Pressão a favor de tribunais muçulmanos no Quênia alarma cristãos


NAIROBI, Quênia, 11 de fevereiro de 2010. (CDN) – Uma batalha constitucional para expandir a atuação dos tribunais muçulmanos no Quênia ameaça intensificar tensões religiosas, em uma época onde as autoridades estão em alerta máximo contra extremistas muçulmanos vindos a Somália.

“É claro que a comunidade muçulmana está basicamente esculpindo para si um estado muçulmano dentro de outro estado”, dizem os líderes de igrejas cristãs quenianas. “Este é um estado com suas próprias leis”. Isso vem sendo um, procedimiento padrão de certas comunidades muçulmanas em vários países, como já está acontecendo na Inglaterra.

Os líderes muçulmanos insistem que o reconhecimento dos tribunais muçulmanos não eleva o islã acima de outras religiões. Isso não é verdade, pois temos o exemplo do Paquistão onde depois da aprovação das leis muçulmanas em 1973 pelo general ditador Zia-ul-Hak, elas estão sendo usadas cada vez mais para perseguir, atacar e mesmo assassinar cristãos naquele país de maioria muçulmana. E hoje o Paquistão passa por graves lutas por causa dos extremistas muçulmanos que estão atuando na fronteira com o Afeganistão. Busque neste website pela palavra-chave Paquistão e terá uma lista de crimes cometidos por muçulmanos contra cristãos, baseando-se na lei sharia.

O referendo de 2005 dividiu o Quênia, e foi seguido de uma amarga disputa presidencial em 2007, resultando em desordem e na morte de 1.300 pessoas. A disputa foi resolvida com um candidato se tornando presidente, e outro primeiro ministro, porém no coração da constituição proposta permaneceu uma tentativa de transferir os poderes presidenciais para o primeiro ministro.

Extremistas emergem

A questão constitucional irrompeu quando oficiais de segurança ficaram em estado de alerta máximo ao serem avisados que simpatizantes da milícia terrorista muçulmana al Shaabab compareceram a um protesto em janeiro, para demandar que o clérigo muçulmano radical Abdullah Al-Faisal fosse solto.

“Nós temos orgulho de sermos um grupo revolucionário muçulmano, e estamos honrados na afiliação com o Al Qaeda, um grupo de islâmicos honestos, com os quais dividimos objetivos de longo prazo, e diretrizes de nossas ideologias, enquanto focamos nossos esforços em atacar governos seculares e moderados no mundo muçulmano, América e alvos ocidentais, e claro, Uganda, Etiópia, Burundi e Quênia se eles não interromperem sua assistência ao frágil governo Somali” – o grupo escreveu por e-mail. “Apesar de recebermos suporte para algumas de nossas operações, nós agimos de forma independente, e geralmente dependemos apenas de nós mesmos…”

A emergência do al Shabaab e seus simpatizantes no Quênia, coincide com o crescimento acelerado da população de refugiados somalis para 2,4 milhões, de acordo com o censo de Agosto de 2009. Esses pobres refugiados fogem da guerra entre terroristas muçulmanos na Somália e ao bucar abrigo no Quênia, acabam levando consigo radicais muçulmanos que se aproveitam da situação de desordem para espalhar a violência para países vizinhos como uma praga.

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2 Respostas

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