Igreja na Algéria segue em frente, apesar da violência e indiferença do governo


ALGER, 21 de janeiro de 2010 (CDN) – Grupo religioso na cidade algeriana de Tizi Ouzou não recebeu proteção policial apesar da contínua repetição de atos violentos dos muçulmanos locais. Membros de uma igreja na região de Kabylie na Algéria, apesar dos protestos, vandalismo e incêndio promovidos por vizinhos muçulmanos que destruíram seu prédio no final de semana passado, juntaram-se para culto no último sábado,16 de janeiro de 2010, em seu novo prédio.

“Neste ultimo sábado a igreja realizou seu culto, apesar de ninguém estar presente”, disse Mustapha Krim, presidente da Igreja Protestante da Algéria. “Mesmo assim eles continuaram.”

“Nós estamos horrorizados.” Krim disse ao jornal algério El Watan. “Nós acreditamos que o nível de violência atingiu seu clímax. Aqui na região de Kabylie, este tipo de bagunça não é normal.”

“A devastação da igreja em Tizi Ouzou, que coincide com os eventos ocorridos no Egito onde igrejas foram queimadas, nos leva a questões internacionais sobre os muçulmanos,” disse Krim. “Este é um exemplo a ser seguido aqui em Tizi Ouzou? Com a indiferença das autoridades, esses radicais muçulmanos maniuplam o povo e vizinhos contra os cristãos. E os muçulmanos moderados se calam.”

Os líderes cristãos declararam que as autoridades não tomaram as atitudes necessárias para proteger a igreja ou fazer justiça às suas reivindicações. A igreja registrou dezenas de reclamações na polícia, referente aos ataques nos últimos dois meses. Krim disse que as autoridades não interferem, devido ao medo da retaliação muçulmana.

Em fevereiro de 2008, o governo aplicou medidas para melhor controle de grupos não-mulçumanos, de acordo com a lei 06-03. As autoridades ordenaram que 26 igrejas na região de Kabylie fossem fechadas, alegando que elas não estavam registradas sob esta lei.

Apesar dos esforços para ficar em conformidade com a lei 06-03, muitos grupos cristãos declararam que eles tiveram suas atitudes prejudicadas por falta de informação, processos burocráticos ou resistência contra sua inscrição no processo, de acordo com o Relatório de Liberdade Religiosa Internacional, do Departamento de Estado dos EUA.

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