Ataque a tiros mata seis cristãos em frente a igreja no Egito


NAG HAMADI, Egito, 7 de janeiro de 2010 (Folha de São Paulo, Reuters) – Homens armados mataram seis cristãos e um policial muçulmano em frente a uma igreja no sul do Egito, no momento em que os fiéis saíam de uma missa de meia-noite para marcar o Natal dos cristãos coptas nesta quinta-feira, disseram fontes locais.

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O ataque aconteceu nas primeiras horas do dia na cidade de Nag Hammadi, na Província de Qena, a cerca 60 quilômetros das famosas ruínas de Luxor.

O bispo Kirollos, da diocese de Nag Hammadi, um administrador hospitalar e um oficial de segurança locais disseram à agência de notícias Associated Press que sete pessoas morreram no ataque. O oficial de segurança disse que três pessoas ficaram gravemente feridas. Fontes ouvidas pela agência Reuters relataram ao menos cinco mortes.

Os coptas estavam deixando a igreja da Virgem Maria quando um carro escuro parou em frente ao local e desconhecidos abriram fogo aleatoriamente sobre o público. Dois muçulmanos que passavam perto da igreja também foram feridos, disseram fontes de segurança.

Os cristãos coptas, um ramo da Igreja Ortodoxa Oriental, celebram o Natal em 7 de janeiro.

Qena é uma das áreas mais pobres e conservadoras do Egito. Os cristãos, principalmente coptas, são cerca de 10% da população do Egito, um país predominantemente muçulmano.

Choques entre muçulmanos e cristãos, restritos ao sul do país nos últimos anos, têm se espalhado para a capital. À medida que o conservadorismo islâmico ganha terreno, os cristãos têm cada vez mais se queixado de discriminação pela maioria muçulmana. A violência sectária é rara, mas disputas sobre questões religiosas, incluindo a terra ou mulheres ocasionalmente acontecem.

No verão de 2008 no sul do Egito, um muçulmano foi morto em confrontos devido à expansão de um mosteiro copta ortodoxo, e os muçulmanos queimaram casas de moradores cristãos porque um padre foi visto realizando uma missa dentro de uma casa, de acordo com o grupo de direitos humanos Iniciativa Egípcia pelos Direitos Individuais.

Com Associated Press, Reuters e Efe

Noticia original na Folha de São Paulo.

Embora as agências de notícias informem nesta reportagem que a violência religiosa é rara, na verdade ela existe e é frequente, sendo que já publicamos outra notícia sobre perseguição, prisão ilegal, tortura e tentativa de conversão forçada de um blogueiro cristão também na província de Qena, no Egito. Trata-se portanto de desinformação das agências de notícias internacionais e provamos isso abaixo através de outra reportagem, do jornal inglês Times Online que fornece mais detalhes sobre ataque de hoje:

Segundo o Times Online, o bispo Kirollos disse que estava preocupado com a violência durante a véspera de Natal copta (7 de janeiro), por causa de ameaças recebidas no seu celular dizendo: “Agora é sua vez”.

Em novembro de 2009, houve um ataque sexual contra uma menina muçulmana e esse ataque foi atribuído a um cristão. Muçulmanos radicais aproveitaram para transformar um crime que deve ser investigado e provado pela policia num pogrom religioso contra os cristãos da cidade. Durante quatro dias em novembro, os muçulmanos queimaram e danificaram propriedades cristãs na área onde ocorreu o criime.

“Meus fiéis também recebem ameaças nas ruas, algumas pessoas gritam para eles: ‘Nós não deixaremos vocês ter suas festividades’ “ disse o bispo. Por causa dessas ameaças, o bispo encerrou o culto de Natal uma hora mais cedo.

A organização Anistia Internacional informa que os ataques religiosos contra a comunidade cristã no Egito estão crescendo desde 2008 (notem como Reuters, Associated Press e Folha desinformam a respeito na primeira parte deste artigo acima).

O bispo disse que tem um a idéia de quem são os atacantes, chamando-os de “radicais muçulmanos”. “É exclusivamente um ato religioso agora. Isso é guerra religiosa sobre como eles podem eliminar os cristãos do Egito”, disse o bispo Kirollos.

Fonte: Times Online (Londres)

Saiba sobre os cristãos no Egito:

Fonte BBC de Londres.

• Cerca de 10% da população do Egito são cristãos, ou seja cerca de 8 milhões de cristãos.

• Os cristãos egípcios são conhecidos como Coptas. A palavra “copta” é derivada da palavra grega Aigyptos, significando Egito. O cristianismo copta é um dos mais antigos do mundo, as primeiras comunidades foram criadas no ano 100 depois de Cristo, ou seja 600 anos anotes da invasão muçulmana quando o Egito era uma nação cristã.

• A comunidade cristã copta está dividida em: coptas ortodoxos, coptas católicos, coptas evangélicos (protestantes).

How Christians are Treated in Egypt parte 1parte 2parte 3

Oremos para que haja tolerância e compreensão entre as comunidades cristã e muçulmana no Egito, que a perseguição e destruição de igrejas cesse e que Deus continue apoiando nossos irmãos cristãos egipcios que já sofrem 1.400 anos de privação e perseguição naquele país, mas sem desistir da fé em Cristo. Um exemplo de comportamento cristão!

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