Ashton Kutcher e Kaká: homens de verdade não compram mulheres


Kaká: homens de verdade não compram mulheres

Na última terça-feira dia 29 de junho, o jogador da seleção brasileira Kaká deu o seu apoio ao ator Ashton Kutcher colocando em seu twitter uma foto segurando uma faixa com a frase “real men don’t buy girls” que significa “homens de verdade não compram mulheres”. A campanha “real men don’t buy girls” foi inicia por Ashton Kutcher em uma pré-estreia em Hollywood, nos Estados Unidos. Leia como você pode participar.

Participe você também!

1. Escreva você mesmo em letras legíveis um cartaz “REAL MEN DON’T BUY GIRLS!”. Tire uma foto de você mesmo segurando o cartaz. Homens e mulheres podem participar!

2. Compartilhe sua foto com seus amigos no Facebook, Twitter, Photobucket, Picasa, Orkut, por email, etc.

3. Convide seus amigos e família para fazer o mesmo e cada um repete o passo 1 a 3.

Ashton Kuchner: homens de verdade não compram mulheres

Ligações entre tráfico de mulheres e crianças, drogas e armas

Mulheres e crianças são as principais vítimas dos traficantes de pessoas, indica relatório da ONU, sendo que as primeiras são a maioria do total de escravos modernos. Cerca de 79% dos casos de tráfico humano envolvem a escravidão sexual e 18% abrangem trabalho forçado, casamentos à revelia e remoção de órgãos.

As redes criminosas que traficam seres humanos lucram até US$ 30 mil por pessoa aliciada. No ano, o montante chega a US$ 9 bilhões.
Hoje, o tráfico de seres humanos só perde em rentabilidade para o comércio ilegal de drogas e armas, porém, o estudo afirma que a venda de seres humanos é geralmente administrada por criminosos associados aos entorpecentes, segundo o UNODC.

Para ilustrar o problema, a ONU fez uma comparação com o combate ao narcotráfico e constatou que a maioria dos países prioriza essa atividade, enquanto a luta contra o tráfico humano é negligenciada. Isso torna o problema cada vez mais grave em todo o mundo.
Em 2006, foram resgatadas apenas 21.400 vítimas de tráfico humano, o que não chega a 1% das 2,5 milhões de pessoas vítimas desse crime.

“A opinião pública está acordando para a realidade da escravidão moderna, mas muitos governos ainda a negam.”

As rotas do tráfico: o exemplo da Holanda

Luiz Sammartano As principais rotas do tráfico de brasileiras para os Países Baixos partem da região amazônica, com escala no Suriname, país que faz fronteira com os estados do Pará e Amapá. Um relatório da ONG Fórum da Amazônia Oriental revela que das 241 rotas de tráfico de seres humanos identificadas no Brasil, 76 passam pela região Norte.

Como os traficantes mentem para levar as mulheres

Os aliciadores são, em geral, homens entre 31 e 41 anos e com bom nível de escolaridade. Grande parte deles são empresários, que trabalham em bares, casas de shows, agências de encontro e até salões de beleza. Marcos Elísio Viana, pastor da Comunidade Cristã em Amsterdã, há 12 anos presta assistência a brasileiras vítimas das redes de tráfico na Holanda e que o procuram, depois de conseguirem escapar dos traficantes que as exploram.

Ele explica como é a abordagem das quadrilhas no Brasil: Turistas holandeses vão se hospedar em pousadas ou hotéis e ali, numa conversa informal, fazem convites tentadores. Eles oferecem trabalho em hotéis e empresas, o que parece irrecusável para pessoas que vivem em condições financeiras limitadas. Elas acabam aceitando o convite e quando chegam aqui, vêem que a realidade é outra.

A dura realidade: pagar alimentação com sexo

Radicada em Roterdã há 34 anos, a enfermeira Bete Gomes trabalhou voluntariamente durante quatro anos com o encaminhamento de vítimas para o Brasil. Durante as conversas com as mulheres, muitas contavam à enfermeira que eram agredidas e mantidas em cárcere privado pelos exploradores: Elas ficam presas em casas e às vezes não sabem nem onde estão. Ficam sem passaporte e são obrigadas a se prostituir.

Além disso, elas são maltratadas e obrigadas a se drogar, o que muitas meninas não querem fazer. Quando elas ficam dependentes das drogas, são forçadas ao sexo para que possam se drogar mais ainda. Quando elas faziam sexo com um homem que se apaixonava por elas, muitas tinham a sorte de ser compradas por ele. O preço varia entre três mil a cinco mil euros. Estamos de volta ao tempo da escravatura.

Nem Amsterdã aguenta mais isso!

Todo mundo que defende a liberdade de usar o corpo como se quiser e também o uso de drogas, cita como exemplo a Holanda e particularmente a cidade de Amsterdã. Nesse país, o consumo e posse de maconha até 5 gramas é liberado e existem lojas autorizadas para a venda da erva. A prostituição também tem sua permissão e é “atração turística” no antigo e famoso “bairro da luz vermelha” daquela cidade. Mas como descobriram as autoridades de Amsterdã, está na hora de dar um basta nisso, segundo informa a Reuters no dia :

Autoridades de Amsterdã disseram neste sábado (6) que irão reduzir à metade o número de prostíbulos e lojas de maconha no distrito “vermelho” da cidade e áreas adjacentes. A cidade anunciou planos para limpar a área há um ano e, desde então, 109 “vitrines” de sexo, das quais prostitutas atraem clientes, foram fechadas. A nova medida pretende reduzir o número de vitrines para 243, de 482 no último ano, afirmou um porta-voz da prefeitura.

Amsterdã também quer fechar metade das 76 lojas de maconha no centro da cidade. “Lavagem de dinheiro, extorsão e tráfico de seres humanos são coisas que não se vêem na superfície, mas elas estão machucando as pessoas e a cidade. Queremos combater isso“, afirmou o vice-prefeito de Amsterdã, Lodewijk Asscher à Reuters.

Mas a linha mais dura de Amsterdã faz parte de uma tendência mais abrangente nos naquele país. Duas cidades holandesas perto da fronteira com a Bélgica querem fechar todas suas lojas de maconha para combater o turismo da droga e o crime. Nota-se que a liberação de certas drogas foi uma experiência fracassada. Na época em que foram liberadas na Holanda, foi grande o alvoroço na imprensa, reportagens na televisão! Agora que está sendo revogada e reduzida, o silêncio da mídia é total. Que estranho, não é?

Prostituição escravagista na Espanha: não caia no velho golpe do falso emprego!

A polícia espanhola calcula em 20 mil o número das prostitutas contra a vontade no país; o Esperanza conseguiu até agora ajudar 450 delas. “Muitas foram trazidas à Espanha para a prostituição forçada. Elas não têm como se decidir contra ou a favor: não têm dinheiro, nem como contatar suas famílias, não podem decidir quando trabalhar, nem escolher os clientes. É preciso que as pessoas saibam: muitas prostitutas são absolutamente escravizadas.”

Sob o pseudônimo “Oxana”, uma ucraniana de 20 anos relata sua experiência. Ela conheceu um rapaz num bate-papo de internet, ele a convidou para um café, à noite uma pizza: “Assim como que por acaso, ele me sugeriu ir trabalhar na Espanha, lavar carros. Se uma amiga minha também quisesse, podia vir junto. A tia dele, que vivia há bastante tempo na Espanha, poderia resolver as formalidades. Ele disse: ‘Você paga para ela quando começar a trabalhar. Ela só quer ajudar’.” Pronto! Mais uma mulher presa na rede da escravidão.

O que fazer para ajudar

Além da campanha de conscientização de Ashton Kutcher e Kaká, veja a quem recorrer em caso de tráfico, violência e exploração:

Holanda:
Consulado-Geral do Brasil em Roterdã Stationsplein 45 A2.202 3013AK Rotterdam Tel. 31 0 10-206 2211 plantão: 06 5155 4836
TAMPEP International Foundation Westermarkt 4 1016 DK Amsterdam Tel. 31 20 624 71 49 Fax: 31 20 624 65 29 Email: tampep@xs4all.nl
CCA- Comunidade Cristã em Amsterdã Postjesweg 150 Amsterdam Tel. 31 20 616 26 38
Brasileiros na Holanda Telefone: + 31 (0) 633700533 Fonte: http://www.brasileirosnaholanda.com Serviço

Brasil:
O governo brasileiro, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) e a OIM criaram a cartilha Brasileiras e Brasileiros no Exterior – informações úteis, que pode ser baixada aqui (em pdf) e leiam as páginas de 12 a 14.
O Ministério da Justiça criou um serviço telefônico gratuito para denunciar quadrilhas de tráfico de pessoas. No Brasil, basta discar 100. A denúncia também pode ser feita via internet, através do email disquedenuncia@sedh.gov.br  O Ministério da Justiça garante o sigilo.

Portugal
É ponto importante de recepção e distribuição das mulheres escravizadas oriundas de fora da Europa, segundo o Departamento de Estado dos EUA. Mas informa que mesmo moças portuguesas estão sendo escravizadas e enviadas para outros países. Não tenha receio de procurar as autoridades! “Há alguns anos, sublinha o Padre Valentim Gonçalves, as medidas eram normalmente de carácter policial, havia a preocupação de nos vermos livres dessas pessoas.’Hoje as medidas já são muito mais positivas, realistas e orientadas para a solução do problema e para a libertação das pessoas’, sublinha o padre.
Observatório de Tráfico de Seres Humanos: SOS Imigrante tel 808257257 ou Equipa Multidisciplinar 964608288
Sistema de Queixa Eletrónica, denuncie pela Internet

Espanha
Polícia local, telefonar para 092
Emergências 112
Polícia Nacional 091
Guarda Civil 062

Fontes;
DUniverso
Reuters
Deutsche Welle

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