Atiradores alegam inocência; enquanto isso, outro cristão copta é morto


CAIRO, 16 de fevereiro de 2010 (CDN) – Um carpinteiro cristão copta é morto fora do prédio que muçulmanos temiam a possibilidade de ser usado como igreja. homens acusados de atirar em uma multidão, ferindo nove pessoas e matando sete (dos quais seis eram cristãos coptas), alegaram inocência durante julgamento.

Este assassinato foi o pior ato de violência anticristão copta, desde janeiro de 2000, quando vinte cristãos coptas foram mortos em Al-Kosheh. Numerosos advogados muçulmanos voluntariaram-se para defender os acusados muçulmanos gratuitamente, contra apenas sete advogados representando os interesses das vítimas cristãs.

Enquanto isso, a comunidade cristã copta lamentava a morte em mais um ato de violência anticristã. Na noite de 9 de fevereiro de 2010, Malak Saad, um cristão copta de 25 anos, estava andando fora de um salão de reuniões que a polícia havia fechado aos cristãos, quando foi baleado no peito por um policial. A vítima morreu imediatamente.

O prédio em questão pertencia aos cristãos coptas há 16 anos, porém, dois dias antes do tiroteio a polícia decidiu fechá-lo, devido a um rumor iniciado por um grupo de muçulmanos de que os donos planejavam converter o salão em uma igreja.

Disputas como esta são comuns no Egito. Cristãos coptas e outros cristãos tem muita dificuldade em abrir ou manter locais para cultos, devido a estatutos governamentais complexos.

Cristãos Presos

Após os assassinatos do dia 6 de janeiro de 2010, a polícia egípcia começou a ir de porta em porta para prender homens cristãos coptas em torno de vinte anos de idade.
Líderes cristãos afirmam que esta atitude objetivava silenciar protestos da comunidade cristã copta. Quinze prisões foram confirmadas.

Na manhã de 8 de janeiro de 2010, oficiais da Inteligência de Segurança do Estado foram por engano até a casa de Tanios Samuel, e ao perceber que estavam na casa errada, os oficiais prenderam seus irmãos, Fady Milad Samuel, de 21 anos, e Wael Milad Samuel, de 24.

“Nós somos cristãos coptas. Estamos aqui no Egito desde muitos séculos antes da invasão dos muçulmanos. Mas este país pertence a eles, eles fazem o que querem”, disse Tanios Samuel. Ele afirma que o governo usou seus irmãos e outros cristãos coptas presos para impor o silêncio. Ele diz que vive com medo, e teme por si e por seus irmãos.

“As famílias estão muito assustadas – com medo da violência, recebendo ameaças dos muçulmanos o tempo todo”, disse Samuel. “Tudo o que queremos é paz.”

Desde sua ascensão ao poder em 1981, o presidente egípcio Hosni Mubarak evita classificar qualquer ataque anticristão contra os coptas como parte de um conflito maior dentro do país. Seus críticos, no entanto, dizem que sua política, ou a falta dela, contribui para o clima anticristão no país.

Em 21 de janeiro de 2010, o presidente Mubarak fez uma forte declaração a respeito dos tiroteios:“O ato criminoso contra os cristãos em Nag Hammadi sangrou o coração dos egípcios. Insisto em afirmar que os responsáveis por esta nação, e seus líderes religiosos e pensadores muçulmanos, possuem a grande responsabilidade de conter a discórdia, ignorância e fascismo cegos, e confrontar este conflito sectário que ameaça a unidade de nossa sociedade.”

Leia sobre o crime contra os cristãos da cidade de Nag Hammadi, ao qual se refere o presidente egípcio Mubarak.
Ataque a tiros mata seis cristãos em frente a igreja no Egito

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