O Marrocos Continua a Expulsar Cristãos Estrangeiros


RABAT, 1 de Julho de 2010 – (CDN) – Na semana passada as autoridades marroquinas expulsaram mais oito estrangeiros cristãos, aumentando o número total de cristãos deportados para 128 desde março.

Desde março de 2010, duas mulheres estrangeiras casadas com cristãos marroquinos foram incluídas nesta terceira onda de deportações, aumentando as preocupações sobre a intenção das autoridades locais de perseguirem a pequena, porém crescente comunidade protestante marroquina.

Uma das mulheres cristãs que foram deportadas, uma libanesa casada com um marroquino, foi diagnosticada com um câncer no mês passado e é mãe de uma menina de 6 anos, de quem foi obrigada se separar.

Na sexta-feira (25 de Junho de 2010), as autoridades convocaram as estrangeiras no comissariado de polícia para informar que tinham 48 horas para deixar o país em razão de “ameaça a ordem pública”.

Outros cidadãos que foram forçados a deixar o país durante o fim de semana provêm da França, Egito, Líbano, Suíça, Nigéria e Espanha.

Religiosos muçulmanos: negam lá a tolerância que desejam ter aqui

Em abril cerca de 7.000 líderes religiosos mulçumanos apoiaram as deportações, assinando um documento que descrevia o trabalho dos cristãos no Marrocos como “violação moral” e “terrorismo religioso”. A declaração dos lideres religiosos tinha por objetivo causar uma campanha mudslinging a nível nacional visando a vilipendiar os cristãos no Marrocos por “proselitismo” – amplamente percebido como uma forma de modificar a fé das pessoas.

Leis e preceitos muçulmanos: proibida a liberdade de proselitismo

Numa carta endereçada a Tom Lantos Comissão de Direitos Humanos a 17 de Junho, o embaixador do Marrocos nos Estados Unidos, Aziz Mekouar, defendeu que as deportações “visavam única e exclusivamente atividades proselitistas, que são clara e categoricamente proibidas pelas leis do Marrocos e pelos preceitos islâmicos”.

Wolf notou que entre aqueles que foram deportados ou a quem foi negada a entrada eram homens de negócios, educadores e trabalhadores das áreas sociais e humanitárias, “muitos dos quais já residiam legalmente no Marrocos há mais de dez anos. Além do mais, os deportados eram forçados a deixar o país no prazo de duas horas após serem interrogados pelas autoridades, deixando tudo para traz”.

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