Como vão indo, Mohammed e Gelanie Azbari?


O cristão iraniano Mohammed Azbari, esposa e filho

O cristão iraniano Mohammed Azbari, esposa e filho

NAIRÓBI, Quênia, 15 de março de 2010 (CDN) – Vítima convertida da fé muçumana para o cristianismo necessita de proteção contra perseguição. Mohammed Azbari, um cristão convertido da fé muçulmana, sabe como é ser deportado de volta para seu país nativo, o Irã.

Quando a conversão para Cristo foi descoberta, as autoridades iranianas pressionaram o governo da Noruega para que ele retornasse, juntamente com sua esposa Gelanie Azbari, após ouvirem rumores de que o casal havia abandonado a fé muçulmana.

“Quando nós chegamos no Irã, nós fomos interrogados pela segurança, e severamente espancados,” ele disse ao CDN em Nairóbi, onde ele e sua família lutam para persuadir o governo queniano a recusar a demanda do Irã para que eles retornem. “Meu filho ficou tão assustado que começou a urinar em si mesmo.”

Um primo conseguiu sua libertação, mas isso não aconteceu antes que o governo iraniano tivesse confiscado suas possessões. “Eles levaram tudo o que eu tinha – laptop, câmera, e algumas de minhas coisas valiosas que continham todas as minhas informações pessoais, como batismo, meu perfil inteiro e o da minha família,” disse Azbari.

Quando ele e sua esposa cristã, nativa das Filipinas, tentaram pela primeira vez fugir do Irã em 2000, ele ainda era muçulmano. No ano anterior, as autoridades haviam prendido sua esposa após encontrarem uma árvore de Natal em sua casa no Teerã; Azbari não estava em casa, e escapou de ser preso, mas as autoridades levaram sua esposa e deixaram seu filho de 3 anos de idade completamente abandonado.

“Eu fui colocada em uma cela minúscula por dois dias,” disse Gelanie Azbari ao CDN, às lagrimas. “Enquanto estava na cela, dois policiais me estupraram. Foi a pior de todas as noites da minha vida. Desde então, eu tenho estado doente tanto mentalmente quando fisicamente.”

As autoridades logo levaram seu marido para interrogatório, sob suspeita de ser um espião estrangeiro. “Por causa dessa prisão injusta, eu comecei a questionar nossos líderes, os quais se consideram como se fossem Deus,” ele disse. A indicação de Jesus como profeta, assim como a Palavra e o Espírito de Deus, são mencionados no Corão. Quando eu li as escrituras sagradas que falam sobre a paz que Jesus leva as pessoas, decidi que eu o aceitaria como meu Senhor e Salvador.”

Ao perceber o perigo eminente, a família fugiu para a Holanda em 2000, e foi lá que Azbari abraçou o cristianismo. Em 2003, ele e sua família deixaram a Holanda e foram para a Noruega.

Azbari era um estudante ávido de sua nova religião. Enquanto estava na Noruega, ele tornou-se professor de um seminário cristão. Durante este período, Azbari disse que o governo iraniano monitorou seus movimentos.

Em 2007, a polícia iraniana persuadiu o governo da Noruega a enviá-lo de volta, juntamente com sua esposa e seu filho Reza Azbari.

Após interrogatório e tortura ao chegarem ao Irã, Azbari conseguiu chamar sua irmã. Ela conseguiu colocá-lo em contato com seu primo, que usou seus poderes como general para ajudá-lo a ser solto. Sua irmã os acolheu, mas seu cunhado não ficou feliz com suas orações cristãs.

Seu cunhado começou a discutir com sua irmã, e “eles começaram a atrair problemas para nós,” disse Azbari. “Percebendo o perigo, nós deixamos a casa e procuramos outro lugar para ficar. Fomos rejeitados em muitos lugares, pois éramos pessoas que tinham sido deportadas.”

Finalmente, Azbari e sua família conseguiram fugir para o Quênia, onde as Nações Unidas lhe deram o status de refugiado “sua situação religiosa (é cristão) o obrigou a fugir de seu país de origem”. O governo queniano lhe concedeu visto.

“Nós testemunhamos o amor de Deus e o que significa o sacrifício de amá-Lo em palavra e atos”, disse Azbari momentos depois que a Justiça queniana o libertou da prisão onde estava detido há alguns meses, acusado de entrada ilegal no pais. A justiça queniana também lhe determinou a devolução de todo o dinheiro que Azbari tem hoje: US$130,00 (centro e trinta dólares).

Ele agradeceu a amigos da igreja Pentecostal, que lhe deram e à sua familia força espiritual. Três advogados quenianos defenderam gratuitamente Azbari e sua família: Wasia Masitsa, advogada da Urban Refugee Intervention Program, o advogado cristão John Swaka e Laban Osoro, das Nações Unidas. O cristão sr. Rene Kiamba, da Câmara Cristã de Comercio Internacional pagou a fiança do sr. Azbari durante o processo judicial.

Quem pensa que doações par amissões na África é um dinheiro perdido ou utilizado para outros fins, está enganado. Existem muitas missões e cristãos sérios e até muito mais comprometidos com a causa de Cristo do que muitos de nós aqui. Que Deus os abençõe!

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2 Respostas

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