Cristão paquistanês é sentenciado à prisão perpétua sob acusação de blasfêmia


FAISALABAD, Paquistão, 22 de janeiro (CDN) – Um jovem foi condenado por “dessecrar o Corão”, sob a uma acusação de um lojista rival. Segundo a Comissão Nacional de Justiça e Paz, um jovem lojista cristão foi sentenciado à prisão perpétua e multado em mais de USD 1.000,00 na semana passada, devido a uma duvidosa acusação de desacato ao Corão.

Peter Jacob, secretário geral da Comissão Nacional de Justiça e Paz, disse que Imran Masih, de apenas 22 anos, foi condenado por “desacatar o Corão” (artigo 295-B do código legal paquistanês), conseqüentemente desonrando sentimentos religiosos (artigo 295-B do código legal paquistanês). A acusação foi feita por um lojista rival, que sendo parte de um grupo muçulmano radical, usou um sistema auto-falante para incitar uma multidão a espancar Masih, e saquear sua loja.

O lojista vizinho Hajji Liaquat Abdul Ghafoor, acusou Masih de arrancar as páginas do Corão e queimá-las. Negando ter queimado as páginas do Corão, Masih disse aos investigadores que os papéis queimados eram parte de folhetos de antigas mercadorias.

A família de Masih disse que Ghafoor inventou essas acusações de blasfêmia, devido a uma disputa de concorrência. Lojistas vizinhos, inicialmente relutantes a falar por temer represálias, anonimamente disseram ao CDN que eles viram dois homens discutindo sobre negócios alguns dias antes do incidente.

“Ghafoor começou a gritar que Masih havia desacatado o Corão, e blafesmado contra o islã e o profeta Maomé”, disse um dos lojistas. “Ghafoor espalhou boatos enganosos sobre Imran Masih, e uma multidão de mulçumanos raivosos que desconheciam os fatos atacou Masih e espancaram-no, e em seguida destruíram sua loja e o entregaram à polícia.”

A punição por desacato ao Corão, segundo a sessão 195-B do código legal paquistanês, é a prisão perpétua. Segundo a sessão 295-C do código paquistanês, a punição de uma blasfêmia contra Maomé é a pena de morte. As leis paquistanesas contra blasfêmia são extremamente condenadas pela comunidade internacional por facilitar sua manipulação para atingir inimigos pessoais.

Oremos para que seja corrigida essa injustiça contra o jovem cristão Imran Masih, de 22 anos. Massih no idioma urdu do paquistão, significa Messias.

Veja como tudo aconteceu e como a lei sharia muçulmana é usada para acertar contas pessoais contra não-muçulmanos. Compare a realidade da lei sharia no Paquistão com o que alguns líderes muçulmanos no Quênia dizem que ela não discrimina outras religiões, e note como a lei Sharia se introduz sorrateiramente em vários países:
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2 Respostas

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