Morte de 48 cristãos em Jos, Nigéria.


LAGOS, Nigéria, 27 de janeiro de 2010 (CDN) – Explosão da violência resulta em 10 igrejas incendiadas. Dois pastores e outros 46 cristãos tiveram suas mortes confirmadas durante a violenta explosão de ataques muçulmanos que ocorreu há 10 dias em Jos, Nigéria.

Dez igrejas foram incendiadas e 27 cristãos foram reportados desaparecidos durante o confronto religioso que se iniciou no dia 17 de janeiro, com o ataque de jovens muçulmanos a uma igreja. A polícia reportou 300 mortes. Ignatius Kaigama, presidente do comitê do estado, disse que as autoridades investigaram o caso “sem qualquer tipo de sentimento, provendo apenas alguns índices.”

O reverendo Anthony Farinto, presidente nacional da Igreja Evangélica da África Ocidental, reportou que “muitos dos cristãos que tiveram suas casas queimadas não tem previsão de serem encontrados, apesar de todos os esforços feitos pela igreja e pelos parentes das vítimas para encontrar seus corpos e descobrir seu paradeiro.” O reverendo também disse que “a igreja possui forte suspeita que os corpos dos homens mortos foram enterrados pelos muçulmanos as pressas em valas coletivas improvisadas.”

A Sociedade Pentecostal na Nigéria acusou (SPN) o general Salleh Maina e outros soldados de tomarem lados durante os ataques. “Soldados foram vistos em algumas partes da cidade assistindo o assassinato dos cristãos, sem tomar qualquer iniciativa para impedi-los.”

A SPN pressionou o governo para formar um grupo vigilante antiviolência religiosa, “com oficiais que devem ser treinados em segurança, inspeção, inteligência e autodefesa. O grupo seria a primeira reposta para qualquer ataque surpresa, antes da chegada da polícia, evitando mortes.”

A mesma região sofreu ataques em novembro de 2008, quando grupos de muçulmanos atacaram cristãos e suas propriedades, matando seis pastores e outras 500 pessoas, além de 40 igrejas destruídas. Mais de 25 mil pessoas foram vítimas durante os dois dias de violência.

O que começou como um escândalo de uma suspeita de fraude nas eleições locais, rapidamente se tornou um problema religioso quando muçulmanos raivosos culparam os cristãos ao invés das autoridades. Tropas da polícia mataram 400 muçulmanos na tentativa de conter o desentendimento, e os muçulmanos assassinaram mais de 100 cristãos.

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