Nalanda e Alexandria: a jihad contra o conhecimento


Vamos analisar o caso da Índia, fato histórico que é amplamente desconhecido do público ocidental. No caso da Índia, durante no mínimo 3.000 de anos e até o ano 780DC, o que é hoje o Paquistão era parte integrande da Índia. Nessa região, a religião majoritária era o budismo. Os invasores muçulmanos massacraram sistematicamente os budistas, seus templos e famosas universidades foram destruídas. Veja como aconteceu a jihad muçulmana contra o conhecimento e a cultura humanas.

A Universidade de Nalanda

A universidade indiana de Nalanda tinha 600 anos de idade. Tinha 1.500 professores. Tinha 10.000 alunos de todo o mundo até da China, Coréia, Indonésia, Sri Lanka e mesmo árabes muçulmanos que viviam em seu campus. Seus pesquisadores e cientistas foram quem descobriram o que hoje chamamos de ‘algarismos arábicos’ (=de origem árabe). Foram professores indianos que criaram esses algarismos, não os árabes muçulmanos que depois os copiaram. Foram cientistas indianos da Universidade de Nalanda que criaram pela primeira vez na história da humanidade a noção do algarismo “zero”, o “nada”. Sua biblioteca tinha milhares de livros científicos, de história, geografia e matemática.

O general muçulmano Bakhtiar Khilji, ele mesmo pelo seu nome um persa convertido e fanatizado pelos muçulmanos, fez apenas uma pergunta antes de mandar seu exército destruir a Universidade de Nalanda e todo o seu acervo irrecuperável de conhecimento científico: “Existe alguma cópia do Alcorão na livraria?”. Ele como muçulmano não poderia jamais destruir o Alcorão. Como não tinha esse livro lá, tudo foi destruído. Segundo o relato do cronista muçulmano Minhaz em seu livro “Tabaquat-I-Nassiri”:

“Milhares de monges foram queimados vivos e milhares de outros decapitados. A destruição da livraria levou vários meses, e a fumaça negra da queima dos livros ficava todo esse tempo como uma cortina escura encobrindo as colinas ao redor”.  Foram necessários vários meses para queimar toda a livraria, imaginem quantos milhares de livros e conhecimento existiam alí (fonte Jaibihar.com).

Facilitado pelo pacifismo da filosofia budista, os muçulmanos prosseguiram sua conquista. Homens foram escravizados e suas mulheres se tornaram parte de famílias polígamas muçulmanas. Gerando mais filhos para alimentar novas conquistas. Tudo isso completado em uma geração e hoje o Paquistão é 98% muçulmano e fonte de exportação de ideologias extremistas muçulmanas e terrorismo segundo afirma o governo da Índia (fonte Reuters).

A Biblioteca de Alexandria

Alguns afirmam que a destruição da Universidade de Nalanda foi um erro humano do general muçulmano e que não tem nada a ver com religião. Então como explicar a destruição da valiosíssima e antiga biblioteca de Alexandria que tinha 1.000 anos desde sua fundação? Com a palavra os historiadores:

“A palavra de ordem dos conquistadores (muçulmanos) era “não há necessidade de outros livros , senão o Livro” , isto é, o Alcorão. Assim , a destruição (da biblioteca de Alexandria) em 646 d.C. visava não propriamente os livros malditos , mas todos os livros (de conhecimento e cultura humanas). O historiador muçulmano Abd al-Latif ( 1160-1231 ) escreveu : “A biblioteca de Alexandria foi aniquilada pelas chamas pelo emir Amr ibn-el-As, agindo sob as ordens do (califa) Omar, o vencedor”. Esse Omar se opunha aliás a que se escrevessem livros muçulmanos , seguindo sempre o principio : “o livro de Deus é-nos suficiente” (o Alcorão). O califa Omar era um muçulmano recém-convertido , fanático, odiava os livros e destruiu-os muitas vezes porque não falavam do profeta (Maomé).”  Como podemos respeitar uma pessoa que sendo o líder máximo do islã na terra, comete tal ato de destruição ignorante?

Continua a descrição:

Ao contrário do califa Omar, “O emir Amr Ibn al-As (militar muçulmano que havia conquistado Alexandria) não era uma besta inculta, como se poderia esperar de um militar. Quatro anos antes da tomada de Alexandria, em 636, ao ocupar a Síria, Amr chamara o patriarca e lhe propusera questões bastante sutis acerca das Escrituras e da suposta natureza divina de Cristo. Chegou a pedir que se verificasse no original hebraico a exatidão da “Septuaginta”, a tradução grega do Antigo Testamento, em relação a uma passagem do “Gênesis” que surgira na discussão.

“Logo que chegou a Alexandria, Amr passou a frequentar João Filopão, um então já avançado em anos comentador de Aristóteles, cristão, da irmandade dos “filopões”. Era também um quase herético, que defendia teses monofisistas, mas essa é outra história.

No curso de uma das longas e eruditas discussões que travavam, Filopão falou a Amr da Biblioteca, contou como ela surgiu, que chegou a reunir quase 1 milhão de manuscritos e pediu a liberação dos livros remanescentes, que, como tudo o mais na cidade, estavam sob poder das tropas do general. O militar afirmou que não poderia dispor dos códices sem antes consultar o califa e prontificou-se a escrever para o soberano.”

“Algum tempo depois (estou relatando a versão curta da história), o emissário de Omar chegou com a resposta, que não poderia ser mais clara: “Quanto aos livros que mencionaste, eis a resposta; se seu conteúdo está de acordo com o livro de Alá, podemos dispensá-los, visto que, nesse caso, o livro de Alá é mais do que suficiente. Se, pelo contrário, contêm algo que não está de acordo com o livro de Alá, não há nenhuma necessidade de conservá-los. Prossegue e os destrói”.

É o que fez Amr. Dizem que ele distribuiu os livros entre todos os banhos (piscinas) públicos de Alexandria, que eram em número de 4.000, para que fossem usados como combustível. Pelos relatos, foram necessários seis meses para queimar todo aquele material.” Fonte: A Biblioteca Desaparecida, de Luciano Canfora.

“Paris não estava linda? Mas Berlim deve ser ainda mais linda. No passado, eu frequentemente pensei se nós não devemos destruir Paris”, disse Hitler com grande calma para seu braço direito Albert Speer. Fonte Albert Speer: Dentro do Terceiro Reich

O general muçulmano Amr fez o que nem o general do exército nazista Dietrich von Choltitz quis fazer. Amr obedeceu ao ignorante califa Omar, enquanto o general von Choltitz recusou obedecer a ordem de Hitler para explodir a cidade de Paris em 1944, seus principais monumentos de Paris, inclusive o Museu do Louvre. Fonte History Learning Site

Hoje o falecido general von Choltitz é nome de rua em Paris e sua filha é convidada pelas autoridades francesas frequentemente para visitar a cidade. No enterro do general em 1966, militares franceses estiveram presentes em sua homenagem.

Quanto ao emir (general) Amr Ibn al-As e seu chefe o califa e líder máximo da religião muçulmana Omar, que tipo de memória devem ter na história da humanidade além do repúdio aos seus atos ignorantes. Como todos repudiamos os atos de destruição da cultura feitos pelo regime Taliban no Afeganistão.

Em 1.000 anos de história, o que os imperadores romanos não decidiram queimar, foi destruído totalmente pelos muçulmanos. Setecentos mil livros queimados para aquecer as termas para os banhos dos conquistadores do islã.

Isso prova que a destruição do conhecimento e cultura anteriores à implantação da fé muçulmana foi prática pensada e resultado de atos refletidos com cuidado. Não foi “acidente” de guerra ou conquista. Tudo o que é anterior ao islã, deve ser eliminado. Só o que veio com a fé muçulmana é que pode viver e ser preservado.

Exemplo atual dessa prática muçulmana: a destruição das relíquias históricas do museu de Cabul em 2001 a machadadas. Explosão das históricas estátuas de buda no Afeganistão, patrimônios da humanidade, pelos muçulmanos talibãs. Fonte: BBC de Londres.

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