Muçulmanos Armados Matam Voluntários Cristãos no Paquistão


ISLAMABAD, Paquistão, 10 de Março de 2010 (CDN) – Um voluntário da organização Visão Mundial diz que militantes muçulmanos arrastaram seus colegas para dentro de uma sala e os executaram. Militantes muçulmanos suspeitos com armas de fogo e granadas entraram à força em um escritório de ajuda humanitária e desenvolvimento cristão no noroeste paquistanês hoje, matando seis voluntários e ferindo outros sete.

Os homens armados cercaram os escritórios da organização internacional de ajuda humanitária World Vision perto de Oghi, cerca de 80 quilômetros ao norte de Islamabad em Mansehra, um distrito do Pronvíncia Fronteiriça Noroeste (PFN). A polícia e porta-vozes locais da World Vision declararam que trabalhadores paquistaneses, incluindo duas mulheres, foram mortos depois que 15 homens armados chegaram em caminhonetes e atiraram.

“Eles nos colocaram todos em um quarto,” o oficial administrativo da World Vision Mohammed Sajid disse que estava no estabelecimento no momento do crime. “Os homens armados, alguns dos quais tinham seus rostos cobertos, também roubaram nossos celulares. Eles forçaram pessoas uma a uma e as colocaram em um quarto próximo antes de as matarem.”

Rienk van Velzen, o diretor regional de comunicações da World Vision, disse na Holanda que todos os empregados no estabelecimento eram do Paquistão. Ele disse que um está desaparecido.

A organização está operando na região desde outubro de 2005, quando voluntários de ajuda humanitária vieram em grandes quantidades depois de um terremoto de magnitude 7.6 na escala Richter matar mais de 73.000 pessoas e deixar quase 3.5 milhões desabrigados.

Mas muitas dessas organizações de ajuda desde então deixaram a região depois que a violência muçulmana aumentou alarmantemente. Em fevereiro de 2008, quatro voluntários com o grupo britânico Plano Internacional foram mortos em um ataque similar na cidade de Mansehra.

A polícia disse que os criminosos fugiram para as montanhas da região.

“A polícia foi ao local do crime depois de receber informações sobre o ataque, mas os agressores conseguiram escapar,” o oficial da polícia Waqar Ahmed comentou. ‘Nós os caçamos, houve troca de tiros, mas os atiradores fugiram para as montanhas.”

Ahmed culpou o ataque às “mesmas pessoas que estão destruindo nossas escolas” – uma referência a militantes do grupo terrorista muçulmano Talibã que explodiram centenas de escolas do noroeste paquistanês nos últimos três anos.

Ao explodir as escolas do governo paquistanês, os muçulmanos radicais forçam as crianças a estudar apenas o Alcorão nas madrasas (escolas religiosas) e assim se propaga o radicalismo muçulmano para a próxima geração.

“Agora eles querem intimidar a ajuda humanitária em regiões atingidas pelo terremoto,” disse Ahmed.

O website da World Vision comentou que o grupo de auxílio é “inspirado por valores cristãos” mas enfoca que ele não discrimina ou prega de acordo com a religião de uma pessoa.

Alvos estrangeiros são raramente atacados no Paquistão, a despeito da insegurança crônica no estado nuclearizado e muçulmano, que também é um aliado chave dos EUA na guerra contra os terroristas da Al -Qaeda e do Taleban no país vizinho do Afeganistão.

Uma onda de ataques suicidas por todo o Paquistão matou mais de 3.000 pessoas desde 2007. A culpa recaiu sobre militantes ligados à Al-Qaeda e ao Talibã contrários à aliança do governo do Paquistão com os EUA.

As Nações Unidas decidiram no último ano pela realocação de certo número de seus oficiais internacionais devido a problemas de segurança. O escritório da Organização Mundial de Alimentação das Nações Unidas em Islamabad foi alvo de ataques em outubro do ano passado, quando cinco voluntários foram mortos em uma explosão de bomba suicida.

Então, em três de fevereiro, um atentado à bomba no distrito da NWFP no baixo Dir matou três soldados americanos e cinco outras pessoas na abertura de uma escola recém-construída com ajuda Ocidental depois de outro ataque extremista.

Em outros lugares no noroeste paquistanês, a polícia encontrou os corpos de dois homens do Talibã acusados de serem agentes americanos. Os aldeões haviam sido seqüestrados mês passado de Mir Ali no Waziristão do Norte, uma região tribal, e seus “corpos foram encontrados debaixo de uma ponte, cheios de balas,” relatou o policial Dildar Khan.

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