Garota Somaliana de 17 anos é agredida pela Família por deixar a Fé Muçulmana.


NAIROBI, Quênia, 15 de Junho de 2010 (CDN) – Os pais muçulmanos de uma garota somaliana de 17 anos que se converteu ao cristianismo agrediram-na severamente por deixar a religião muçulmana e estão deixando ela algemada numa árvore em sua casa por mais de um mês, declararam fontes cristãs.

A menina cristã Nurta Mohamed Farah da vila de Bardher, na região Gedo no sul da Somália, está sendo mantida presa em sua casa desde 10 de maio de 2010, quando sua família descobriu que ela havia adotado o cristianismo, declarou um líder cristão que visitou a área.

“Quando a família da garota descobriu que ela havia se convertido ao cristianismo, deram-lhe uma surra terrível, mas ela insistiu em ser fiel a Cristo,” relatou uma testemunha que solicitou manter-se anônima.

Os pais dela também a levaram a um médico que receitou medicação para “doença mental,” declarou. Assustados pela determinação de manter sua fé, o pai dela, sr. Hassan Fafi Ilmi, e a mãe, sra. Hawo Godane Haf, decidiram que ela havia enlouquecido e forçaram-na a tomar a medicação prescrita, mas isso não causou efeito nenhum nem diminuiu sua fé em Cristo, informa a fonte.

Tradicionalmente, disse a fonte, muitos somalianos acreditam que o Alcorão cura, especialmente doenças mentais, então trechos desse livro muçulmano eram recitadas para ela duas vezes ao dia.

“A garota está muito doente e está passando por um sofrimento intenso,” disse a fonte.

O sofrimento dela começou depois que ela recusou a oferta de perdão da família em troca da renúncia da fé em Cristo, diz a fonte. A prisão começou depois que a medicação e a surra não funcionaram.

A pequena e abalada comunidade cristã na região de Gedo informa que a garota é acorrentada em uma árvore durante o dia e colocada em um quarto pequeno e escuro durante a noite, diz esse cristão que visitou a região.

“A comunidade cristã na região pode fazer muito pouco em relação à condição dela, que é muito ruim, mas eu aconselhei ao líder da comunidade cristã em continuar monitorando a condição dela sem por em risco a segurança deles mesmo,” a testemunha disse a CDN. “Precisamos de intercessores e defensores dos direitos humanos para tais atos desumanos, e oração por liberdade da religião para o povo somaliano.”

“Não-muçulmanos que praticam a religião deles abertamente sofrem séria discriminação social,” informa ainda. “A conversão da fé muçulmana para outra religião é considerado socialmente inaceitável. Aqueles que são suspeitos de se converterem são molestados ou mesmo mortos pelos membros da comunidade muçulmana da qual faziam parte”.

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