Segunda onda de ataques na Nigéria resulta no assassinato de 13 cristãos


LAGOS, Nigéria, 17 de março de 2010 (CDN) – Os muçulmanos Fulani atacam mais dois vilarejos, assassinando mulheres e crianças. Menos de duas semanas após o ataque em massa que ocorreu na Nigéria e resultou na morte de 500 cristãos, os muçulmanos da seita Hausa Fulani foram responsáveis por mais violência, matando 13 pessoas, incluindo uma mulher grávida e crianças.

Os ataques que presumidamente ocorreram devido a uma disputa territorial, possuem um nível de violência que são característicos da metodologia e motivação jihad. Homens com roupas camufladas e outros com vestimentas comuns, incendiaram 20 casas nos vilarejos de Byei e Baten, localizados em torno de 45 quilômetros da capital, Jos.

Os cristãos nos vilarejos vizinhos vivem com o medo de possíveis ataques muçulmanos, pois eles não foram detidos pela polícia e pelos militares responsáveis pela segurança de estado. Os cristãos Berom, os quais vivem como fazendeiros, há tempos enfrentam a ameaça dos nômades Fulani.

Este acontecimento segue outro evento similar ocorrido no dia 7 de março de 2010, nos vilarejos de Dogo Nahawa, Zot e Rastat. “Os assaltantes armaram-se com facões, e atacaram as comunidades simultaneamente, por volta da 1 hora da manhã do dia 17 de março,” disse o general Donald Oji em um relatório de imprensa. “Sete dos assaltantes foram presos, e as tropas estão em busca dos restantes.”

O governador do estado Jonah Hang condenou a matança, alegando que algumas pessoas não identificadas estavam alimentando o desentendimento entre as comunidades em conflito. Como o estilo do ataque é típico aos fundamentalistas que praticam o jihad, os líderes cristãos suspeitam que os extremistas estejam encorajando os ataques, fomentando brigas religiosas em um local de conflitos étnicos.

O cristão Dalyop Nyango Mandung, um sobrevivente do ataque cuja mãe de 90 anos foi morta em seu quarto, disse aos repórteres que os moradores acordaram com o som das armas de fogo. “Nós vimos dois deles vestidos com uniformes militares, enquanto os restantes vestiam roupas comuns,” disse Mandung. “Minha mãe foi a única vítima da família.”

Uma outra sobrevivente, a sra. cristã Kachollom Pam Dauda, encontra-se grávida, e disse a mídia que ela teve sorte de escapar dos assassinos. Ela também descreveu homens em uniformes militares, distinguindo-se dos muçulmanos Fulani. “Os assassinos vieram primeiro e atiraram, e sem seguida vieram os muçulmanos da seita Hausa Fulani esfaqueando as pessoas.”

“Eu escalei até o telhado da casa e me segurei em um pedaço de madeira,” ela disse. “Foi muito doloroso, principalmente porque estou grávida. Eu vi os assassinos matarem minhas duas cunhadas, Chundung e Kangyang. Elas não conseguiram escapar. Eu as vi sendo esfaqueadas e mortas.”

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