Agressor é liberado após ataque de rua na Turquia


ISTAMBUL, 12 de fevereiro de 2010 (CDN) – A corte ignora a “hostilidade religiosa” do turco que segurou uma faca contra a garganta de um cristão. A corte de Istambul ordenou que fosse solto o turco apreendido por segurar uma faca contra a garganta de um cristão, seis meses atrás. Yasin Karasu, de 24 anos, gritava para atrair o público, enquanto segurava a faca contra a garganta de Ismail Aydin, acusando-o de “cão missionário”, que havia traído a Turquia ao evangelizar pessoas.

A punição para este crime é de quatro anos de prisão, mas Tahsin Dogan ordenou que Karasu fosse solto incondicionalmente. Após este ataque em agosto, Aydin, de 48 anos de idade, desistiu de prestar queixas contra seu agressor. Porém, procuradores do estado acusaram Karasu sob estatutos criminais de fazer ameaças com o porte de armas, e de obstruir a liberdade alheia.

Prisioneiro violento

Karasu foi então enviado a prisão durante o período das investigações criminais. Durante seu segundo julgamento, ao chegar da prisão de Metris onde ficou encarcerado por seis meses, Karasu teve uma série de explosões emotivas, e teve de ser escoltado por guardas. Não se entende por que o juiz turco Tahsin Dogan considerou isso um “comportamento respeitoso” que justificasse não condenar a prisão de 4 anos e ainda libertar depois de poucos meses.

De acordo com a lei turca, a conduta de Karasu deveria tê-lo rendido quatro anos de prisão. Porém, o procurador citou o “comportamento respeitoso do réu, assim como suas maneiras na corte, como a seu favor”, e declarou que a boa conduta de Karasu resultou em uma redução de oito meses na sua sentença.

“Parece que o juiz não levou em conta que o crime foi cometido com hostilidade religiosa”, declarou um membro do comitê legal da Associação Turca de Igrejas Protestantes. “Isso, em minha visão, deveria ter agravado o crime e a sentença.”

O advogado de recursos humanos, Orhan Kemal Cengiz, após rever a gravação do julgamento, concordou. “Esse também é um crime contra a liberdade de religião”.

“Eu quero vê-lo ser libertado”, disse a vítima cristã Aydin antes do julgamento desta semana. Aydin, que se converteu ao cristianismo 22 anos atrás, disse que perdoou o muçulmano Karasu.

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