Tribunal Indonésio Viola as Liberdades Religiosas mas comunidade cristã triplica


Culto de Natal na Indonésia

Culto de Natal na Indonésia

Open Doors EUA, 14 de maio de 2010 – Com o presidente Obama decidido a visitar a Indonésia no mês que vem, o país muçulmano mais populoso do mundo enfrenta uma crise de relações públicas de seu próprio feitio.  A Indonésia é tida como um centro influente e tolerante do islã mundial.  Agora ela deve decidir se quer dar carta branca aos extremistas religiosos entre eles, ou se ela viverá dentro das expectativas ideais a protegerá a liberdade religiosa para todos em sua população de 240 milhões.  Cerca de 88% da população indonésia é islâmica.  Cristãos protestantes são cerca de 5,9% e católicos 3,1%.

No mês passado, o mais alto tribunal do país mostrou que direção o país toma.  O tribunal manteve uma lei de blasfêmia de 1965 que pune os cidadãos por abandonarem qualquer uma das seis religiões aprovadas.  A medida criminaliza qualquer tentativa de “fazer propaganda ou demonstração” de qualquer religião diferente das versões ortodoxas das seis religiões sancionadas: O islã, o budismo, o hinduísmo, o catolicismo, o protestantismo e o confucianismo.  Aqueles que desrespeitarem a lei podem enfrentar sentenças de até cinco anos de cadeia.

Como em outros países muçulmanos: Código Penal viola a própria Constituição

Ativistas de direitos humanos foram rápidos em condenação à decisão.  “Estamos profundamente desapontados pela decisão do Tribunal Constitucional, que é um grande retrocesso para a liberdade religiosa”, disse Mervyn Thomas, da Solidariedade Cristã Mundial. A Indonésia tem ampla tradição de pluralismo e tolerância religiosa, e sua constituição garante isso, mas a lei de blasfêmia no artigo 156A do Código Penal Indonésio viola sua própria Constituição e danifica a reputação da Indonésia como sociedade tolerante e pluralística.”

Os juízes disseram que a decisão de 8-1 era necessária para manter a ordem civil.  Onde está a imparcialidade legal?!

A lei pode ser necessária para proteger os próprios juízes.  Quase 500 policiais foram posicionados ao redor do tribunal devido ao receio de que militantes da Frente de Defensores Islâmicos, um grupo de justiceiros e milicianos, atacariam se eles repelissem a lei.

Decisão favorece extremistas muçulmanos

A decisão sem dúvida favoreceu o número crescente de extremistas na Indonésia.  Minorias religiosas há muito dizem que a lei de blasfêmia encoraja a discriminação e a intimidação contra eles.  Muçulmanos moderados, minorias religiosas, ativistas democráticos e de direitos que acreditam que o país deve fazer mais para garantir a liberdade religiosa tentaram sem sucesso dirigir petições para que o tribunal repelisse a lei.

Observadores estrangeiros concordam.  “A decisão do Tribunal Constitucional pode garantir aos extremistas apoio legal para impor uma versão de conformidade religiosa que não é adotada pela maioria dos indonésios,” disse Leonard Leo, representante da Comissão de Liberdade Religiosa Internacional, sediada nos EUA.

Há, infelizmente, várias razões para acreditar que essa reputação é injustificável.  O Instituto Wahid, um grupo muçulmano moderado, recentemente emitiu um relatório contando 35 casos de violações de liberdade religiosa advindas do governo (28 delas contra cristãos) e 93 incidentes de intolerância contra igrejas na Indonésia no ano passado.  O maior número de violações e incidentes ocorreu em Java Ocidental.

Grande crescimento da comunidade cristã na Indonésia e triplica na Ásia em geral

Mais que triplica na verdade, um aumento de 247% na comunidade cristã na Ásia em geral em 40 anos.

Em meio a essa repressão praticada pelos muçulmanos radicais enquanto os moderados se calam, a comunidade cristã indonésia continua seu tremendo crescimento.  Alguns creêm que o crescimento anual de evangélicos é de cerca de 4% ao ano (por volta de 504.000 pessoas).

De acordo com um relatório recente e destacado na revista Times, “Crescimento Explosivo do Cristianismo na Indonésia,” a igreja está chegando a grandes números de indonésios, que estão dando novos ouvidos ao Evangelho:

“Assim como em vários países em desenvolvimento, cheios de problemas, onde uma pessoa pode se sentir perdida em meio à miséria, o conceito de salvação individual é muito poderoso. Ao mesmo tempo, o sequestro da teologia muçulmana por um pequeno bando de terroristas nativos que mataram centenas de indonésios nos anos recentes levou alguns a questionarem a fé majoritária de sua nação.

Vinculação com terrorismo e silêncio cúmplice dos moderados afasta os amantes da paz

A crescente identificação da fé muçulmana com atos terroristas e a falta de reação e protestos da comunidade muçulmana moderada contra esses atos terroristas que assassinam gente inocente está causando o afastamento das pessoas pacíficas dessa religião, em busca de paz interior e a prática da não violência.

Jihad é a única solução? Paz e amor são a solução.

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A revista Times também estima que o número total de cristãos na Ásia explodiu de 101  milhões em 1970 para 351 milhões em 2010.

A revista nota que esse crescimento do cristianismo gerou alarme e ressentimento entre grupos muçulmanos, que várias vezes recorrem à violência em vez de tentar debater pacificamente como seria o correto.

Infelizmente, a devoção da Indonésia à igualdade de direitos religiosos é frágil.  “O governo não tem coragem de admitir as violações de liberdade religiosa,” disse o diretor do Wahid Institute Yenny Zanuba, “mas elas são reais e feitas diretamente por organizações governamentais ou indiretamente, como resultado de decisões do governo.”

Por Carl Moeller, Open Doors USA

Leitura adicional

Revista Times: Crescimento Explosivo do Cristianismo na Indonésia

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