Autoridades marroquinas invadem sessão de estudo bíblico, e prendem cristãos


MARSELHA, França, 9 de fevereiro de 2010. (CDN) – A ordem de detenção de 18 pessoas, incluindo a deportação de cidadãos americanos, aparentemente veio dos mais altos níveis do governo.grupo de autoridades marroquinas, liderado por militares, invadiu em estudo bíblico em uma pequena cidade a sudeste de Marrakech, apreendendo 18 marroquinos e deportando um cidadão americano.

Cinco das dezoito pessoas aprisionadas por 14 horas eram crianças, duas das quais não tinham mais que 6 meses. Os líderes cristãos dizem que as autoridades interrogaram os participantes do estudo por 14 horas. As autoridades filmaram o interrogatório com câmeras de vídeo digital e celulares.

“É a primeira vez na história de nossa igreja que o governo marroquino utilizou uma equipe militar e policial tão grande para atacar uma pequena e inocente reunião cristã”, disse o líder cristão que por razões óbvias optou pelo anonimato. “Todo o tempo eles repetiram que aquilo havia sido ordenado pessoalmente pelo novo Ministro da Justiça marroquino [Mohamed Naciri], e pelo alto comando do General de Polícia [Housni Benslimane].”

“Eu não acho que este uma força deste tamanho foi alguma vez usada pelo governo mesmo contra os extremistas muçulmanos que temos neste país”, disse o líder do grupo cristão.

Códigos Conflitantes

De forma geral, o país norte – africano possui uma história de tolerância religiosa. A constituição marroquina provém a liberdade de prática religiosa, mas o Artigo 220 do código penal marroquino criminaliza qualquer tentativa de induzir um muçulmano a se converter-se para qualquer outra religião.

No relatório religioso internacional de 2009, o Departamento de Estado Americano observou que, em 2 de abril de 2009, um representante do governo marroquino declarou que a liberdade de religião não inclui a liberdade de escolha de fé para alguém. Ora, mas então não há liberdade religiosa, pois uma das principais bases da liberdade religiosa é a liberdade de cada um escolher sua religião.

Durante uma reunião datada de dezembro do ano passado, a polícia marroquina expulsou cinco cristãos estrangeiros por “participarem de uma reunião proibida”.

“Nós ficamos surpresos que o Marrocos ousou nos expulsar”, disse um dos cristãos deportados. “A polícia nos disse que nós estávamos participando de uma reunião proibida, mas nós éramos apenas um grupo de amigos que se juntaram para ensinar uns aos outros. Isso é proibido no Marrocos?”

Em março de 2009, o governo marroquino anunciou a expulsão de cinco mulheres cristãs, apesar da declaração de fontes que elas eram apenas visitantes estrangeiras que participavam de um estudo bíblico com colegas cristãos.

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