Nigéria: A Linha de Frente da Fé Cristã na África


No começo de março de 2010, mais de 500 cristãos da cidade de Jos (capital do estado de Plateau) na Nigéria, foram mortos pelo que o New York Times chamou de “muçulmanos desenfreados”. A matança foi só uma de várias ocorrências sérias de violência no estado nigeriano do Plateau, que fica na divisa entre o sul cristão e o norte muçulmano daquele país. É também parte de um conflito maior entre um cristianismo “renascente” e o que o professor Philip Jenkins da Universidade da Pensilvânia chama de “um Islã firme”.

Nas horas antes do amanhecer, pastores muçulmanos de etnia Fulani incendiaram aldeias cristãs e mataram os ocupantes, na sua maioria mulheres e crianças, enquanto eles fugiam.  O massacre resultante resultou em um cenário que um representante dos Médicos Sem Fronteiras chamou de “irreal”.

Porque eles atacaram mulheres e crianças? O New York Times alegou que foi “aparentemente uma represália a ataques similares contra muçulmanos feitos em janeiro (de 2010).” Mas o New York Times não deu detalhes sobre esses “ataques”.

Um relato subseqüente cita um dos responsáveis pelo massacre contra os cristãos, orgulhoso, dizendo que os cristãos “mataram vários de nossos muçulmanos fulanis em janeiro,” mas não dá evidência conreta desses ataques cristãos contra muçulmanos além dessas alegações.

Um homem de negócios cristão está certo de que os muçulmanos acreditam que “nasceram para mandar” e que buscam a expulsão da população cristã nativa naquela região e país.

Temos boas razões para crer que ele está certo. O professor Philip Jenkins da Universidade da Pensilvânia coloca o que houve na Nigéria sob um contexto global.  Ele diz que há uma “fissura” e confrontação religiosa geral por toda a África Ocidental e Noroeste, através do sudeste da Ásia, Indonésia, e as Filipinas.”

Essa linha de batalha pela fé, a cerca de 10º ao norte do equador, marca a fronteira entre áreas tradicionalmente muçulmanas e áreas cada vez mais cristianizadas.

É essa palavra  “cada vez mais” que importa.  De acordo com Jenkins, “um fator que vem aumentando a militância muçulmana em muitos lugares é a sensação de que o cristianismo está crescendo.” As pessoas dessas áreas costumavam praticar religiões animistas.  O povo do sul era visto como inferior pelos muçulmanos.  E se eles convertessem, seria para a religião muçulmana”.

Mas a explosão de crescimento do cristianismo, em especial na África, mudou isso.  O cristianismo agora compete com o Islã, e está inclusive alcançando certos grupos islâmicos, em especial mulheres.  O filme “Jesus” virou, nas palavras de Jenkins, “uma arma de instrução em massa,” e aqueles sendo instruídos freqüentemente são muçulmanos e que decidem deixar essa religião (veja neste fim de semana gratuitamente o filme em alta definição que está revolucionando a África: clique aqui).

Como resultado, “até muçulmanos apolíticos” se preocupam que seus descendentes virem infiéis (=cristãos). E isso está levando a uma reação no pior sentido da palavra. Pois se para os muçulmanos, converter de outras religiões para a sua é normal, segundo o Alcorão quem se converte da fé maometana em outra religião inclusive a cristã é considerado apóstata e o crime de apostasia é punido com a morte pelos ensinamentos do Alcorão.

Nesse ponto, a religião muçulmana quer ser uma escolha só de ida. Não se pode sair dela depois. E isso faz da religião muçulmana algo que vai contra as mais básicas liberdades de fé religiosa que estão vigentes nos países onde impera a democracia e o livre arbítrio de cada cidadão.

Felizmente, os povos amantes da liberdade em toda a África estão cada vez mais se levantando contra essa imposição autoritária da fé muçulmana, como estão fazendo nossos irmãos cristãos da Nigéria. Eles são a linha de frente da evangelização cristã e mostrando aos muçulmanos que eles têm opções para escolher e que têm o direito de exercer essas opções sem que sofram ameaças ou mesmo sejam mortos por isso. Por que Deus é amor.

A esse respeito, pedimos que leiam o artigo “Reflexão para pastores: O Sacrifício de Messias”. Nós cristãos podemos morrer para salvar vidas como Cristo fez, mas nunca morrer para matar mais pessoas como outros vêm fazendo frequentemente nos últimos anos. Leiam o artigo, trata-se de um exemplo de vida cristã da vida real.

Essa “expansão cristã acelerada”… No que deveria ser um território firmemente muçulmano, é um dos fatores que provocam a reação e o crescimento de “um islã militante”, ou seja, tradicionalista, radical e agressivo até contra outros muçulmanos que preferem ser moderados.

O que está acontencendo na Nigéria e ao redor do paralelo 10 do globo terrestre sugere o que o professor de ciência política Samuel Huntington chamou de “confronto de civilizações”, mas na realidade é uma divisão religiosa ao redor do mundo e na Europa.

O que é mais uma razão para nós amavelmente e pacificamente continuarmos a pregar o Evangelho a esses muçulmanos que demonstram interesse no cristianismo.  Se o professor Jenkins estiver certo, esse é o melhor antídoto para a violência contínua e trágica na região.


por Chuck Colson, BreakPoint, 22 de março de 2010. Este artigo foi adaptado de um comentário diário BreakPoint de Chuck Colson, que são publicados a cada dia da semana em mais de mil meios de comunicações com uma audiência estimada de um milhão de pessoas.  O BreakPoint fornece uma perspectiva cristã acerca das tendências atuais, via rádio, mídia interativa, e imprensa.

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