alimujiang disseram que ele simplesmente queria ter a liberdade de expressar silenciosamente sua fé, um direito garantido pela Constituição chinesa. Mas a Constituição da província chinesa de Xinjiang contradiz a Constituição federal chinesa, o que é ilegal. E segundo as leis estaduais de Xinjiang, o pastor está proibido de participar de todo culto cristão e de orar com cristãos estrangeiros.

O pastor foi preso em janeiro de 2008 e em fevereiro do mesmo ano os oficiais da justiça chinesa devolveram o caso para os procuradores de justiça, informando que não havia evidências que o pastor havia cometido um crime.

O pastor foi julgado secretamente (sem a presença de público) em 28 de julho de 2008. Seu advogado dr. Li peticionou para ter permisão de encontrar seu cliente antes desse julgamento. Testemunhas viram o pastor ser escoltado da prisão para um hospital no dia 30 de março de 2008 e informaram que ele foi torturado na prisão. Quando seu advogado pode visitá-lo, o pastor Alimujiang disse que não tinha permissão para falar sobre sua saúde.

O Grupo de Trabalho das Nações Unidas contra as Prisões Ilegais declarou que a prisão do pastor é arbitrária e viola as leis internacionais.

“Todo este caso tem a ver com assuntos de fé religiosa, que estão sendo usados contra o pastor Alimujiang por que ele se converteu da fé muçulmana para o cristianismo. As acusações estão deturpadas pela polícia, promotores e juízes”, disse o advogado dr. Li. “A chave para este caso é o Boletim de Ocorrência inválido. Tanto na forma como no conteúdo, o B.O. não tem valor. Ele nem tem a assinatura do oficial de polícia, o que viola a lei chinesa”.

As diferenças religiosas são um problema na província de Xinjiang, com uma vasta maioria da população uigur tendo ressentimento contra os chineses que emigraram para lá. Os uigures praticam a fé muçulmana, enquanto que a maioria dos chineses são ateus ou budistas. Apenas poucos dos 10 milhões de uigures praticam o cristianismo.

Oremos pelo pastor Alimujiang, para que seja libertado. Um cidadão respeitador das leis de seu país, um trabalhador e homem correto que não paga propina. Que Deus o proteja, o liberte, e apoie sua família e filhos.

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2 Respostas

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  2. […] Caso nr. 2: A Perseguição do Uigur Cristão Alimujiang Yimiti, de Xinjiang Declaração sobre a visita da World Evangelical Alliance à China Pastor Sentenciado a 15 anos de Cadeia […]

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