O governo do Irã faz aniversário em tempos turbulentos com críticas de abuso religioso


TEERÃ, Irã, 12 de fevereiro de 2010 (Christian Post – ICC) – O trigésimo primeiro aniversário da Revolução Muçulmana no Irã foi marcado por protestos e críticas de abuso religioso. Além da confusão política, o governo também se encontra sob a acusação de abuso da liberdade religiosa. O governo iraniano regularmente persegue minorias religiosas, assim como os cidadãos iranianos que deixam de ser muçulmanos.

Na véspera do aniversário da Revolução Muçulmana iraniana, a Comissão Internacional de Liberdade Religiosa emitiu um relatório condenando o governo iraniano por abuso de seus cidadãos, baseado na identidade religiosa.

“Infelizmente o governo do Irã tem praticado por anos a repreensão dos seus cidadãos com motivações religiosas, porém nos últimos meses a manipulação das leis tem sido usada com mais freqüência para silenciar, e em alguns casos até colocar sob pena de morte seus cidadãos, simplesmente por exercerem seus direitos, internacionalmente protegidos, de expressão da liberdade de pensamento, consciência, religião ou crença,” disse Leonardo Leo, chefe da Comissão Internacional de Liberdade Religiosa.

O comitê observou que nos últimos anos o governo tem aumentado sua perseguição a minorias religiosas, incluindo cristãos, os quais enfrentam ataques físicos, assédio, detenção, prisão e encarceramento.

No último outono, o governo do Irã ameaçou o pastor da maior igreja em Teerã que oferece cultos aos cristãos iranianos, para que ele interrompesse seus cultos de sexta feira. Caso isso não acontecesse, a Assembléia Central da Igreja de Deus em Teerã seria inteiramente fechada. A sexta feira é o dia sagrado dos muçulmanos. Essa atitude do governo iraniano equivaleria a proibir no Brasil os muçulmanos de fazerem suas orações no domingo (o dia sagrado cristão).

O governo também prendeu duas jovens iranianas no último ano, pois elas se converteram ao cristianismo por vontade própria. Após pressão internacional, o governo libertou as duas jovens em novembro, oito meses após sua prisão. As jovens disseram que enfrentaram tortura psicológica, incluindo longas horas de interrogação e o impedimento de dormir.

Desde 1999, o Departamento do Estado classificou o Irã como um país que necessita uma atenção particular, um rótulo criado para países com os quadros mais sérios de abuso aos direitos de liberdade religiosa.

Ore por aqueles que enfrentam a perseguição religiosa no Irã.
Ore para que Deus alcance o coração e as vidas dos membros do governo iraniano.

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