Cristãos se Recusam a Deixar que Policiais Fechem Igreja na Indonésia


BEKASI, Indonésia, 11 de Março (CDN) – Autoridades em Bekasi, Java Ocidental enfrentam advogado e congregação determinados. Tentativas de autoridades locais nessa cidade de Java Ocidental para fechar ilegalmente uma igreja encontraram resistência intensa esse mês, quando um advogado desafiante e mulheres se recusaram a permiti-lo.

Mulheres na Igreja Cristã Protestante de Batak (HKBP) choraram em protesto enquanto autoridades do Depto. De Construção Civil de Bekasi em 1° de março colocaram um sinal de fechamento em uma igreja em Pondok Timur, Bekasi, 19Km de Jakarta.

O sinal permaneceu por quase dois minutos antes que algumas das mulheres em lamentação o tirassem de lá. O sinal foi pisoteado enquanto membros furiosos da igreja se jogaram sobre ele, gritando. Autoridades de Bekasi fugiram enquanto a congregação se reunia.

O desafio seguiu-se a um debate intenso dentro da mesma igreja minutos antes, quando os cristãos foram convidados pelas autoridades de Bekasi para discutir o assunto quando eles vieram fechar a construção. A discussão se degenerou quando as autoridades reiteraram que a igreja não tinha licença para funcionar.

A igreja havia aplicado por uma licença de construção em 2006, mas autoridades locais ainda devia dar resposta, de acordo com o pastor da igreja, o Reverendo Luspida Simanjuntak. Na reunião fora da igreja, o advogado Refer Harianya disse que o processo de fechamento era ilegal, pois requer que um aviso público seja dado.

“A HKBP nunca viu ou recebeu um pedido formal de fechamento e não reconheceu esse pedido com a assinatura de recibo”, Harianya disse. “Além do mais, notícia aberta deve ser dada com uma leitura formal da ordem.”

Harianya também disse que a base legal para o fechamento da igreja era fraca. O Decreto Ministerial Conjunto em 2006 claramente diz no parágrafo 21 que quando há um problema com a construção de um templo religioso, ele deve ser resolvido através de consulta formal com residentes locais, ele disse. “Nesse estágio, a resolução não foi feita,” ele relatou.

Harianya disse que em caso tal consulta falhasse na resolução de conflitos, então o prefeito poderia consultar com o Depto. Religioso – “em maneira justa e imparcial” – levando em consideração sugestões do Fóro de Harmonia Inter-Religiosa. “Nesse ponto, até 1° de março, a igreja nunca foi convidada a falar com o prefeito”, ele disse.
O Decreto Ministerial Conjunto não foi aplicado corretamente no fechamento da igreja, Harianya concluiu, ainda relatando que casos disputados pode sempre ser levados a julgamento. “Nós ainda temos caminhos legais abertos,” ele disse. “Essa não é a hora para um fechamento de surpresa.”

Harianya também citou o Decreto da Prefeitura N° 16(2006) com relação a construção de templos religiosos na cidade de Bekasi, onde o artigo 11 prevê que antes que uma construção seja fechada deve haver antes três informes escritos. Esse processo também não foi seguido, ele informou.

“Pois vocês não haviam seguido os procedimentos que ressaltei, agiremos como se o fechamento nunca ocorreu”, Harianya disse a autoridades municipais enquanto membros da congregação aplaudiam.

O fechamento da igreja seria então ilegal, com o governo infringindo a lei, ele disse. Harianya disse que membros da ICPHB não iriam impedir autoridades de conduzir seus deveres, mas reiterou que eles seriam acusados em um processo judicial. Uma das autoridades, identificado apenas como Pemana, respondeu, “Vá em frente, nos processe.”

“Se o fechamento for efetuado”, Harianya informou, “Nós podemos invalidá-lo pois ele é ilegal. Concordam?”

“Concordamos”, responderam os 75 paroquianos presentes.

Com o encontro terminando indeciso, autoridades municipais preparam-se para colocar a placa sinalizando o fechamento da igreja, com o tumulto resultante.

O Prefeito Não Vem

Antes da demonstração, às dez da manhã O pastor Simanjuntak, o Reverendo Pieterson Purba e Harianya haviam agendado uma reunião um o prefeito de Bekasi Mochtar Mohamad – prometido por um oficial chamado H. Junaedi durante uma passeata em 28 de fevereiro – só para descobrir que a visita não havia sido posta na agenda do prefeito.

Enquanto eles aguardavam, o pastor Simanjuntak recebeu uma chamada de celular dizendo que autoridades da construção civil estavam na igreja desde das 9 da manhã.

No dia seguinte, 2 de março, líderes da HKBP e de outras três igrejas conseguiram se reunir com o prefeito, que os prometeu encontrar novos lugares de culto. Enquanto eles aguardavam por novos lugares, sugeriu o prefeito, a igreja da HKBP podia usar um auditório pertencendo ao Depto. Social começando em 7 de Março.

Subseqüentemente, o pastor Simanjuntak e membros da Congregação rejeitaram a proposta, alegando que indo para outro lugar era equivalente a ser ejetado da sua igreja.

O culto continuou como de costume às 7 da manhã, em domingo, 7 de março, sob a estrita observação da polícia e soldados que haviam mantido guarda toda a noite. O culto terminou duas horas depois sem incidentes.

“Por essa ser uma decisão da congregação, no próximo domingo em diante estaremos organizando cultos no templo aqui na rua Puyuh Raya, n° 14,” disse o pastor Simanjuntak.

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2 Respostas

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