Entrevista: Rafik Responde, conversão de muçulmanos – parte 1


Rafik responde aos muçulmanos

Rafik Responde ao Islam. Nosso irmão cristão Rafik desenvolve há muitos anos um vibrante trabalho de apostolado em meio aos muçulmanos. Expondo corajosamente as contradições da fé maometana e com isso atraindo ameaças de morte e intolerância por parte daqueles que querem impor pela violência e fogem do debate democrático. O trabalho de Rafik vem apresentando excelentes resultados, ao converter para Cristo “centenas de muçulmanos” que se permitem debater, duvidar, questionar e usar o livre arbírtrio que Deus nos dá a todos para decidir livremente professar a fé cristã. Não sabemos onde nosso irmão Rafik mora, mas sabemos que ele trabalha por Cristo na linha de frente e correndo risco de vida por isso. Este website sempre dará espaço a todos os cristãos que assumem o chamado de Deus e principalmente aos milhões que expõem suas vidas ao risco seja no trabalho missionário ou mesmo simplesmente por serem cristãos. Rafik tem lugar neste website, junto com o famoso padre Zakaria Boutros que também vem convertendo muitos muçulmanos para Cristo. O apostolado cristão não morreu com Paulo, continua vivo e  belo. Se você é missionário, deseja ser, administra um curso para formação de missionários, é pastor como o Rafik ou simplesmente se interessa pelo assunto, leia esta entrevista esclarecedora e informativa. Inserimos alguns subtítulos (em itálico) para indicar os assuntos abordados por Rafik.

Fizemos  para Rafik algumas perguntas críticas ao cristianismo e ao trabalho missionário, mas ao contrário de quem critica a fé muçulmana nós não estamos sendo ameaçados de morte por nossos irmãos cristãos. Deus em seu infinito amor seja louvado por isso.

Nessa entrevista com o articulista e evangelizador cristão Rafik, promovedor do blog  www.rafikresponde.com, gostaríamos primeiro de saber qual o seu histórico de experiências pessoais nas quais se baseia para debater com muita profundidade e conhecimento sobre as incongruências do Corão (Alcorão), o livro sagrado dos maometanos. Seu conhecimento em detalhes sobre a realidade muçulmana é impressionante. Poderia nos dizer em breves palavras como tudo começou e evoluiu até o Rafik de hoje?

Rafik: Nesta minha introdução, eu gostaria de agradeço por esta entrevista. Infelizmente terei que deixar de lado os detalhes de família e de onde estou para não gerarem complicações para o trabalho que desenvolvo. Ha muitos anos atrás quando aceitei a Cristo eu queria compartilhar a minha fé com os demais. Existe um provérbio árabe que diz: “O maior pecado no deserto é achar ÁGUA e não contar para ninguém”.

Jesus: a água da vida

Eu achei a água da vida (JESUS) e eu seria uma pessoa muito mesquinha se guardasse este segredo para mim somente. Já faz 16 anos que moro, convivo e compartilho a minha fé no meio da comunidade muçulmana em algum lugar neste planeta. Estudei e ainda estudo a minha Bíblia (o meu maior tesouro) e os textos Islâmicos mais respeitados. Eu já tive oportunidades de discutir sobre religião com religiosos, políticos e pessoas comuns e Deus me deu o grande privilegio de ver centenas deles abraçarem a fé em Jesus Cristo.

1. O Brasil é a segunda maior nação cristã do mundo, atrás dos EUA. A igreja cristã brasileira vive isolada e desperdiçando seu potencial evangelizador no Brasil e para outras nações. Você concorda ou não com essa afirmação e quais os fundamentos em que se baseia?

Rafik: SIM concordo. O Brasil tem muito potencial desperdiçado.  Existe um fenômeno acontecendo nas igrejas brasileiras, elas estão cada vez mais voltadas para si mesmas. No passado não era tanto assim.

Muitos “missionários” empreiteiros e poucos evangelizadores: Cristo desaprova isso

Hoje as igrejas falam menos em missões e mais em MEGA IGREJAS. Os recursos são maiormente e geralmente  voltados para os de dentro do que os de fora. O fato de o Brasil ser a segunda maior nação Cristã do mundo, esta gerando certo CONFORTO nos cristãos. Eles não percebem que estamos em uma GUERRA IDEOLÓGICA contra o ISLÃ.

Falta de Reciprocidade: a igreja cristã brasileira está anestesiada

Não podemos descansar. Por um lado, os países Islâmicos dificulta a entrada de “missionários”(cristãos) nos países Islâmicos, mas nós abrimos as portas para eles aqui (no Brasil). Eu acredito que o governo precisa levar a sério o “princípio da reciprocidade” nestes casos. O islã é uma religião expansionista e está a procura de novas fronteiras e eles acharam a receptividade da América latina. Eles estão chegando num momento em que a Igreja DORME e não vigia. Temos que acordar a Igreja para se posicionar com respeito ao avanço do islamismo na América Latina.

Habitando com os iníquos: a igreja e políticos cristãos se calam

Precisamos dizer para o Governo parar de AVALIZAR e fazer negócios com países opressores como o IRÃ e outros países muçulmanos. O grande erro que a igreja esta cometendo é não falar quando se deve falar. Eu quero enfatizar que este é o tempo de FALAR, como nos dias da Rainha Esther: “… se em tempo como estes te calares, socorro e livramento se enviará para livrar os judeus (Brasil), mas tu e a casa de teu pai perecerão! E, quem sabe se para este tempo, e para um evento como este, chegaste a este reino…” (Ester 4:13-14). Eu creio que Deus me colocou aqui para tempos como estes, para falar e despertar os cristãos sobre o perigo que nos ronda.

2. Foi-nos dito por um conhecedor da história cristã da Índia que todo o processo missionário está sendo feito de modo incorreto. Enviam-se missionários com uma breve preparação preliminar, normalmente mal conseguem se comunicar em inglês. Chegando ao país destino, levam entre 5 a 10 anos para serem aceitos integralmente pela comunidade a ser evangelizada. Não seria mais eficiente treinar nos países cristãos como o Brasil os candidatos a missionários desses países e depois reenviá-los de volta às suas pátrias para que possam evangelizar melhor por Cristo? Quais suas sugestões?

Rafik: Primeiramente a pergunta é complexa para uma resposta simples. Sempre iremos encontrar aqueles que irão analisar a historia de missões olhando de ângulos diferentes. Alguns são otimistas e outros pessimistas. Eu me encaixo mais do lado pessimista na minha análise, porem não podemos criticar tudo o que foi feito no passado ou tentar jogar a culpa no passado. Eu creio que erros e acertos foram feitos e que devemos aprender com os erros e tentar não cometê-los novamente. Quando se fala em treinamento de novos missionários, infelizmente ainda estamos nos levantado e dando os primeiros passos depois de engatinharmos por tanto tempo.

Reformatar urgente o currículo dos cursos para missionários

O grande problema está na falta de consenso entre as organizações missionárias e igrejas em que deve consistir um BOM treinamento. Existem os “cursinhos de fundo de fundo de quintal” de seis meses e os “DOUTORADOS” que não servem para quase nada. A minha critica também vai para os seminários onde se aprende muitas coisas irrelevantes e quase inúteis no campo missionário e se deixa de lado assuntos de suma importância. O ISLÃ deveria ser uma matéria vista nos três ou quatro anos de seminário. O (aprendizado do) árabe e o hebraico deveriam andar juntos. Se alguém quer ser um missionário nos países muçulmanos, ele não poderia deixar o Brasil sem uma boa base da cultura e religião.

O medo e a omissão dos missionários

O meu blog tem como objetivo de sanar um pouco esta falta no Brasil e nos países de língua portuguesa. A língua local terá que ser aprendida e aperfeiçoada no próprio local. Nós brasileiros temos vantagens e desvantagens em missões. Uma das desvantagens é que temos que aprender inglês e muito da nossa energia e esforço nos primeiros anos são direcionados para isso. Outro aspecto que “perturba” a cabeça do missionário no campo é quando falar e quando se calar. O MEDO toma conta de muitas das nossas atitudes, e não queremos cometer um erro que nos custaria a expulsão do pais ou mesmo o sofrimento  da nossa família, por causa de um erro de estratégia. Nós acabamos errando por omissão.

Missionário estrangeiro ou nacional?

Quem pode fazer um melhor trabalho, os nacionais ou os missionários estrangeiros? Ambos têm os seus pontos bons e ruins. No caso do islã, o nacional convertido perde muito da sua voz e voto na comunidade, porque ele é tido como traidor da sua pátria, então neste caso o estrangeiro poderá fazer um melhor trabalho na pregação do evangelho. O problema é que o missionário está mais preocupado em manter-se no pais e não usa as oportunidades que Deus lhe apresenta.

Outra falsa concepção que temos é que o ex-muçulmano sabe tudo sobre o islã e ele será uma grande parte no processo de evangelização do seu próprio povo. ERRADO. Eles geralmente sabem pouco do islã e tem medo de se expor. Eles aprendem a ter medo com os missionários. Por isso temos pouquíssimos ex muçulmanos se dedicando ao trabalho pastoral.

Onde treinar missionários?

Mas onde ele seria melhor preparado? No Brasil ou nos países islâmicos? Também ambos têm suas vantagens e desvantagens. No Brasil a vantagem de ser um pais livre, porém o que eles aprenderiam seria muito irrelevante. Nos países islâmicos eles teriam a desvantagem de não terem tanta liberdade mas eles aprenderiam o que é importante aprender dentro do seu próprio contexto.

OBSERVAÇÃO importante aqui: EU creio que temos que aprender a evangelizar os muçulmanos no modelo dos crentes do Oriente Médio e não nos modelos dos americanos ou ingleses. Depois de tantos anos entre os muçulmanos eu entendi que a estratégia precisa ser simples para evangelizar os muçulmanos: Seja DIRETO e SINCERO.

***********************************

Dicas do Rafik com os comentários do Time de Cristo:

  • O maior pecado no deserto é achar água e não contar para ninguém. Compartilhe sua fé em Cristo. Propague, evangelize! Seja com seus vizinhos de rua ou em outros países, traga seus irmãos para Cristo.
  • Habitando com iníquos. Esse governo brasileiro está cohabitando com regimes que escravizam seu povo e perseguem cristãos como o Irã. Você como cristão não pode concordar com isso. Vote contra isso nas próximas eleições. Aja como um cristão!
  • Reformatar os cursos para missionários. Envie este artigo para missionários que conhece, para escolas, seminários, é preciso criar a mentalidade de mudança para melhores cursos que trarão mais resultados para Cristo.
  • Treinamento de missionários. Não importar modelos americanos ou ingleses. O historiador Philip Jenkins prova que uma religião só é forte quando ligada às raízes populares de uma nação. O modelo missionário tem que ser local, enraizado no povo.
  • A importância dos idiomas: onde estão as linhas de frente da luta pela fé cristã? Países arabizados, Índia, África. O treinamento dos missionários deve incluir os idiomas desses países. Falar inglês não resolve na maioria dos casos. É fácil aprender árabe, hindi ou swahili? Se você têm um forte chamado de Deus, aprenderá. Aprender árabe não é mais difícil do que aprender português, idioma que muitos religiosos estrangeiros já falam aqui no Brasil. Eles conseguem, então você consegue.

Não perca a continuação desta entrevista na próxima quinta-feira! Envie este artigo para seus amigos, publique no seu Facebook, Twitter, Orkut. Seu clique não custa nada e ajuda muito, irmão! E visite sempre o blog Rafik Responde ao Islã.

“Porque está escrito: Como eu vivo, diz o Senhor, que todo o joelho se dobrará a mim, e toda a língua confessará a Deus.” Romanos 14:11

Leia mais a respeito:
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MISSIONÁRIO: Maluco, Mártir, Mendigo ou o Quê? – parte 2
MISSIONÁRIO: Maluco, Mártir, Mendigo ou o Quê? – parte 3
Missionários: de Gabinete, de Palco e o Empreiteiro
Testemunho Missionário: Pr. Sérgio Aparecido Dias
Missionários
Cristãos

Leia a segunda parte desta entrevista:
Rafik Responde: perguntas que incomodam, parte 2

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4 Respostas

  1. Querida equipe do “TIME DE CRISTO”
    Parabéns pela alta qualidade das informações que voces colocam aqui no seu site.

    Deus os abençoe ricamente.
    Rafik

    • Querido irmão Rafik, pedimos as bênçãos de Deus sobre o seu trabalho especialmente importante de evangelização nos países muçulmanos. Que Deus te proteja dos altos riscos de vida, guie sua mão e fortaleça seus passos para que você possa sempre avançar na propagação de Cristo.

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