Muçulmanos Ferem Família Cristã no Paquistão


ISLAMABAD, Paquistão, 4 de janeiro de 2010 (CDN) – atacantes ameaçam acusar de blasfêmia um cristão com problemas mentais se as vítimas do ataque forem à justiça para se proteger. Enfurecidos por um suposto comentário anti muçulmano feito por um homem mentalmente doente, mais de doze muçulmanos atacaram sua família cristã na semana passada, batendo na filha de 20 anos até que ela desmaiasse e quebrando sua perna.

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O pai da moça, o cristão Aleem Mansur, disse que sua filha Elishba Aleem desmaiou depois que foi atingida na cabeça com uma barra de berro no ataque do dia 28 de dezembro de 2009. O sr. Mansur disse que um muçulmano conhecido pelo nome de Mogal bateu nele e na sua filha com a barra de ferro no meio da rua na frente de seu apartamento, depois de acusar falsamente de blasfêmia seu filho de 32 anos de idade, que sofre de esquizofrenia.

“Minha filha Elishba gritou, ‘pai cuidado! Ele vai bater em você!’ e ela se colocou entre o atacante sr. Mogal e seu pai, a barra de ferro atingiu sua cabeça”, disse Mansur. “Ela pos a mão na cabeça e sua mão ficou coberta de sangue”. Depois ela desmaiou, mas os atacantes começaram a bater nas suas pernas e nas costas, quebrando sua perna, disse Mansur.

“Assim que os linchadores viram que minha filha Elishba não reagia, eles gritaram que a menina estava morta e fugiram do local” disse ele.

Bebê jogado no chão

A filha Elishba Aleem tinha vindo correndo do apartamento da família no terceiro andar no bairro de Iqbal, em Islamabad e foi atacada quando suplicava aos linchadores para que parassem de bater no seu pai, que recebeu cinco pontos num ferimento em sua mão. Com barras de ferro e tacos de críquete, os linchadores também feriram a esposa do cristão Mansur, sra. Aqsa e sua cunhada sra. Aileen George. Outro filho do casal Mansur, Shazir Aleem de 24 anos, viu o ataque da janela do apartamento e também foi surrado quando desceu para a rua.

“Quando a esposa de nosso filho Shazir Aleem, sra. Sanna, viu que seu marido estava sendo surrado ela desceu correndo com sua pequena filha Hanna nos braços e pediu aos linchadores ‘Porque estão batendo no meu marido?’ “ disse o sr. Mansur. “Alguém entre os atacantes agarrou a pequena Hanna do colo da mãe Sanna e a jogou no chão e então começaram a bater na mãe também.”

A nenê cristã de três meses de idade escapou sem sofrer ferimentos graves.

O motivo

Inicialmente os linchadores atacaram o cristão Mansur enquanto ele tentava sair de casa com seu filho Shumail Aleem, para ir na polícia para esclarecer as acusações do lojista muçulmano Muhammad Naveed que Shumail tinha falado mal da religião muçulmana.

Quando o sr. Mansur chegou no seu carro, contudo, cerca de doze homens com barras de metal e tacos de críquete saíram de um carro Suzuki estacionado ali perto e cercaram as duas vítimas, disse ele, e em 10 minutos mai de 100 muçulmanos raivosos finham se juntado à turba chefiada pelo lojista Muhammad Naveed, seus outros irmãos e seu pai, sr. Mogal.

“O lojista Naveed gritou, ‘Porque vocês estão olhando para estes choohras (palavra de insulto e desprezo que os muçulmanos chamam os cristãos)? Peguem-nos e matem-nos!”, segundo o sr. Mansur. “Minha esposa Aqsa e minha cunhada Aileen George jogaram seus véus aos pés do lojista Muhammad Naveed para humildemente pedir que eles não nos atacassem (um costume de submissão para evitar a agressão muçulmana), mas eles se recusaram a ter compaixão. Eles começaram a bater em todos nós com as barras de ferro e os tacos de críquete.

Os muçulmanos do bairro têm inveja por que a família cristã graças a Deus está progredindo na vida e tem um carro, disse o sr. Mansur. “Eles dizem que os cristãos devem ser eliminados e mantidos sob controle estrito”, disse ele, “Eles pensam que os cristãos devem se rebaixar como servos quando eles passam na nossa frente”.

Seu filho Shumail vem passando por um tratamento médico por causa da esquizofrenia, durante mais de cinco anos e por causa disso está impossibilitado de trabalhar, disse o sr. Mansur. “Enquanto meu filho Shumail toma remédios, não existe melhor pessoa no mundo do que ele, mas quando ele não toma remédios se transforma na pior coisa”, disse Mansur.

A filha do cristão Mansur, estudante do primeiro ano do ensino médio, recebeu tratamento no Instituto de Ciências Médicas do Paquistão (Pakistan Institute of Medical Sciences – PIMS) e acordou do desmaio, embora continue sofrendo intensas dores. Seu pai Mansur disse que os participantes da turma de linchadores muçulmanos fizeram de tudo para que ela não recebesse um certificado médico-legal documentando seus ferimentos.

Houve suborno?

Quando o sr. Mansur disse ao lojista muçulmano Muhammad Naveed e outros de que os acusaria na justiça pelo ataque, os muçulmanos disseram que isso não iria dar certo por que eles tinham pago aos funcionários do Instituto de Ciências Médicas do Paquistão cerca de 50.000 rúpias (US$600.00) para cancelar o relatório médico sobre os ferimentos de sua filha. Ele disse que eles também lhe contaram que tinham pago aos policiais da Delegacia de Polícia de Shehzad para pressionar a família a retirar a queixa mediante um acerto fora do tribunal.

“ O sub-inspetor assistente da Delegacia de Polícia de Shehzad, sr. Ghulam Gilani, chamou minha esposa e lhe disse que se a família prosseguisse na queixa pelo ataque, então nós seríamos acusados de blasfêmia, o que teria sérias consequências para nós”, disse o cristão Mansur.

A blasfêmia contra a religião muçulmana é punida até com a pena de morte no Paquistão. Mais um caso onde a lei contra a blasfêmia é usada para evitar que vítimas cristãs tenham o direito à justiça nos tribunais. Leia mais sobre as leis contra a blasfêmia, a resolução 62/154 da ONU e a lei muçulmana sharia no menu acima.

O sub-inspetor assistente Ghulam Gilani e os funcionários do hospital não quiseram comentar o sobre a acusação de suborno.

Acusação de blasfêmia

O comentário que motivou o linchamento foi feito numa loja próxima, onde o filho esquizofrênico do sr. Mansur, o jovem Shumail Aleem, tinha ido comprar cigarros cerca das 20:30 no dia 28 de dezembro de 2009.

O dia 28 de dezembro é o décimo dia do mês Muharram, também chamado Yom-e-Ashura, quando os muçulmanos xiitas choram pela morte de Hussein ibn Ali, neto do profeta muçulmano Maomé.

Na loja, um senhor de idade cristão conhecido como Baba Sadiq, perguntou a Shumail Aleem porque os canais de televisão não estavam mostrando filmes nas tevês da loja. “Meu filho Shumail respondeu, ‘Os muçulmanos perderam o juízo? Porque eles mostrariam filmes de televisão no dia de Ashura?” disse o sr. Mansur.

O comentário de Shumail apenas apoiava a decisão do comerciante Muhammad Naveed de não mostrar os filmes na tevê durante o dia santo muçulmano, mas mesmo assim o lojista começou a bater em Shumail Aleem, exigindo saber por que ele tinha profanado o nome de Hussein, neto de Maomé, disse o cristão Mansur.

Duas semanas antes, disse o sr. Mansur, o comerciante Muhammad Naveed e seus irmãos tinham surrado um garoto cristão tão violentamente que o menino expeliu um pedaço de carne pelo seu nariz. “Meu filho Shumail tinha visto essa agressão contra o menino e reclamou com o comerciante Naveed, e quando ele voltou para casa estava tão transtornado por causa da agressão contra o garoto que ele pedia várias vezes à minha esposa para irem juntos reclamar com Naveed”, disse Mansur. “Acho que o comerciante Muhammad Naveed ficou com raiva por causa da reclamação de Shumail contra a surra dada no menino cristão”.

O sr. Mansur disse que o comerciante muçulmano Naveed o surrou gravemente. Seu filho Shumail voltou quando o resto da família já não estava em casa, pois vários dos familiares tinham levado a sua neta de três meses de idade, Hanna, para o médico. Quando eles voltaram às 21:45, disse o sr. Mansur, ele encontrou várias coisas na casa “jogadas e quebradas”.

Um vizinho disse que a polícia e cerca de 24 homens tinham invadido o apartamento para buscar Shumail Aleem porque o comerciante Naveed o tinha acusado de blasfêmia. Felizmente o cristão Shumail conseguiu se esconder em outro local e escapou de ser linchado.

“Nós então fomos à loja de Naveed, que estava lá, e perguntamos para ele o que tinha acontecido” disse Mansur. “Ele nos disse que meu filho Shumail tinha tentado roubar várias mercadorias da loja e que também danificou alguns objetos e pior de tudo, ele havia profanado o nome do santo muçulmano Hussein. Minha esposa disse ao Naveed que ele sabia que Shumail era doente mental e que ele deveria ter esperado por nós, e que nós teríamos pagado os danos, mas que não precisava ter ido à polícia”.

O comerciante muçulmano Muhammad Naveed respondeu que não se importava que Shumail fosse ou não doente mental, que ele tinha dado queixa na polícia – o que depois se viu que era mentira – e que eles iriam perseguir Shumail até prendê-lo, disse Mansur.

A multidão parou de perseguir os membros da família cristã Mansur apenas depois da intervenção de um político do Partido do Povo Paquistanês, sr. Malik Amir, disse o sr. Mansur. Mas nem a polícia e nem o hospital cooperaram com ele para dar a queixa contra o linchamento. Um muçulmano influente na área, sr. Raja Aftaab, está pressionando a família para resolver o assunto fora dos tribunais, disse o sr. Mansur.

“Minha posição é: todos os linchadores que nos atacaram devem vir à minha casa e pedir desculpas na frente de todos os vizinhos e então eu começarei a negociar o assunto com eles”, disse o cristão Mansur firmemente.

Oremos para que Deus livre a família Mansur de seus atacantes, que os proteja na fé em Cristo.

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2 Respostas

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