Mais duas igrejas cristãs de Kuala Lumpur são atacadas à bomba por muçulmanos


KUALA LUMPUR, Malásia, 9 de janeiro de 2010 (EFE, Folha, BBC) – duas igrejas cristãs de Kuala Lumpur foram atacadas à bomba neste domingo, o que aumenta para seis o número de incidentes como este na Malásia desde que uma decisão judicial permitiu o uso do termo “Alá” também aos que não são muçulmanos.

Um coquetel molotov foi atirado por muçulmanos na parede de uma igreja na cidade de Taiping, mas ninguém ficou ferido. Na mesma localidade, uma igreja católica foi atingida por uma garrafa de querosene, mas o artefato felizmente não explodiu. Veja vídeos e fotos.

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No sábado, um templo luterano foi alvo de ataques. Na sexta, uma igreja protestante foi incendiada, e outras duas tiveram danos materiais.

O premiê da Malásia, Najhib Razak, pediu segurança reforçada nos locais para encerrar esta onda de ataques que, na sua opinião, colocam em risco a “harmonia racial”. Na entrevista abaixo, o professor de direito e jornalista muçulmano malaio Azmi Sharom declara para a rede de TV Al Jazeera: “Governo malaio aparentemente permitiu os protestos muçulmanos e queima de igrejas porque precisa dos votos…a maioria dos muçulmanos não é tão estúpida a ponto de pensar que o simples uso de uma palavra vai converter muitas pessoas para outras religiões, só os radicais acreditam nisso. É preciso que os muçulmanos moderados se levantem contra os radicais agora ou nunca”.

Depois das orações muçulmanas de sexta-feira, milhares de muçulmanos foram à principal mesquita de Kuala Lumpur para pedir que seja proibida a citação a Alá aos não-muçulmanos.

Há dois anos, por conta de um artigo na revista cristã “The Herald”, as autoridades malaias proibiram que Alá fosse comparado a Deus por aqueles que não fossem muçulmanos. O jornal que existe há mais de 50 anos, foi proibido de circular.

Ao argumentar que “Alá” deve ser um termo exclusivo para os muçulmanos para evitar confusões, o Ministério de Assuntos Religiosos apreendeu centenas de bíblias no idioma malaio que não mencionavam isso.

Em novembro, “The Herald” voltou a funcionar e iniciou uma batalha legal para que Alá pudesse ser sinônimo da palavra “Deus” aos cristãos. Os muçulmanos querem tornar exclusivo o uso da palavra “Deus” (em árabe = Alá) e proíbem a utilização dessa palavra árabe por pessoas de outras religiões. Ora, a origem da palavra Alá é hebraica. Alá vem do hebraico Eloha (feminino) ou Elohim ( masculino). Os árabes adaptaram Eloha para “Il-ilá” e com o passar dos séculos essa palavra se modificou gramaticalmente para Alá. (fonte: Is the Word Allah Similar to Elohim http://www.plim.org/Allah.html)

A cidade de Meca era um local de culto a várias divindades e entre elas, se encontrava Alá. Em Meca também se venerava ao Deus cristão e a Moisés, pois várias tribos de beduínos árabes eram judeus e existia uma importante população cristã na cidade e região até o ano 700DC.

Quando ocupou a cidade de Meca, Maomé destruiu todas as outras estátuas de ídolos exceto a de Moisés e impôs que Alá fosse o único Deus. Mas Alá existia antes de Maomé e da religião muçulmana. Portanto, Alá não pertence aos muçulmanos exclusivamente, é uma palavra que representa Deus. E Deus é universal, para todos os povos, não pertence só a umareligião como querem os muçulmanos. Deus é amor para toda a humanidade e não apenas os que têm a fé muçulmana.

Reverendo Lim Guang Eng da Igreja Batista malaia condena os ataques e pede tolerância.

A legislação da Malásia proíbe a evangelização entre os muçulmanos –que são 60% do total de 29 milhões de habitantes– embora autorize a liberdade de culto. Mas os muçulmanos malaios podem converter os de outras religiões, inclusive cristãos, isso não é contra a lei.

Históricamente, a Malásia era um país totalmente budista. Comerciantes muçulmanos trouxeram sua fé quando se mudaram para cidades portuárias e depois de converter reis locais (o primeiro foi Muzaffar Shah no século 12), iniciaram a conquista para exterminar outras religiões, tornando a Malásia um país de maioria muçulmana. Alguns historiadores mencionam que a conquista muçulmana na Malásia foi pacífica, enquanto que outros mostram que na verdade o conceito de jihad muçulmana impôs essa fé no país malaio através de muitas guerras mortes dos não muçulmanos.

Cerca de 2,5 milhões de cristãos, em sua maioria protestantes, vivem no país, que também conta com minorias de religião budista e hindu. Muitos muçulmanos se convertem ao cristianismo e isso vem causando reações dos muçulmanos radicais, como vemos na queima das igrejas e nos filmes publicados por agências de notícias. No filme abaixo, líder cristão malaio pede tolerância enquanto radicais muçulmanos fomentam o ódio.

É importante que a mesma tolerância que gozam os muçulmanos na maioria dos países ocidentais, inclusive no Brasil, seja a mesma tolerância que muçulmanos devem mostrar em países onde são maioria. O que infelizmente é mais exceção do que regra, como podemos notar nas tristes notícias de perseguição contra nossos irmãos cristãos nos países muçulmanos.

O governo da Malásia recorreu contra a decisão da Suprema Corte de Justiça malaia e a aplicação da decisão judicial liberando o uso do nome Alá como sendo Deus para todos os malaios de todas as religiões está em suspenso até que o recurso do governo seja julgado.

Oremos para Deus que cessem os atentados e ataques contra nossos irmãos cristãos na Malásia, que a tolerância e misericórdia de Deus seja praticada naquele país e que radicais tenham seus olhos e ouvidos abertos para a harmonia e paz. Que Deus ilumine e apoie a decisão justa da Suprema Corte de Justiça da Malásia que liberou acertadamente o uso da palavra árabe Alá para significar Deus. Segundo a BBC de Londres, os cristãos árabes que existiam no que hoje é a Arábia Saudita já usavam a palavra Alá para se referir a Deus desde muitos séculos antes da fundação da religião muçulmana. (Fonte: http://news.bbc.co.uk/2/hi/asia-pacific/8447450.stm).

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