Reflexão para Líderes Cristãos: «ser » e « estar », dome sua língua


Todos somos humanos. Todos erramos na vida. Só Deus é perfeito. Felizmente Ele é misericordioso para perdoar nossos erros. Mas o que isso tem a ver com os verbos “ser” e o “estar”? Leia este artigo para descobrir.

Quantas vezes na sua vida você escutou um comentário do tipo:

  • Você viu como ele é invejoso?
  • Mas ela é mesmo muito medrosa.
  • Não passa de um malandro, é isso que ele é.
  • Que mulher fofoqueira ela é!
  • Viu como ele é burro?

Muitas vezes escutamos nossos colegas, amigos e vizinhos dizerem isso. Ou nós mesmos deixamos escapar tais comentários. E isso é um erro pelo qual devemos pedir perdão a Deus. Por que Deus sabe a diferença entre os verbos “ser” e “estar”.

Quem de nós é perfeito? Ninguém é perfeito. Mas se não somos perfeitos, quais são nossos defeitos? Nós sabemos muito bem quais são nossos defeitos e Deus também sabe, por que Ele tudo conhece mesmo aquele defeito ou pecado mais escondido que temos em nossas vidas. Mas então se temos defeitos, como podemos acusar os outros pelos erros que cometeram? Não podemos. E tem mais: precisamos aprender a distinguir entre o verbo “ser” e o “estar”. Têm significados muito diferentes.

“Ser” significa algo que é parte de nossa personalidade. “Estar” significa algo que pode ser passageiro. Veja a diferença:

  • Que mulher fofoqueira ela é!
  • Mas hoje ela está fofocando muito!

A diferença é grande. A pessoa alvo do comentário não é fofoqueira, ela está cometendo esse erro hoje. Ontem talvez não tenha cometido. E se a alertarmos, como é nosso dever de cristãos, ela não cometerá esse erro (a fofoca) amanhã. É um erro passageiro, talvez se repita em maior ou menor frequência. Mas não faz parte do caráter da pessoa. Outro exemplo:

  • Esse cara é um malandro.
  • Ele hoje está um malandro.
  • Até hoje ele está um malandro.

Para aqueles que se consideram um modelo e se colocam num pedestal de pureza intocável: quem dentre nós, em nossas vidas desde que nascemos não agimos como malandros? Não somos perfeitos. E desde pequenos quando fazíamos malandramente manhas para ficar no colo de nossa mãe ou pai, e depois quando tínhamos malandramente preguiça de estudar ou fazer a lição de casa ou quando “colamos” nas provas e mesmo depois como adultos, na vida, no trabalho.. é…cada um de nós sabe exatamente onde agimos assim. Lembra? Pois é. Deus não esquece. Ele perdoa mas sabe de tudo, não adianta você colocar aí seu manto branco de suposta pureza. Deus sabe o que se esconde embaixo do teu manto.

Mas eu ou você somos malandros? Não. Não somos malandros. Agimos de modo malandro durante alguns momentos de nossas vidas, mas não somos malandros o tempo todo. Somos seres humanos que lutam para estar na palavra de Deus, que trabalham duro para viver e sustentar a família, dar educação aos filhos. Somos gente que procura agir de modo correto, embora às vezes falhemos nisso. Somos malandros? Não somos. Estivemos em momentos de malandragem? Sim estivemos. Mais um exemplo:

  • Eu sou triste.
  • Eu estou triste hoje. Amanhã não estarei, ontem não estive triste.

Então está aí a grande diferença entre “ser” e “estar”. A vida inteira eu “estive” triste mas amanha posso estar alegre. Portanto, não “sou” triste.

E a consequência dessa diferença verbal é que devemos nos conter, domar e controlar nossas línguas, antes de sair por aí acusando os outros. E pior: acusando e rotulando-os disso e daquilo.

A pior coisa que pode ser feita a um ser humano é receber um rótulo na testa: “João é preguiçoso”. “Maria é libertina”. “O Alberto é covarde”, “Rodrigo é um fracassado” e por aí vai.

Primeiro por que não cabe a cada um de nós julgar nossos irmãos. Rodrigo pode ser um miserável que não tem um tostão, mas ao mesmo tempo ele pode ser uma alma pura e preciosa para Deus. Ele é fracassado por que é pobre ou por que não trabalha por preguiça? Fracassados são os que falaram mal de uma alma preciosa para Deus. Esses são fracasso maior do que a preguiça do Rodrigo, por que ao invés de ajudá-lo a mudar de atitude na vida preferiram empurrá-lo mais para baixo na lama chamando-o de “fracassado”.

Segundo por que agora sabemos a diferença entre “ser” e “estar”. Sabemos também que João teve momentos de preguiça, Maria teve momentos de libertinagem e Alberto agiu de modo medroso. Mas João não é preguiçoso, nem Maria é libertina e nem Alberto é covarde.

Maria pode agir de modo libertino durante 10 anos. Isso não significa que ela “seja” libertina. E no décimo primeiro ano, ela toma a decisão de agir de modo correto. Maria “é” libertina? Não. Ela agiu assim mas depois parou. Portanto, ela não “é”, ela “esteve”. Que Deus a abençoe. Pode ser que João tenha agido de modo preguiçoso durante 15 anos, mas descobriu a alegria de trabalhar e hoje é um grande profissional. Ele “é” preguiçoso? Não é. Esteve preguiçoso todos esse anos. Hoje descobriu a alegria do trabalho honesto. Que Deus o abençoe também.

Terceiro: quando rotulamos um ser humano com um adjetivo negativo, além de prejudicarmos a vida física desse ser humano também prejudicamos o seu aspecto espiritual. Estaremos então propagando maledicências, ou maldições. E você, quer ser fonte de maldições e palavras más? Então dome sua língua. Seja humilde e antes de acusar os outros, lembre-se de seus próprios erros.

Ao falar mal de uma pessoa, estamos criando um ambiente negativo na vida dela e rebaixamos o conceito dessa pessoa entre seus amigos, colegas e vizinhos. Dificultamos o progresso dessa pessoa, na vida e no trabalho. Isso é errado de nossa parte. E se criamos algo negativo, então estamos a serviço do inimigo de Deus. Ou alguém aqui já viu Deus criar algo negativo? Se Deus não cria nada negativo, então quem cria algo negativo é o opositor de Deus e os que estão ao seu serviço. Você quer por sua língua ao serviço do inimigo de Deus? O que Deus fará com teu espírto no dia do julgamento?

Por que o inimigo de Deus tem prazer em trazer a discórdia, a fofoca, a maledicência, a inveja, a raiva, o ódio, o desprezo e mais um monte de sentimentos ruins que alguns de nós permitimos que tomem conta de nossas vidas e espíritos.

Vamos combater isso de modo consciente. Quando sentirmos que nossa língua começa a dizer palavras más, calemos nossa boca. Quando escutarmos nossos colegas começarem a falar mal de alguém, peçamos que se calem ou mudemos de assunto rapidamente.

Vamos modificar o nosso modo de expressar, usando o verbo “estar” em vez do “ser”. Vamos ter a humildade de travar nossas línguas, antes de criticar nossos irmãos. Afinal de contas, basta olhar para nossos próprios defeitos para que imediatamente saibamos que não podemos criticar a ninguém.

Cristo tem razão quando disse:

“O que contamina o homem não é o que entra na boca, mas o que sai da boca, isso é o que contamina o homem. Mateus 15, 11
“Digo-vos que de toda palavra má que proferirem os homens, dela prestarão contas no Dia do Juízo; porque pelas tuas palavras serás justificado e pelas tuas palavras serás condenado” Mateus 12:36-37

Cristo foi 100% claro e objetivo nessas frases. E você, está seguindo as palavras d’Ele? Reflita a respeito e mude. Mude para melhor. Dome sua língua.

E elaborando mais sobre o assunto, Tiago 3:7-12 escreve:

“Pois toda a espécie de feras, e de aves, e de répteis, e de peixes se doma, e tem sido domada pela espécie humana,
porém a língua, não há homem que a possa domar: é um mal irrequieto, está cheia de veneno mortífero.
Com ela bendizemos ao Senhor e Pai, e com ela amaldiçoamos aos homens que foram criados à imagem de Deus:
da mesma boca procede bênção e maldição. Não convém, meus irmãos, que isto assim seja.
Porventura a fonte lança por uma mesma abertura água doce e água amargosa?
Acaso, meus irmãos, pode uma figueira dar azeitonas, ou uma videira figos? Nem tão pouco pode uma fonte de água salgada dar água doce.”

E você? Qual a sua opção de vida ao ler o que Tiago escreve?

a. Fonte amarga
b. Fonte doce

Você vai continuar a jorrar de sua boca essa água amargosa contra seus irmãos? Ou vai seguir a palavra de Cristo teu Senhor, domar sua língua e dizer coisas boas a respeito das pessoas ao seu redor?

Pois, por pior que um irmão “esteja” agindo neste momento ele certamente tem algo de bom em seu caráter e que deva ser elogiado por todos inclusive por você. Quando alguém começar a falar mal de uma pessoa, interrompa-a e diga algo de bom sobre essa pessoa: “Mas ele é um bom pai”. “Ele é trabalhador”. “Ela é muito solidária e ajuda a família”. “Converse com ele e verá que não é uma pessoa 100% má”. E verá como a maledicênia (fofoca, más palavras) morre na conversa e Deus se alegrará com isso.

É por suas palavras que você será julgado por Deus. Deixe a água doce fluir de sua boca. Deus se alegrará com você.

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