Aos cristãos nigerianos


JOS, Nigéria, 12 de fevereiro de 2010, por Alex Longs (líder do monastério agostiniano em Jos, Nigéria) – Depois das disputas extremistas dos últimos meses, Alex Longs nos explica porque a vida está se tornando cada vez mais difícil para os cristãos no território muçulmano ao norte da Nigéria. Uma coisa deve ser clara: quando conflitos violentos explodem entre cristãos e muçulmanos no norte da Nigéria, nunca são os cristãos que os provocam.

Infelizmente, nossos irmãos muçulmanos provam todas as vezes que são muito mais rápidos em contar suas versões dos eventos. Em 26 de janeiro de 2010, a rede de televisão BBC apresentou a notícia de que 150 corpos de vítimas muçulmanas haviam sido descobertos no vilarejo de Kuru Koroma, ao sul de Jos. E de onde surgiu a história? Do Jama’atu Nasirul Islam, um grupo poderoso que busca promover a fé muçulmana na Nigéria.

A Nigéria é um país muito complexo, e não é fácil resumir em poucas palavras a última crise. Quando os ingleses assumiram o controle da Nigéria em 1900, o grupo pastoral Fulani já havia conquistado boa parte do território, estendendo as fronteiras muçulmanas. Muitos grupos étnicos menores no norte escaparam ou resistiram a conquista dos radicais muçlumanos do grupo Fulani.

Conflitos entre povoados locais e colonizadores ocorrem em muitos locais na Nigéria, devido ao fato de que, apesar da constituição da Nigéria dizer que qualquer cidadão nigeriano é livre para morar em qualquer lugar do país, na prática apenas aos povoados locais são concedidos plenos direitos de cidadania.

Durante a seqüência de ataques muçulmanos que aconteceram em Jos em 2001, a estratégia de ataque seguiu um padrão: lançar ofensivas contra os cristãos e suas propriedades (naturalmente incluindo as igrejas), em áreas pobres periféricas. A crise que explodiu no dia 17 de janeiro de 2010 seguiu o mesmo padrão. Mas, desta vez, ambos os lados usaram mais armas de fogo do que em qualquer episódio ocorrido anteriormente.

Serão os membros do estado, responsáveis por organizar estes crimes, identificados e punidos? Experiências ocorridas no passado indicam que não. No entanto, a longo prazo, os líderes comunitários estabeleceram um comitê de 15 homens, que objetivam a paz permanente.

O restante de nós deverá ter esperanças e rezar, além de estarmos vigilantes, de olho em organizações terroristas que estão de olho neste país, pois Farouk Mutallab, o homem bomba, poderá não ser a última pessoa a ser recrutada por eles.

Alex Longs é o líder do monastério Agostiniano em Jos

NR: Farouk Mutallab é um cidadão muçulmano nigeriano recrutado por radicais islâmicos e que tentou explodir uma boma no vôo 253 da Northwestern Airlines entre Amsterdam e Detroit, no dia de Natal de 2009. Pertencente a uma das famílias mais ricas da Nigéria, deixou-se seduzir pelas teorias radicais muçulmanas. (fonte: Umar Farouk Abdulmutallab).

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