Grupo Muçulmano Mata Esposa e Filhos de Cristão no Paquistão


ISLAMABAD, Paquistão, 8 de julho de 2010(CDN) ―O Sr. Jamshed Masih, um policial, transferido da cidade de Gujrat para Jhelum, Província de Punjab, informou que um grupo muçulmano conduzido pelo líder religioso Maulana Mahfooz Khan assassinou sua família no dia 21 de junho de 2010, após Khan chamá-lo à mesquita local ordenando-lhe que deixasse a cidade predominantemente muçulmana. Jhelum fica 85 km ao sul de Islamabad.

“Você deve ir embora com sua família, não é permitido a nenhuma pessoa não muçulmana morar nesta região, queremos manter a nossa região livre da ralé (cristã)” Khan disse a Masih, informou o desolado homem à CDN.

Um ansioso Masih e a esposa Razia Jamshed decidiram levar sua preocupante situação ao pastor da Igreja Presbiteriana local, Sr. Saleem Mall, que aconselhou ao casal mudar para outra casa.

Murtaza, vizinho de Masih, informou à CDN que depois que o policial cristão Masih saiu para o trabalho, às 7.00, em 21 de junho, seus filhos podiam ser ouvidos cantando hinos cristãos, antes do café da manhã.

“A sra. Razia mandou o filho mais velho comprar detergente. No caminho, a criança cantava hinos cristãos, e quando o lojista muçulmano perguntou ao garoto se era cristão, o menino confirmou. O lojista muçulmano recusou-se a vender o detergente ao menino, falando-lhe rispidamente, ― Não vendo para nenhum não islâmico, você não é benvindo aqui, não se atreva a vir à minha loja outra vez” ― contou o vizinho Murtaza.

Murtaza relatou que pouco depois, alguns moradores da área vieram com Khan, o líder religioso muçulmano.

“Seu filho cometeu blasfêmia contra Maomé, nosso amado profeta. Não podemos deixá-lo viver, ele deve ser punido”, Khan disse à mãe do menino, a cristã Razia Masih.

A Sra. Razia ficou aterrorizada e disse: “Meu filho não pode ter feito tal coisa, ele tem apenas 11 anos”.

O muçulmano Khan ficou furioso e perguntou: “Nós estamos mentindo? Você nos chama de mentirosos, como ousa insultar-nos?”

Continua relatando o vizinho Murtaza:

“Alguém do grupo agrediu-a violentamente com alguma coisa na cabeça, e ela começou a sangrar. As crianças começaram a chorar e gritar por socorro. A Sra. Razia continuou gritando por socorro”, contou Murtaza. A sra. Razia gritava: “Por favor, tenham piedade de nós, deixe meu marido chegar, e podemos conversar.”

Enquanto isso, a filha dela telefonou à polícia quando o grupo atacou a mãe e os filhos. Mas os muçulmanos continuaram gritando: ― “Esta família cometeu blasfêmia, eles devem ser mortos”.

Quando o cristão Sr. Jamshed Masih chegou em sua casa ficou devastado ao encontrar os corpos assassinados da esposa e de quatro filhos. Quando Masih tentou apresentar queixa contra Khan pelo assassinato, o oficial do departamento de polícia Ramzan Mumtaz recusou-se a fazê-lo. O vizinho Murtaza acrescentou que o oficial apenas disse: “Sou um pobre homem, tenho família, e fui pressionado pelas autoridades a não registrar o primeiro relatório de informações, já que Khan é um homem muito influente. Sinto muito, não posso fazer nada”.

O cristão Masih então registrou queixa na promotoria da Província de Punjab, pedindo por justiça.

“Condenamos este brutal assassinato de crianças inocentes em nome da fé muçulmana”, disse o pastor presbiteriano Saleem Mall. “Isto tem que parar agora. Apelamos ao governo paquistanês que nos deixe viver em paz”.

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