Militantes muçulmanos na Somália assassinam líder cristão


NAIRÓBI, Quênia, 26 de janeiro de 2010 (CDN) – Extremistas do Al Shabaab ameaçam a viúva do pastor de uma igreja clandestina, assassinado pelo grupo. Extremistas muçulmanos assassinaram este mês um líder de uma igreja clandestina, na periferia da Somália. Eles ameaçaram assassinar também sua esposa. A viúva, desesperada, prestou depoimento ao CDN.

Ao saber que o pastor havia deixado o Islã para se tornar um cristão, os militantes somalianos do grupo extremista Al Shabaab assassinaram o líder cristão, Mohammed Ahmed Ali, de 41 anos de idade.

Ali tinha organizado uma festa de Ano Novo para os cristãos. Os extremistas do grupo militante assassinaram Ali após ficarem sabendo dos planejamentos para a festa, disse Hassan (viúva do pastor).

Hassan, que trabalhou para uma organização não-governamental antes de deixar o país, disse que recebeu ameaças via telefone dos membros do al Shabaab.
“Nós sabemos para quem você trabalha,” disse o extremista a Hassan. “Nós também sabemos o seu nome e que você é seguidora dos cristãos, e nós vamos matá-la como matamos seu marido.”

Ao receber esta ameaça, Hassan fugiu para Nairóbi na manhã seguinte de ônibus, juntamente com seu filho de dois anos de idade. “Eu estou agradecida que consegui fugir até o Quênia a salvo, mesmo que tenha perdido tudo – meu marido e minha casa,” disse Hassan.

Em 2009, militantes na Somália perseguiram pelo menos 15 cristãos, incluindo mulheres e crianças, e os assassinaram, pois queriam livrar o país de todos os não-muçulmanos.

Os militantes muçulmanos também executaram um cristão de 23 anos de idade, acusado de tentar converter um muçulmano de 15 anos de idade ao cristianismo. Abdikarim Yusuf foi executado, e repórteres infiltrados relataram que o cristão foi severamente torturado antes de sua morte, na tentativa de extrair informações sobre outros cristãos.

Em Galkayo, região autônoma da Somália, três homens mascarados, membros de outro grupo militante, assassinaram uma mulher somaliana, que se recusou a usar o véu como ditado pelos costumes muçulmanos. Alguns relatos anônimos reportam que membros do “moderado” grupo chamado Suna Waljameca assassinaram Amina Muse Ali, 45 anos, em sua casa.

Cristãos somalianos estão em perigo e sob ameaças de ambos os grupos extremistas, e da lei Somaliana. O presidente Sheikh Sharif Ahmed proclama-se moderado, porém é a favor da lei da pena de morte para aqueles que deixam o Islã.

Em 28 de setembro, o líder do al Shabaab, Xeque Arbow, matou Mariam Muhina Hussei, de 46 anos de idade. Ela foi acusada de ter seis bíblias. No dia 15 de setembro, os militantes do mesmo grupo assassinaram Omar Khalafe, de 69 anos, por transportar bíblias.

No dia 18 de agosto os extremistas mataram Ahmed Matan, de 41 anos. Mohammed Sheikh Abdiram também foi assassinado, acusado de ter se convertido ao cristianismo.
Em 21 de fevereiro, os militantes guilhotinaram dois jovens meninos somalianos, pois seu pai cristão se recusou a divulgar informações sobre um líder cristão.

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Uma resposta

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